Lacerda comenta investimento direto estrangeiro no Brasil 

Entre os BRICS, Brasil detém o maior estoque de investimento estrangeiro em relação ao PIB. Conselheiro federal falou ao Valor Econômico sobre o assunto 

Uma matéria publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quarta-feira (19) destacou a posição do Brasil como o país que, dentro dos BRICS, detém o maior estoque de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Em 2024 o país alcançou a marca de US$ 1,14 trilhão, equivalente a 46,6% do PIB. O estudo foi realizado pelo Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Econômico e Política Econômica (Grupo DEPE) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). 

“Enquanto países como China e outros BRICS receberam investimentos nas últimas décadas, o Brasil recebe há mais de um século”, comentou o conselheiro federal Antonio Corrêa de Lacerda, coordenador do Grupo DEPE. “Além disso, o país há muito tempo faz parte das dez maiores economias do mundo. Então, tem essa atratividade”. 

Levando em conta a presença acumulada de empresas com sede no exterior atuando diretamente no país, o Brasil é a economia mais internacionalizada do bloco. O motivo, conforme Lacerda, é que a industrialização brasileira se deu calcada no IDE. Do estoque de US$ 1,14 trilhão em IDE, o Banco Central detalhou que ele é composto por US$ 884,8 bilhões em participação no capital social de quase 19 mil empresas e US$ 256,4 em operações intercompanhia. 

De acordo com o conselheiro federal, setores de tecnologia e inteligência artificial (devido à demanda por data centers), bioeconomia e energia têm atraído capital. “Há oportunidades, mesmo em áreas tradicionais, como a automobilística, que atrai uma nova geração de investidores. Se já tínhamos uma base instalada de produção de veículos tradicionais, agora está sendo instalada uma base de veículos elétricos”, comenta Lacerda. 

O IDE se refere a aportes de longo prazo realizados por empresas estrangeiras em determinado país. Estados Unidos (28%) e Países Baixos (16%) são os países com maior estoque de investimentos no Brasil. O setor de serviços recebeu 59% do estoque de IDE, enquanto a indústria foi responsável por outros 29% e os 12% restantes ficaram com agropecuária e extrativismo mineral. 

A matéria do Valor, restrita a assinantes, pode ser lida clicando AQUI

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