Cofecon adere à declaração da AEALC contra sanções econômicas impostas a Cuba
Documento da Associação dos Economistas da América Latina e Caribe critica o endurecimento das medidas adotadas pelos Estados Unidos contra a ilha
O Conselho Federal de Economia (Cofecon) aderiu à declaração divulgada pela Associação de Economistas da América Latina e do Caribe (AEALC), entidade que reúne organizações de economistas de diversos países da região. O documento manifesta preocupação com o agravamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos a Cuba e defende o fim das medidas que restringem o acesso do país a bens, serviços e recursos estratégicos.
Para a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, que também coordena a Comissão de Relações Internacionais do Cofecon, a adesão ao documento está alinhada ao compromisso histórico da profissão com a defesa do desenvolvimento e da cooperação entre os povos. “Sanções econômicas prolongadas produzem efeitos que ultrapassam os governos e recaem, sobretudo, sobre a população, afetando o acesso a alimentos, medicamentos, energia e oportunidades de desenvolvimento. O debate econômico precisa estar comprometido com a soberania dos países e com a construção de soluções baseadas no diálogo e na cooperação”, afirmou.
Na declaração, a AEALC afirma que a atual administração norte-americana aprofundou políticas de restrição econômica contra Cuba, ampliando medidas que produzem impactos significativos sobre as condições de vida da população cubana. O documento destaca especialmente as limitações relacionadas ao comércio internacional e ao acesso a insumos considerados essenciais para o funcionamento da economia do país.
A Associação critica o uso de sanções econômicas como instrumento de pressão política. O texto também manifesta preocupação com declarações e iniciativas que possam representar formas de ingerência nos assuntos internos de países soberanos. A entidade também considera que medidas unilaterais de bloqueio econômico produzem efeitos negativos sobre o desenvolvimento social e econômico das nações atingidas.
A declaração também conclama economistas, instituições acadêmicas, organizações sociais e entidades da sociedade civil a se manifestarem em favor da eliminação das sanções e do bloqueio econômico imposto a Cuba, defendendo a construção de relações internacionais baseadas no diálogo, na cooperação e no respeito mútuo entre os países.
Leia AQUI o documento na íntegra.
