Sistema Cofecon/Corecons fortalece protagonismo dos economistas na agenda da economia circular 

Participação na 1ª Reunião do Comitê Brasileiro de Financiamento Circular, articulada pela Comissão de Relações Internacionais do Cofecon, reforça o protagonismo dos economistas na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável 

O Sistema Cofecon/Corecons ampliou sua atuação em uma das agendas econômicas mais estratégicas da atualidade ao participar da 1ª Reunião Aberta do Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC), realizada na Delegação da União Europeia no Brasil, em Brasília, na sexta-feira (26).  

A iniciativa, articulada pela Comissão de Relações Internacionais do Cofecon, presidida pela presidenta Tania Cristina Teixeira, reuniu representantes do Conselho Federal de Economia (Cofecon), do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) e do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), marcando o início de uma parceria entre o Sistema Cofecon/Corecons e o Comitê. A participação reforça o protagonismo dos economistas na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável, à inovação e à competitividade da economia brasileira. 

O encontro reuniu representantes do governo federal, organismos internacionais, instituições financeiras, setor produtivo e entidades da sociedade civil para discutir caminhos que permitam ampliar o financiamento de projetos de economia circular — modelo que busca manter materiais e recursos em uso pelo maior tempo possível, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência econômica. Mais do que uma pauta ambiental, a economia circular vem sendo reconhecida mundialmente como um fator de competitividade, geração de empregos, inovação e atração de investimentos. 

Durante a abertura do evento, a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, destacou que a sustentabilidade passou a ocupar posição central na economia mundial e que o Brasil possui papel estratégico nessa transformação. “No atual cenário geopolítico, a sustentabilidade deixou de ser um debate periférico para se tornar um eixo de competitividade global e atração de investimentos. Estar aqui hoje, discutindo esses caminhos na capital federal, reforça que o Brasil tem um papel protagonista a desempenhar nessa nova engrenagem econômica mundial.” 

Segundo ela, a economia circular representa uma oportunidade concreta para redesenhar o modelo de desenvolvimento do país, substituindo a lógica linear de produzir, consumir e descartar por um sistema baseado na reutilização, na inovação e na geração de valor. A presidenta do Cofecon também ressaltou que os economistas têm papel fundamental nesse processo. “Nossa grande contribuição é colocar a Ciência Econômica a serviço dessa transição, desenhando incentivos de mercado que conectem o capital disponível aos projetos que estão na ponta. Desenvolvimento e responsabilidade ambiental não concorrem; eles se impulsionam.” 

Ao final de sua participação, Tania anunciou oficialmente a parceria entre o Sistema Cofecon/Corecons e o Comitê Brasileiro de Financiamento Circular. 

“O Cofecon, juntamente com os Corecons São Paulo e Distrito Federal, esteve presente nessa construção e anunciamos nossa parceria. Pretendemos fortalecer essa agenda nacionalmente, porque entendemos que temos que cuidar do ambiente e cuidar da vida das gerações futuras. Esse é o nosso compromisso.” 

Nova fronteira de atuação para os economistas 

A economia circular abre um amplo campo de atuação para os economistas. O desenvolvimento de novos instrumentos de financiamento, a análise econômica de projetos, a avaliação de investimentos, o planejamento de cadeias produtivas, a formulação de políticas públicas e a criação de incentivos econômicos são áreas em que a formação desses profissionais é decisiva para transformar boas ideias em projetos viáveis e sustentáveis. 

A presidenta do Corecon-DF, Luciana Acioly, destacou que a economia circular representa uma importante oportunidade para a profissão. “A economia circular segue um padrão de desenvolvimento diferente do que já conhecemos. Em vez de produzir, utilizar e descartar, ela propõe produzir, utilizar e reutilizar. Isso significa novas oportunidades para criar produtos, gerar empregos, renda e desenvolvimento local, ao mesmo tempo em que reduzimos a pressão sobre os recursos naturais.” 

Segundo Luciana, essa transformação demanda exatamente as competências desenvolvidas pelos economistas. “Além da questão do financiamento e do acesso ao crédito, a economia circular exige planejamento, avaliação de projetos, construção de negócios sustentáveis e desenvolvimento de metodologias. É uma ampla área em que o economista está mais do que preparado para atuar.” 

Sistema Cofecon/Corecons reforça protagonismo da profissão 

Para o presidente do Corecon-SP, Haroldo Silva, a criação do Comitê representa um marco para a inserção dos economistas em um mercado ainda pouco explorado. “O lançamento do Comitê de Financiamento Circular é um marco histórico para os economistas de São Paulo e do Brasil. Trata-se de um campo ainda pouco explorado pela profissão, mas que oferece oportunidades gigantescas para demonstrarmos à sociedade o valor da Ciência Econômica na avaliação de negócios, investimentos e políticas públicas.” 

Haroldo observou que outras áreas do conhecimento já ocupam espaço na economia circular, mas ressaltou que os economistas possuem competências essenciais para avaliar riscos, externalidades, retorno econômico e novos modelos de negócios. Também destacou que a realização do encontro na Delegação da União Europeia fortalece a cooperação internacional e aproxima o Brasil de experiências já consolidadas em economia circular. “Os europeus estão muito à frente nessa agenda. Essa aproximação amplia as oportunidades para os economistas brasileiros e fortalece nossa capacidade de contribuir com empresas e governos na construção de uma economia mais competitiva e sustentável.” 

Financiamento é peça-chave para acelerar a economia circular 

Criado para aproximar instituições financeiras, setor produtivo, governos e especialistas, o Comitê Brasileiro de Financiamento Circular tem como missão promover, estruturar e acelerar mecanismos de financiamento capazes de ampliar o volume e a qualidade dos investimentos em economia circular no Brasil. O objetivo é conectar inovação, instrumentos financeiros, políticas públicas e desenvolvimento regional para transformar boas iniciativas em projetos escaláveis e economicamente viáveis. 

Durante os debates, especialistas reforçaram que o desafio atual já não é compreender a importância da economia circular, mas estruturar projetos consistentes, desenvolver novos mecanismos de crédito, reduzir riscos para investidores e criar um ambiente favorável para ampliar a competitividade da indústria brasileira. 

Ao integrar oficialmente essa iniciativa, o Sistema Cofecon/Corecons reafirma seu compromisso de ampliar a participação dos economistas nas grandes agendas nacionais e internacionais de desenvolvimento. A parceria fortalece o protagonismo da categoria em temas relacionados ao financiamento, à inovação, ao planejamento econômico e à sustentabilidade, evidenciando que a Ciência Econômica é indispensável para transformar desafios ambientais em oportunidades de crescimento, geração de riqueza, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida da população. 

A atuação da Comissão de Relações Internacionais do Cofecon, presidida por Tania Cristina Teixeira, reafirma esse compromisso ao ampliar a inserção institucional do Sistema Cofecon/Corecons em fóruns estratégicos de cooperação nacional e internacional, fortalecendo a presença dos economistas brasileiros nos debates que definirão os rumos do desenvolvimento sustentável nas próximas décadas. 

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