Janine Alves comenta oportunidades e desafios para empreendedores em ano eleitoral
Conselheira federal falou ao portal O Brasilianista sobre cuidados que eles devem tomar com a maior circulação de renda no primeiro semestre e desaceleração no segundo
Maior circulação de dinheiro no primeiro semestre e uma desaceleração na segunda metade do ano. Uma matéria publicada pelo portal O Brasilianista mencionou que este é um movimento comum em anos eleitorais e abordou os efeitos que ele tem sobre os microempreendedores, e a conselheira federal Janine Alves foi ouvida sobre o assunto.
“Há oportunidade real no primeiro semestre – e seria um erro não a aproveitar”, mencionou a economista. Ela esclarece que a maior circulação de renda (impulsionada por programas sociais, crédito público e medidas fiscais) tende a chegar rapidamente ao comércio local e aos prestadores de serviço. A Selic elevada, entretanto, mantém o crédito para capital de giro em patamar alto, o que exige atenção redobrada do empreendedor.
“No segundo semestre, a lógica se inverte. A campanha eleitoral esquenta, a incerteza sobre o próximo governo aumenta, e consumidores e empresários começam a adiar decisões”, aponta Janine.
Ela também chama a atenção para a inflação e para o custo dos fornecedores, especialmente em um cenário de alta nos combustíveis e fretes. O empreendedor precisa acompanhar não apenas o faturamento, mas a margem real do negócio. “É perfeitamente possível vender mais e sobrar menos”, acrescenta a economista.
Ela cita como erros mais recorrentes em períodos de incerteza a paralisação do negócio, a expansão sem reserva e a mistura entre finanças pessoais e empresariais. “Reserva em ano eleitoral não é conservadorismo, é inteligência”, afirma Janine. Para ela, o planejamento deve começar pela separação de uma reserva equivalente a pelo menos três meses de custos fixos antes do segundo semestre.
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