Prêmio Mulher Transformadora de 2026 tem consulta aberta à sociedade 

Votação vai até o dia 4 de setembro. Primeira etapa da escolha terá 12 nomes, sendo que quatro deles podem ser indicados por quaisquer outras pessoas

Você conhece uma mulher cujo trabalho vem gerando um impacto positivo na sociedade? Então participe da escolha da vencedora do Prêmio Mulher Transformadora 2026. A primeira fase de votação está aberta até o dia 4 de setembro – e, diferentemente de outros prêmios concedidos pelo Cofecon, a votação também é aberta a integrantes da sociedade civil, clicando AQUI.

Concedido pelo Cofecon, o prêmio reconhece mulheres que se destacam por iniciativas nas áreas de responsabilidade social, economia solidária e empreendedorismo, contribuindo para o desenvolvimento econômico, a transformação social e a capacitação de comunidades em diferentes atividades produtivas. 

A primeira fase da escolha contempla a escolha de quatro nomes indicados pela sociedade, outros quatro pela Comissão Mulher Economista e Diversidade do Cofecon e ainda quatro pela Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária. A partir desta lista prévia, o plenário do Cofecon votará em seis nomes e os submeterá aos Conselhos Regionais de Economia; entre as três mais votadas pelos Corecons, o plenário do Cofecon escolherá a Mulher Transformadora de 2026.  

Vencedoras anteriores  

Em 2025, a homenageada foi a fundadora da Cooperativa Central Justa Trama, Nelsa Nespolo. A rede conecta as cinco regiões do Brasil e atua de forma integrada desde o plantio do algodão até a fiação, tecelagem, confecção, produção de adereços e sementes e comercialização de produtos. Sob a liderança de Nelsa, ela tem fortalecido comunidades, gerando trabalho e renda de forma sustentável e favorecendo saberes locais. 

No ano anterior o prêmio foi entregue a uma economista. Angélica Maria Moreira da Costa é envolvida com diversas causas sociais e preside a organização não-governamental ARC Ações Solidárias. Também é presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa em João Pessoa e integra o colegiado do Grupo Mulheres do Brasil, fundado por Luiza Helena Trajano, no qual é líder de empreendedorismo.  

Em 2023 a vencedora foi a agricultora piauiense Francisca Raimunda da Costa. Sua história de superação começou em 2009, quando mesmo com a proibição do marido, foi até a cidade para fazer um curso de produção de Cajuína. Após o curso, fundou um grupo de 5 mulheres e começaram a produzir Cajuína como uma forma de se desenvolverem economicamente. Sua comunidade ficou conhecida como a comunidade das mulheres guerreiras e empoderadas.  

Em 2022 a produtora cultural e mobilizadora social Joice Marques, integrante da gestão da Casa Akotirene, na Ceilândia, recebeu o prêmio. Localizada na QNN 23, na Ceilândia, Distrito Federal, a casa oferece serviços de acolhimento, oficinas, acompanhamento psicológico e jurídico a cerca de 150 famílias da comunidade, além de outros eventos – inclusive em parceria com a Secretaria da Mulher.  

Em 2021 a vencedora foi Nísia Trindade Lima, primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Durante a pandemia a Fiocruz realizou um acordo com a AstraZeneca para produzir no Brasil a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford.  

Em 2020, quando o prêmio Mulher Transformadora fez sua estreia, a ganhadora foi a Irmã Lourdes Dill, educadora popular do cooperativismo, da economia popular solidária e da agricultura familiar. Ela coordena o projeto Cooesperança, da arquidiocese de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e desde 1987 ela é agente da Cáritas.  

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