Lacerda comenta impactos econômicos da classificação de facções como terroristas pelos EUA
Conselheiro federal falou ao portal UOL sobre o assunto e mencionou que “muitas vezes as decisões do governo norte-americano se contrapõem às estratégias das suas empresas”
A decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas foi tema de uma matéria publicada no portal UOL. Um dos especialistas ouvidos pela reportagem foi o conselheiro federal Antonio Corrêa de Lacerda.
“Os Estados Unidos ainda representam os maiores investidores no Brasil e, assim como ocorreu quando do episódio do tarifaço, muitas vezes as decisões do governo norte-americano se contrapõem às estratégias das suas empresas”, observou Lacerda. Para ele, a tentativa de reduzir ao máximo o risco de exposição à lei americana pode prejudicar negócios entre os dois países e a classificação tem potencial para causar transtornos às empresas brasileiras com atuação no mercado daquele país.
Outros especialistas também apontaram que a medida tem potencial de elevar custos para os bancos brasileiros e encarecer operações de comércio exterior, além de aumentar o risco regulatório para empresas que mantêm relações com o mercado norte-americano. O texto também citou a fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmando que “se houver uma alegação dizendo que determinado banco brasileiro tem contas de membro do PCC, a autoridade americana pode sancionar esse banco”.
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