Cofecon apoia Declaração do Rio de Janeiro em defesa da Economia Popular e Solidária 

Texto reivindica políticas de Estado para fortalecer cooperativas, finanças solidárias e economias territoriais 

O Conselho Federal de Economia (Cofecon) manifestou seu apoio à Declaração do Rio de Janeiro em defesa da Economia Popular e Solidária. O documento foi aprovado durante o Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, realizado de 10 a 14 de junho no Pier Mauá, na capital fluminense. 

O texto destaca que a Economia Popular e Solidária não deve ser compreendida apenas como uma política pública setorial ou como alternativa destinada exclusivamente aos segmentos mais vulneráveis da população. Ao contrário, sustenta que ela já constitui parte relevante da economia brasileira. 

Entre as principais propostas da declaração está a efetivação e o fortalecimento do Sistema Nacional de Economia Popular e Solidária, concebido como instrumento capaz de articular políticas públicas, mecanismos de financiamento, assistência técnica, participação social e estratégias de desenvolvimento territorial. O objetivo é integrar e potencializar experiências econômicas diversas, como a agricultura familiar, a economia feminista, as finanças solidárias, a agroecologia, a bioeconomia, a economia circular, a economia criativa, os empreendimentos autogestionários e as iniciativas desenvolvidas por povos e comunidades tradicionais. 

Ao aderir à Declaração do Rio de Janeiro, o Cofecon reafirma seu compromisso com a construção de alternativas econômicas capazes de combinar crescimento, inclusão social, sustentabilidade ambiental e fortalecimento da democracia. O Conselho tem promovido diversos debates sobre o assunto e promoveu, junto ao Corecon-SP, o seminário “Economia Solidária: Caminho para um Equilíbrio Socioambiental”, na capital paulista, nos dias 21 e 22 de maio de 2026.  

A coordenadora da Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária do Cofecon, conselheira Fabíola Andréa Leite de Paula, destaca que a adesão à declaração está alinhada com a compreensão de que a Economia Popular e Solidária ocupa papel estratégico no enfrentamento das desigualdades e na construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo. “A Economia Popular e Solidária demonstra, na prática, que é possível gerar trabalho, renda e desenvolvimento a partir da cooperação, da autogestão e do fortalecimento dos territórios. Ao apoiar esta iniciativa, o Cofecon reafirma seu compromisso com a valorização dessas experiências e com a construção de políticas públicas capazes de ampliar oportunidades e promover justiça social”, afirmou. 

A Declaração do Rio de Janeiro pode ser lida clicando AQUI

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