Wellington Dias: “Tenho um carinho especial pelo profissional de economia” 

Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome esteve presente à solenidade comemorativa ao Dia do Economista e aos 75 anos de regulamentação da profissão 

A solenidade em comemoração ao Dia do Economista e aos 75 anos da regulamentação da profissão no Brasil contou com a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Com uma trajetória que inclui passagens pelo setor bancário e pelo sindicalismo, o ministro realizou uma fala na qual destacou o valor técnico dos economistas. 

“Quero saudar as economistas e os economistas por estes 75 anos. Tenho um carinho especial pelo profissional de economia, pois sou oriundo do setor bancário”, mencionou o ministro, que atuou no Banco do Nordeste, no Banco do Estado do Piauí e na Caixa Econômica Federal, da qual é funcionário aposentado de carreira. “Tive o privilégio de atuar no centro da economia, mesmo com uma formação em Letras. Sempre fui um curioso e um estudioso de toda a inteligência da área da economia”, mencionou Dias. Ele também citou que, como sindicalista, ajudou a organizar os primeiros momentos do Dieese. 

“Minha presença aqui, além de saudar os economistas, é por esta história extraordinária. O Brasil que vivemos hoje tem, desde os alicerces, uma presença muito destacada da ciência em várias áreas, mas destaco aqui a área da economia e todas as outras com as quais a economia se relaciona e atua diretamente”, prosseguiu o ministro.  

Wellington Dias apresentou uma mudança de paradigma na gestão do Ministério, enfatizando a transição do assistencialismo tradicional para um modelo focado em desenvolvimento e inclusão, a fim de promover a autonomia. “Tirar da fome não é o fim, é só um começo para o desenvolvimento humano”, mencionou. Ele reforçou que sua gestão busca integrar conhecimentos técnicos e evidências para maximizar a eficiência das políticas públicas, citando como exemplo a estrutura do Consórcio Nordeste. 

Ao comentar os resultados práticos dessa abordagem, Wellington Dias citou o crescimento do emprego formal, destacando que, desde 2023, “91% deste crescimento é de pessoas que fazem parte do cadastro social”. Ele refutou a ideia de que programas de transferência de renda desestimulam o trabalho, argumentando que “a população vulnerável busca oportunidades, e, quando capacitada, alcança desempenho positivo”.  

Encerrando sua fala, o ministro celebrou a força do empreendedorismo entre o público atendido pela rede de assistência, mencionando que existem “10 milhões e 400 mil” pequenos negócios ligados a beneficiários do Cadastro Único. Dias reiterou a parceria com instituições de pesquisa e economia, como a Fundação Getúlio Vargas, para qualificar esses dados e fortalecer políticas que permitam aos cidadãos superarem a pobreza. “Agradeço, em nome do presidente Lula, pelo trabalho contínuo da classe dos economistas em busca de um país que concilie crescimento com justiça social”, finalizou. 

A fala do ministro Wellington Dias pode ser assistida no player abaixo. 

Share this Post