Tania Cristina Teixeira destaca papel do IBGE no lançamento dos Indicadores Econômicos 2025
Presidenta do Cofecon ressaltou a importância da informação baseada em evidências e da parceria entre o Sistema Cofecon/Corecons e o IBGE
A presidenta do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Tania Cristina Teixeira, participou nesta quinta-feira (2), na sede do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ), do lançamento da segunda edição da publicação Indicadores Econômicos do Brasil 2025, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O evento integrou as comemorações pelos 90 anos da instituição e reuniu economistas, pesquisadores, gestores públicos, estudantes e representantes do Sistema Cofecon/Corecons.
Em sua fala de abertura, Tania ressaltou que a realização do evento simboliza a convergência entre economistas e estatísticos em torno da produção de conhecimento técnico voltado ao desenvolvimento nacional. “Estar aqui, na sede do Corecon-RJ, unindo economistas e estatísticos, é a prova de que o conhecimento técnico e a cooperação são verdadeiras forças motrizes do desenvolvimento nacional”, afirmou.
A presidenta destacou que, ao completar nove décadas de existência, o IBGE reafirma seu papel como uma das mais importantes instituições de Estado do país, responsável por produzir as evidências que orientam políticas públicas e o planejamento econômico brasileiro. Segundo ela, os dados produzidos pelo Instituto constituem a base do trabalho cotidiano dos economistas. “É simplesmente impossível pensar na elaboração de diagnósticos econômicos no Brasil sem o suporte analítico do Censo Demográfico, do Produto Interno Bruto, do IPCA e da PNAD Contínua. O IBGE é, portanto, o farol que impede o país de caminhar às cegas.”
Parceria institucional fortalece a disseminação do conhecimento
Ao abordar o lançamento da publicação, a presidenta ressaltou a importância da parceria entre o Cofecon, o Corecon-RJ e o IBGE para ampliar o acesso da sociedade às informações econômicas produzidas pelo Instituto. “Para o nosso Sistema, é motivo de orgulho atuar como parceiro institucional e anfitrião deste marco. Ao apresentarmos esta obra, reafirmamos o compromisso das nossas instituições com a disseminação do conhecimento econômico, aproximando dados de alta qualidade de profissionais, estudantes, gestores e da sociedade em geral.”
Tania enfatizou ainda que a publicação ultrapassa a simples reunião de indicadores conjunturais, tornando-se um importante instrumento para subsidiar análises, pesquisas e decisões de políticas públicas. “A obra reúne, em um único documento, os resultados das principais pesquisas conjunturais produzidas pelo IBGE ao longo de 2025, oferecendo uma visão integrada da economia brasileira. Trata-se de uma ferramenta indispensável para economistas, pesquisadores, gestores públicos e tomadores de decisão.”
Panorama
Com a agregação dos resultados das pesquisas conjunturais, o retrato da economia brasileira ficou mais analítico. A publicação mostra, por exemplo, que os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) indicam que, em 2025, a taxa de desocupação chegou a mínima da série história (5,6%), enquanto o nível de ocupação foi o maior já registrado (59,1%). Pela primeira vez na história, também, o rendimento médio real cresceu pelo terceiro ano seguido (5,8% em 2025).
Esse dinamismo do mercado de trabalho foi sustentado pela atividade econômica que continuou crescendo. No ano passado, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) revelou que a produção de grãos foi a maior da história do país (346,1 milhões de toneladas), em um cenário de aumento da produtividade, já que a área colhida cresceu menos que a produção efetiva.
Já os dados das pesquisas trimestrais de Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha, do Couro e de Aquisição do Leite indicaram recordes batidos em uma série de atividades da agropecuária, ajudando a explicar o peso do setor para a economia brasileira em 2025.
No eixo das de Produção das atividades industrial, comercial e de serviços, as pesquisas do IBGE mostraram que, em 2025, a indústria a cresceu, impulsionada pela produção de bens de consumo duráveis e intermediários, enquanto a produção de bens de capital e de bens de consumo semi e não duráveis recuou. Os serviços e o comércio também cresceram. Contudo, o comércio varejista ampliado perdeu fôlego e variou 0,1%, interrompendo três anos de alta.
Por fim, no eixo de Índices de preços e custos, a publicação mostrou que Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 4,26%, abaixo do registrado em 2024 (4,83%). Vitória (ES) foi a capital com a maior inflação no ano passado (4,99%) e Campo Grande (MS) teve o menor índice (3,14%).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também foi menor em 2025 (3,9%) do que em 2024 (4,77%). Por outro lado, os custos da produção, mensurados pelo Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) fechou o ano passado em 5,63%, acima dos 3,98% registrados em 2024.
Fonte: Agência IBGE de Notícias
