Ana Cláudia Arruda comenta participação feminina nos investimentos em renda variável
Falando ao quadro Dica de Milhões, da Rádio Sputnik, conselheira federal abordou riscos e oportunidades, além da importância da educação financeira para o futuro das famílias
As mulheres representam quase um terço do total de investidores em renda variável no Brasil e a conselheira federal Ana Cláudia Arruda falou sobre o assunto no quadro Dica de Milhões, que vai ao ar pela Rádio Sputnik. Ela abordou riscos e oportunidades da renda variável e destacou a importância da educação financeira dentro das famílias.
“De acordo com os dados da B3, 30% das pessoas que investem em renda variável são mulheres”, comentou a economista. “A renda variável é aquela modalidade de investimentos em que você não sabe exatamente quanto vai render no futuro e há uma taxa de risco elevada. No geral, as mulheres investem em empresas sólidas – com perspectivas, portanto, de sustentabilidade no futuro”.
Ana Cláudia também caracterizou a principal diferença entre renda fixa e renda variável. “Ao contrário da renda fixa, onde você empresta dinheiro para os bancos ou para o governo, a renda variável arca com um percentual de risco grande”, pontuou. “É interessante observar que as mulheres estão inseridas dentro desse mercado, investindo em renda variável, tendo em vista que as possibilidades de ganho, muitas vezes, são maiores do que a renda fixa no médio e longo prazo. Ao aportar recursos numa atividade econômica, você está se tornando, de certa forma, sócia desta atividade, obtendo rendimentos no futuro, dentro da perspectiva de obter um complemento de aposentadoria”.
Ela também mencionou que o Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo e que os juros compostos “fazem milagres”. “É preciso ter uma estratégia clara, entender um pouco deste mercado, porque existem vários tipos de produtos, e não cair no conto da rentabilidade muito alta, com CDBs acima de 175% do CDI, porque você pode ter um risco muito alto de não ter este retorno financeiro”, explica Ana Cláudia.
A conselheira federal finalizou sua fala abordando a importância da educação financeira. “É importante que as mulheres já discutam a questão das finanças com suas famílias. Estamos numa lógica diferente: a cultura dos pais era não discutir questões financeiras”, mencionou. “A discussão com os filhos sobre o futuro financeiro é de fundamental importância, não só para garantir a velhice, como também contribuir para que os filhos tenham uma vida financeira saudável, o que é de fundamental importância para que eles possam utilizar todo o seu potencial nas suas vidas”.
O quadro Dica de Milhões com a participação da conselheira federal Ana Cláudia Arruda pode ser ouvido clicando AQUI.
