Mensagem da Presidenta do Cofecon – Dia da Consciência Negra

Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o Conselho Federal de Economia reafirma seu compromisso com a construção de um país mais justo, igualitário e verdadeiramente democrático. Esta data nos convida a refletir sobre a luta histórica do povo negro no Brasil, suas contribuições fundamentais para a formação da nossa sociedade e os desafios persistentes que ainda impedem a plena realização de igualdade de oportunidades.

Ao tempo em que celebramos e valorizamos a trajetória de economistas negros e negras que têm contribuído de maneira decisiva com a economia brasileira e o Sistema Cofecon/Corecons, também devemos compreender que as desigualdades raciais atravessam o mercado de trabalho, o acesso à educação, a distribuição de renda, a ocupação do território e o (não) acesso a posições de liderança. Por isso, falar de consciência negra é falar de desenvolvimento econômico com justiça social, algo que está presente na declaração de visão do Cofecon. Não há desenvolvimento quando parte significativa da população enfrenta barreiras estruturais que limitam seu acesso à renda, ao crédito, à inovação e aos espaços de decisão.

Como presidenta do Cofecon, a primeira mulher a ocupar esta posição em mais de sete décadas de instituição, reafirmo que diversidade não é somente uma pauta identitária, mas uma necessidade econômica e civilizatória. Ampliar a presença de pessoas negras na formação em economia, na pesquisa acadêmica, nas instituições públicas, no setor privado e nos conselhos profissionais é investir em inteligência coletiva, com pluralidade de perspectivas e soluções mais eficazes para os desafios do desenvolvimento sustentável. Suas vozes enriquecem o debate nacional e ajudam a iluminar caminhos para superar desigualdades históricas.

A luta por igualdade racial não pertence apenas à população negra — ela é tarefa de toda a sociedade. O Cofecon tem o compromisso de fortalecer essa pauta, promovendo debates, campanhas, espaços de formação e ações institucionais que contribuam para a redução das desigualdades raciais. A economia brasileira só será verdadeiramente forte quando for capaz de incluir, valorizar e garantir oportunidades para todas e todos.

Tania Cristina Teixeira
Presidenta do Conselho Federal de Economia – Cofecon

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