Comitiva de estudantes e professores da Univille visita o Cofecon 

Alunos de economia, comércio exterior e relações internacionais receberam informações sobre a atuação do Cofecon e palestras sobre economia mineral e o cenário internacional  

Estudantes e professores dos cursos de economia, comércio exterior e relações internacionais da Universidade da Região de Joinville visitaram nesta quarta-feira (27) a sede do Conselho Federal de Economia. Eles puderam conhecer mais sobre a atuação profissional dos economistas, os desafios contemporâneos da economia brasileira e internacional e iniciativas voltadas à formação acadêmica, integração estudantil e fortalecimento da profissão. O encontro também promoveu reflexões sobre economia mineral, economia internacional, regulamentação profissional e os impactos das transformações tecnológicas e geopolíticas sobre o mundo do trabalho e o desenvolvimento econômico. 

“A aproximação entre as instituições profissionais e as universidades é de grande importância para fortalecer a formação acadêmica e ampliar a compreensão sobre os desafios e oportunidades que os futuros profissionais encontrarão em suas trajetórias”, expressou a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, ao falar de forma remota dando as boas-vindas à comitiva. 

Ela também mencionou a importância da responsabilidade social na atuação profissional dos economistas: “Cada escolha que nós fazemos hoje influencia de forma concreta a vida das pessoas amanhã. Quando discutimos emprego, renda, inflação, investimentos, comércio internacional ou sustentabilidade, estamos falando das condições concretas de vida da população”. E colocou a capacidade de aprender continuamente como uma condição indispensável para os futuros profissionais: “A curiosidade intelectual e a disposição para transformar a realidade são duas características que deverão acompanhar vocês durante toda a trajetória profissional”. 

“Toda a base teórica dos negócios internacionais vem da economia e dos economistas clássicos. Quem teve a disciplina de internacionalização de empresas comigo sabe disso”, apontou a professora Jurema Tomelin. “É a primeira vez que o Cofecon recebe alunos de relações internacionais e comércio exterior. Esta é uma porta que se abre para nós enquanto profissionais”, afirmou, enquanto mencionava os cursos presentes no estado de Santa Catarina que são reconhecidos pelo Conselho Federal de Economia. 

“Estamos vislumbrando desenvolver um material que fale dos internacionalistas e profissionais de comércio exterior, assim como vocês viram o guia de atuação profissional do economista”, comentou a professora Eliane Martins. “Temos a Gincana de Economia e gostaríamos de amadurecer qual seria a melhor maneira para dar andamento a esta união”. 

Atuação do Cofecon 

A assessora de Comunicação Raquel Passos fez uma apresentação na qual abordou as ferramentas de comunicação do Cofecon (site, redes sociais, podcast, newsletter, revista Economista) e apresentou produtos informativos – como o Guia de Orientação Profissional, criado para apresentar aos estudantes e profissionais recém-formados os campos de atuação profissional do economista e a atuação do Sistema Cofecon/Corecons. 

O gerente executivo do Corecon-DF, Daniel Soares, abordou assuntos como a carteira profissional, as anuidades, o código de ética, a estrutura e as comissões do Conselho Regional de Economia e os campos de atuação do economista. “Ao modernizar nossa profissão, estamos garantindo melhores condições de trabalho para os economistas”, argumentou.  

O assessor jurídico Paulo Roberto Samuel Alves Junior trouxe informações sobre o Projeto de Lei 3.178/2024, que tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. “O registro profissional é uma forma de garantir à sociedade que somente profissionais habilitados vão prestar determinado serviço”, explicou. 

As estudantes Ana Ribeiro, presidenta do Corecon Acadêmico do Distrito Federal, e Camila Amorim apresentaram o Corecon Acadêmico, uma iniciativa que aproxima os estudantes de Ciências Econômicas das atividades do Conselho Regional de Economia. “É uma forma de unir as universidades. Cada estudante pode trazer suas ideias para que busquemos colocar em prática”, comentou Camila, mencionando que neste ano foram realizadas palestras com os economistas Lorena Brandão e Geraldo Goes. Ana completou dizendo que “tivemos o apoio do professor João Gabriel para realizar uma visita técnica ao Ministério da Fazenda. Além de agregar ao nosso currículo e conhecimento, é uma forma de networking”. 

Economia internacional 

A presidenta do Corecon-DF, Luciana Acioly, destacou a importância de que os estudantes mantenham permanentemente a curiosidade intelectual e a disposição para aprofundar conhecimentos ao longo da carreira. Segundo ela, esta característica é especialmente importante para os economistas, cuja atuação profissional envolve múltiplas atribuições e exige capacidade constante de adaptação às transformações do cenário nacional e internacional. “A política econômica é muito influenciada por acontecimentos internacionais, dependendo do grau de abertura que este país tem para o mundo”, observou. 

A economista também discutiu questões ligadas à internacionalização da produção, à disputa monetária internacional e ao papel das instituições multilaterais na organização da economia global. Ela mencionou ainda os debates sobre desdolarização, BRICS e os limites impostos pelos acordos internacionais à autonomia das políticas econômicas nacionais. Ao final da palestra, incentivou especialmente as estudantes mulheres a considerarem atuação nas áreas de macroeconomia e economia internacional, campos ainda marcados pela baixa presença feminina. “É uma área altamente rica, que exige pensamento analítico”, afirmou. 

Economia mineral 

A economista Mônica Beraldo Fabrício realizou uma palestra para os estudantes sobre economia mineral. “É uma área interdisciplinar, que traz um valioso intercâmbio de experiências. Economia mineral é microeconomia pura”, argumentou Mônica. Ela também abordou a importância das terras raras. “O Brasil tem reservas de argilas iônicas, é o segundo maior produtor, mas não tem a indústria e a tecnologia para transformá-las em ímãs”. 

Ao mencionar o protagonismo chinês na área, afirmou que “as relações diplomáticas ainda não encontraram um meio para avançar nesta discussão. A China produz muito mais do que demanda e pode fazer o que bem entender e usar isso para uma troca”. Sobre a posição brasileira, pontuou que o País tem algumas instituições, mas ainda há poucos recursos e poucos especialistas. “A mineração tem que ser política de Estado. Precisamos ver como o Brasil vai entrar nesta corrida com o atraso que tem nesta questão”.

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