Claudemir Galvani comenta aumento do preço mínimo dos cigarros
Para o conselheiro federal, quem tem o vício continuará comprando o produto em detrimento de outros itens: “é um bem de demanda inelástica”
O conselheiro federal Claudemir Galvani foi ouvido em uma matéria jornalística publicada pela agência Agemt, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sobre o aumento do tabagismo nas capitais brasileiras. De acordo com dados preliminares da pesquisa Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada pelo Ministério da Saúde, a proporção de adultos fumantes passou de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024.
O texto aborda o uso de cigarros eletrônicos e vapes e menciona que os cigarros tradicionais são encontrados em bancas e mercados por valores baixos – embora o preço mínimo obrigatório de um maço de cigarros tenha subido de R$ 6,50 para R$ 7,50 desde o mês de maio e haja uma previsão de aumento de impostos. Para Galvani, o aumento no preço estimula ainda mais o comércio de produtos sem fiscalização.
“O mercado ilegal realmente pode ser beneficiado, sim, porque o preço aumenta dentro do país, mas não fora. Como o governo resolve isso? Com a Polícia Federal controlando as fronteiras”, mencionou o conselheiro federal. Ele acrescenta que o aumento do preço “é um estímulo a mais para correr o risco de comprar uma mercadoria que ficou mais cara aqui, mas é também uma forma que o governo tem de usar o seu poder de polícia”.
Galvani também observou que um fumante viciado não deixa de comprar o produto do seu vício por causa de uma diferença de preço. “É o chamado bem de demanda inelástica, ou seja, é tão fundamental para a vida dele como a alimentação e a água”, compara. “Para ele, vai impactar no sentido de que vai continuar comprando cigarros e parar de comprar outras coisas que ele entende que sejam menos necessárias do que o cigarro”.
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