Nova Edição da Revista Economistas debate os Rumos da Política Monetária, Desigualdade e os Impactos Sociais da Pejotização
A edição nº 60 traz uma entrevista exclusiva com Débora Freire, a primeira mulher a assumir a SPE/MF, artigos sobre a financeirização nacional e um diagnóstico detalhado sobre os impactos da pejotização no bem-estar social
A nova edição da Revista Economistas já está disponível para leitura gratuita no portal do Conselho Federal de Economia (Cofecon). Em sua 60ª edição, a publicação reúne entrevistas, artigos e análises que discutem alguns dos principais desafios da economia brasileira e internacional, abordando temas como desenvolvimento econômico, política monetária, política industrial, desigualdade, sustentabilidade, sistema financeiro e mercado de trabalho. Clique AQUI para ler a revista na íntegra e conhecer todos os conteúdos desta edição.
A entrevistada desta edição é a economista Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda e primeira mulher a ocupar o cargo. Em entrevista exclusiva, ela analisa os desafios para consolidar uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, comenta os impactos da conjuntura internacional sobre a economia brasileira e defende políticas voltadas à neoindustrialização, à transição ecológica, à justiça tributária e ao aumento da produtividade nacional. A secretária também compartilha sua trajetória acadêmica e profissional, refletindo sobre a importância da presença feminina nos espaços de formulação da política econômica e incentivando jovens economistas — especialmente mulheres — a ocuparem posições de liderança.
Política monetária e desenvolvimento em debate
O conjunto de artigos aprofunda a discussão sobre os rumos da economia brasileira sob diferentes perspectivas.
O economista Bruno Mota analisa a relação entre juros estruturalmente elevados, financeirização e desindustrialização precoce, defendendo maior coordenação entre política monetária, política cambial e política industrial como condição para fortalecer o investimento produtivo e promover o desenvolvimento de longo prazo.
Já o professor José Luis Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB), apresenta uma abordagem pós-keynesiana sobre o funcionamento da moeda, do crédito e dos bancos centrais no século XXI. O artigo explica os mecanismos de criação da moeda escritural, o papel das autoridades monetárias e os efeitos da preferência pela liquidez, da concentração bancária e do racionamento de crédito sobre a economia contemporânea.
Na mesma linha, Lucas Segato Siqueira discute como os bancos centrais deixaram de atuar exclusivamente como guardiões da estabilidade monetária para assumirem papel central na preservação da estabilidade financeira global, analisando os desafios impostos pela integração dos mercados, pelas fintechs, pelas moedas digitais e pelas transformações do sistema financeiro internacional.
A edição também traz o artigo de Diógenes Severo Nunes Júnior, que examina os impactos das políticas monetárias excessivamente restritivas nas economias periféricas, demonstrando como juros elevados e spreads bancários comprometem o financiamento da atividade produtiva, elevam o custo da dívida pública e dificultam o desenvolvimento econômico.
Trabalho, proteção social e Estado
Outro destaque é o artigo assinado pela presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, em coautoria com Lucia dos Santos Garcia, que analisa o avanço da pejotização no Brasil. Com base em dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego, as autoras discutem os impactos da migração de trabalhadores celetistas para contratos como pessoa jurídica sobre a Previdência Social, o FGTS, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a sustentabilidade das políticas públicas de proteção social.
A revista também publica um artigo de Jackson De Toni, dedicado ao papel estratégico das empresas estatais federais diante dos desafios fiscais contemporâneos, defendendo sua importância para o investimento, a inovação e o desenvolvimento nacional.
Compromisso com a democracia e com as mulheres
Além dos conteúdos técnicos, a edição registra o posicionamento institucional do Cofecon diante dos ataques misóginos sofridos pela presidenta da autarquia, Tania Cristina Teixeira, e pela coordenadora de Comunicação, em junho deste ano. O editorial reafirma o compromisso da instituição com a defesa da democracia, da dignidade das mulheres e da convivência respeitosa, convidando economistas e toda a sociedade a aderirem ao manifesto publicado na revista.
A publicação também traz uma cobertura especial do IV Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade, realizado em Manaus, destacando os debates sobre equidade de gênero, diversidade e ampliação da participação feminina na Economia.
Leitura gratuita
A Revista Economistas nº 60 está disponível gratuitamente em formato digital no portal do Cofecon. A publicação reúne reflexões de pesquisadores, professores, gestores públicos e profissionais da Economia, contribuindo para o debate qualificado sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento brasileiro.
