XXIX SINCE aprova propostas para fortalecer a profissão e aperfeiçoar o Sistema Cofecon/Corecons
Grupos de Trabalho discutiram formação, mercado de trabalho, funcionamento dos Conselhos e conjuntura brasileira; propostas seguem para análise e encaminhamento
Formação e mercado de trabalho do economista, aperfeiçoamento do Sistema Cofecon/Corecons e conjuntura econômica, social e política do Brasil. Estes são os temas dos três tradicionais grupos de trabalho do Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (SINCE), que é realizado a cada dois anos e teve, nos dias 9 a 11 de setembro, em São Paulo, sua 29ª edição, com o tema “Economistas por um Projeto de Nação”.
Diversas propostas foram debatidas em cada grupo, dentro do escopo de cada um. Elas foram sugeridas pelos Conselhos Regionais de Economia e discutidas nos grupos, levando em conta aspectos como a pertinência ao temário do SINCE, a viabilidade dos encaminhamentos e as diferentes perspectivas apresentadas pelos participantes. Após os debates, elas foram votadas dentro de cada grupo.
Formação e Mercado de Trabalho do Economista
O debate sobre formação e mercado de trabalho ocupa um espaço estratégico no SINCE por reunir dois aspectos diretamente ligados ao presente e ao futuro da profissão. De um lado, estão os desafios relacionados à formação dos estudantes e à atualização dos cursos de Ciências Econômicas; de outro, a necessidade de valorizar o economista e acompanhar as transformações que vêm redefinindo o mercado de trabalho, de modo a ampliar as oportunidades de atuação.
O Grupo de Trabalho Formação e Mercado de Trabalho do Economista aprovou um total de 27 propostas. No campo do mercado de trabalho, algumas das propostas aprovadas foram a visita a órgãos federais, estaduais e municipais para fazer uma divulgação institucional da profissão e a participação na Estratégia Nacional de Educação Financeira, estabelecida pelo Decreto 7.397/2010 e renovada pelo Decreto 10.393/2020. No campo da formação, foi proposta uma ação junto ao Ministério da Educação para ampliar a oferta de cursos de Ciências Econômicas e a criação de uma disciplina sobre economia solidária, criativa e circular.
Aperfeiçoamento do Sistema Cofecon/Corecons
O aperfeiçoamento do Sistema Cofecon/Corecons também tem um lugar importante no SINCE, com discussões voltadas à modernização dos processos internos, à melhoria da gestão e ao aprimoramento da relação dos Conselhos com públicos internos e externos. O grupo tratou de questões que envolvem tanto procedimentos administrativos e financeiros quanto a atualização de normas e instrumentos utilizados pelos Conselhos.
O Grupo de Trabalho Aperfeiçoamento do Sistema Cofecon/Corecons aprovou um total de 23 propostas, destacando-se, entre elas: a atualização do sistema de cadastro de pessoa física e pessoa jurídica, suprimindo campos de informação não obrigatórios e a adequação dos procedimentos contábeis e financeiros frente à reforma tributária; a edição de norma específica sobre remissão de débitos de anuidades para idosos e pessoas com doenças graves.
Conjuntura econômica, social e política do Brasil
O Grupo de Trabalho Conjuntura Econômica, Social e Política do Brasil tradicionalmente é responsável pelos debates que resultam na Carta do evento – que pode ser lida clicando AQUI (https://cofecon.org.br/cofecon/?p=28471). O texto defende a revisão das políticas monetária, fiscal e cambial para estimular o crescimento econômico e reduzir as desigualdades, com maior flexibilidade na meta de inflação, redução do peso dos juros, revisão dos gastos tributários e de outras despesas públicas, além da diversificação dos parceiros comerciais do Brasil.
O Grupo também aprovou um total de 12 propostas. Entre elas, destacam-se posicionar o Cofecon como líder no debate nacional sobre a emergência climática e o desenvolvimento de um programa integrado de conscientização, educação e regulamentação para prevenir os impactos das apostas online na economia doméstica e na saúde pública.
O que acontece depois?
De acordo com a natureza de cada matéria, elas poderão ser distribuídas às comissões competentes, passando por análises de normas e de adequação jurídica. Após a análise técnica, as matérias que dependerem de deliberação do Conselho Federal serão submetidas ao Plenário do Cofecon, que poderá aprovar os encaminhamentos e, quando couber, editar os atos normativos necessários à sua implementação.
