Boletim Ipead traz análises de indicadores, estudo sobre o Desenrola e artigo sobre minerais críticos 

Publicação destaca recuo do IBC-Br, inflação próxima ao teto da meta, crescimento do emprego formal e incertezas provocadas pelo cenário internacional 

A Fundação Ipead divulgou a edição de maio de 2026 de seu Boletim de Conjuntura Econômica, trazendo uma análise de indicadores nacionais e internacionais. O documento aponta sinais de desaceleração da atividade econômica brasileira, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho continua apresentando resultados positivos. A prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB), medida pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), registrou queda de 0,67% em março. O indicador acumula crescimento de 1,8% nos últimos 12 meses.  

A produção industrial brasileira cresceu 0,1% em março, enquanto Minas Gerais registrou retração de 1,4%. O comércio varejista, por sua vez, avançou 0,5% no país e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2000. Já o setor de serviços recuou 1,2%, registrando o pior desempenho desde novembro de 2024. A taxa de desemprego brasileira alcançou 6,1% no trimestre encerrado em março, o menor nível já registrado para o período na série histórica. Além disso, o país criou 228,2 mil empregos formais em março, enquanto Minas Gerais respondeu por 38,8 mil novas vagas, com destaque para os setores de serviços e agropecuária.  

No cenário internacional, a publicação chama atenção para os impactos econômicos da guerra entre Estados Unidos e Irã, especialmente sobre os preços da energia. Nos Estados Unidos, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 3,8%, o maior patamar desde março de 2023. Na Europa, a inflação voltou a acelerar e aumentaram as expectativas de elevação dos juros pelo Banco Central Europeu. Já a China segue enfrentando desaceleração da atividade econômica, embora as exportações tenham apresentado forte crescimento em abril.  

Além da análise conjuntural, a edição traz um estudo sobre o programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para ampliar a renegociação de dívidas de famílias e pequenas empresas. A análise aponta que as perspectivas para os efeitos do programa são positivas no curto prazo. A expectativa é de que a renegociação alivie o orçamento das famílias, reduza a pressão sobre o consumo e melhore a saúde financeira de pequenas empresas. No entanto, especialistas alertam que o impacto estrutural será limitado enquanto a taxa de juros permanecer elevada. 

Por fim, um artigo assinado pelo economista Fabrício José Missio, presidente da Fundação Ipead, questiona: existe uma corrida mundial por minerais críticos? Na visão do autor, há um processo complexo que envolve três fatores: o ciclo normal de commodities e mineração, a expansão da demanda provocada pela transição energética e a importância da segurança nas cadeias de suprimento de minerais. 

O boletim Ipead pode ser lido clicando AQUI

Share this Post