“Vida em Conta” reúne propostas para o desenvolvimento do Brasil 

Documento, lançado por um grupo de economistas, pesquisadores e organizações e aberto à adesão de economistas, reúne cinco diretrizes para um projeto de país  

Um grupo de economistas, pesquisadores e organizações (entre elas, o Transforma Economia e a Plataforma Cipó) lançou o documento “Vida em Conta — Diretrizes para um projeto de país justo, sustentável e soberano”, que apresenta propostas para orientar um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social no Brasil.  

O documento parte de um diagnóstico de que o Brasil atravessa um período de reconstrução de políticas públicas e capacidades estatais, mas ainda enfrenta desafios estruturais relacionados à desigualdade, ao custo de vida, às mudanças tecnológicas e climáticas e às dependências produtivas e tecnológicas externas. Segundo o texto, o desafio é transformar avanços recentes em um ciclo duradouro de desenvolvimento e melhoria das condições de vida. 

Cinco diretrizes 

A proposta está organizada em cinco diretrizes. A primeira delas é reduzir as desigualdades, colocando as disparidades de renda, riqueza, gênero, raça e território no centro do planejamento, do orçamento e da coordenação das políticas públicas. O documento também defende o fortalecimento de políticas de proteção social e de instrumentos capazes de ampliar oportunidades econômicas. 

A segunda diretriz trata de reduzir o custo de vida e ampliar o tempo e as condições para uma vida digna. O texto chama atenção para o peso de despesas como moradia, cuidados e transporte sobre o orçamento e o tempo das famílias e propõe políticas voltadas à ampliação e ao financiamento de serviços essenciais. No caso da mobilidade urbana, por exemplo, o documento argumenta que a redução dos custos monetários e dos tempos de deslocamento pode produzir efeitos também sobre produtividade e desigualdade. 

A terceira diretriz propõe fortalecer a soberania tecnológica e colocar a inovação a serviço do desenvolvimento sustentável. Entre os objetivos estão a ampliação das capacidades nacionais em infraestrutura digital, tecnologias e cadeias produtivas estratégicas, a redução de dependências externas e o fortalecimento da pesquisa e da inovação. O documento também defende maior controle público sobre dados e serviços estratégicos do Estado. 

O quarto eixo é a diversificação produtiva para a geração de empregos de qualidade. A proposta relaciona a expansão da escolaridade da população brasileira à necessidade de ampliar a oferta de ocupações compatíveis com as qualificações adquiridas pelos trabalhadores. O documento defende maior articulação entre políticas industriais, de inovação, educação e qualificação profissional, além de instrumentos de financiamento e regulação voltados a atividades de maior complexidade e produtividade. 

A quinta diretriz trata da necessidade de reorientar a tributação e o orçamento público para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável. O documento defende um sistema tributário mais progressivo e maior alinhamento entre a destinação dos recursos públicos e prioridades sociais, produtivas e ambientais. Também propõe maior transparência e avaliação dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pelo Estado. 

O material está disponível na internet (clique AQUI) e economistas interessados podem registrar sua adesão por meio de formulário eletrônico (clique AQUI). 

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