Prêmio Mulher Economista do Ano de 2026 inicia processo de indicações
Corecons, conselheiros federais e a Comissão Mulher Economista e Diversidade poderão indicar candidatas até o dia 4 de setembro
O Conselho Federal de Economia lança a edição 2026 do prêmio Mulher Economista do Ano. Os Conselhos Regionais de Economia e os conselheiros federais poderão indicar, até o dia 4 de setembro, dois nomes cada, a fim de compor uma lista prévia de candidatas selecionáveis para o prêmio. A Comissão Mulher Economista e Diversidade também será responsável pela indicação de dois nomes. O link de votação foi enviado aos participantes mediante ofício.
A primeira etapa de votação, com as indicações já mencionadas, formará uma lista de candidatas selecionáveis com até 86 nomes. Dentre elas, numa segunda etapa, o plenário do Cofecon escolherá 10 delas e enviará os nomes aos Conselhos Regionais de Economia. As três mais votadas pelos Corecons concorrerão ao prêmio, que será decidido por meio de votação pelo plenário do Cofecon.
A premiação tem a finalidade de reconhecer e valorizar mulheres que se destacam na economia, tanto no campo teórico quanto aplicado, e que, com seu conhecimento e atuação, contribuam para promover o desenvolvimento econômico com justiça social.
Vencedoras anteriores
Em 2025 a vencedora foi a presidenta do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Luciana Servo. Ela é graduada em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e doutorado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG). Atua como técnica de planejamento e pesquisa do IPEA e presidenta da instituição desde 2023.
No ano de 2024 foi concedido um prêmio in memoriam. Maria da Conceição Tavares, falecida no dia 8 de junho daquele ano, foi professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual de Campinas e vários de seus alunos ocuparam postos de destaque na economia brasileira. Também trabalhou no BNDES e participou da elaboração do Plano de Metas do governo de Juscelino Kubitschek. Em 1968 foi para o escritório da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), onde conviveu com grandes nomes do pensamento estruturalista. Conceição teve, ainda, um mandato como deputada federal (1995-1999).
A premiada de 2023 foi Dilma Rousseff, ex-presidente da República e atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento. Ela atuou na Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Alegre, presidiu a Fundação de Economia e Estatística (FEE), foi secretária estadual de Energia, Minas e Comunicações no Rio Grande do Sul e ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil da Presidência da República.
Em 2022, o prêmio coube à economista Tania Bacelar. Ela possui Diploma de Estudos Aprofundados (DEA) e Doutorado em Economia Pública, Planejamento e Organização do Espaço pela Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne. Foi Diretora da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Secretária de Planejamento e de Fazenda do Estado de Pernambuco, Secretária de Planejamento do Município do Recife e Secretária de Políticas de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional. Desenvolveu trabalhos de consultoria e pesquisa para diversas instituições internacionais e nacionais e foi professora do Departamento de Economia da UFPE, da UNICAP e de cursos de pós-graduação na UFMA e no NAEA-UFPA.
Em 2021 o prêmio foi entregue a Esther Dweck, que, tal como sua antecessora, é Professora Associada do Instituto de Economia da UFRJ. Possui doutorado em Economia pela UFRJ, com período-sanduíche na Scuola Sant’Anna, em Pisa, Itália. Tem experiência nas áreas de economia do setor público, crescimento e desenvolvimento econômico. Atuou no Ministério do Planejamento, Orçamento e gestão como chefe da assessoria econômica (2011-2014) e Secretária de Orçamento Federal (2015-2016).
Em 2020, a ganhadora do prêmio Mulher Economista do Ano foi a professora Denise Lobato Gentil. Graduada em Economia pelo Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará, possui mestrado em Planejamento do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Pará e doutorado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Professora Associada do Instituto de Economia da UFRJ nas disciplinas de Macroeconomia e Economia do Setor Público e realiza pesquisas na área de macroeconomia, com concentração em política fiscal, seguridade social e desenvolvimento econômico.
