IV Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade – Mesa de abertura
Lideranças do Sistema Cofecon/Corecons destacaram a necessidade de fortalecer políticas de equidade, diversidade e participação feminina nos espaços de decisão
A promoção da equidade de gênero, da diversidade e da ampliação da participação feminina nos espaços de poder esteve no centro dos debates que marcaram o IV Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade, realizado em Manaus nos dias 18 e 19 de junho. Reunindo representantes do Sistema Cofecon/Corecons, acadêmicos, profissionais e estudantes, o evento destacou os avanços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, mas também evidenciou os desafios ainda presentes no mercado de trabalho, na produção do conhecimento e nos espaços de liderança.
Ao abrir o IV Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade, a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, destacou que o desenvolvimento econômico e social depende da ampliação da participação das mulheres nos espaços de formação, produção de conhecimento, liderança e tomada de decisão. “No entanto, os números ainda escancaram a desigualdade existente”, expressou, ao apresentar dados sobre remuneração e acesso a cargos de direção.
Tania ressaltou ainda que o seminário busca construir propostas para enfrentar essas desigualdades e citou o Manifesto divulgado pelo Cofecon em defesa do respeito, da dignidade das mulheres e da convivência democrática nos espaços institucionais (assine AQUI). “Quando uma mulher é atacada por sua condição de gênero, não está em jogo apenas a dignidade de uma pessoa, mas sim o direito de todas as mulheres a ocupar espaços de liderança e participar do debate público”, afirmou.
O presidente do Corecon-AM/RR, Marcio Paixão Ribeiro, pediu uma salva de palmas para a professora Ingrid Caldas, da Universidade Federal de Roraima. “Ela viajou 12 horas de ônibus com oito alunas para participar do seminário”, contou. Também mencionou os avanços na participação feminina na economia e nos espaços de decisão nas últimas décadas: “As mulheres têm ocupado esses espaços merecidamente. A história demonstra o quanto elas evoluíram e conquistaram protagonismo”, afirmou Ribeiro. Ele também destacou que o seminário representa uma oportunidade importante para fortalecer esse movimento e ampliar o debate sobre igualdade, liderança e diversidade.
Maria do Socorro Correia da Silva, vice-presidenta do Corecon-AM/RR, falou sobre a sub-representação feminina no exercício da profissão e nos espaços de liderança. Segundo ela, o principal obstáculo está na sobrecarga de responsabilidades de cuidado que muitas mulheres acumulam ao longo da vida. “Muitas economistas capazes, que poderiam exercer um trabalho brilhante, acabam não assumindo determinadas posições porque precisam dividir seu tempo entre a profissão, os filhos, a família e, muitas vezes, o cuidado com pais idosos”, afirmou. Para a economista, iniciativas como o Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade são fundamentais para ampliar o debate, fortalecer redes de apoio e criar condições para que mais mulheres possam desenvolver suas carreiras com segurança e autonomia.
A coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade do Cofecon, Teresinha de Jesus Ferreira da Silva, destacou o crescimento e a consolidação do Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade como um espaço estratégico de reflexão. Ela ressaltou que o desenvolvimento econômico não pode ser dissociado da diversidade e da equidade. “Quando discutimos questões de gênero, não estamos falando apenas de representatividade numérica, mas do reconhecimento de trajetórias e da valorização de competências historicamente invisibilizadas”, afirmou.
