Pedro Afonso Gomes: “Todos os tomadores de crédito estão sendo prejudicados”
Conselheiro federal falou ao portal O Brasilianista sobre o modelo de negócios do Banco Master, baseado no Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
O escândalo financeiro envolvendo o Banco Master foi tema de uma matéria publicada pelo portal O Brasilianista, na qual o conselheiro federal Pedro Afonso Gomes foi ouvido. Ele falou sobre o modelo de negócios que gerou as fraudes, calculadas em mais de R$ 50 bilhões.
Gomes explicou que o esquema de fraude envolveu transações circulares para inflar artificialmente ativos e simular solidez financeira. O banco captava recursos com Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas altas. Em seis anos, a carteira de CDBs da instituição passou de R$ 2,5 bilhões para R$ 40 bilhões. Novos CDBs pagavam os ativos, gerando um esquema de pirâmide financeira. O modelo de negócio era baseado no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – que cobre depósitos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de liquidação de instituições financeiras.
“A fraude não afeta a garantia, que visa a preservar a confiança no sistema financeiro, mas fragiliza o FGC”, mencionou Gomes. “Para recuperar o seu caixa, o FGC elevou o percentual que cobra sobre todos os empréstimos feitos no país para 0,0125%, ou seja, todos os tomadores de crédito estão sendo prejudicados, pois as taxas de juros exigidas pelos bancos elevam-se também por este motivo”.
A matéria completa publicada pelo portal O Brasilianista pode ser lida clicando AQUI.
