Lacerda: “Pix pode ser exportado para outros países” 

Conselheiro federal falou à Telesur sobre a ferramenta, que se tornou o principal meio de pagamento utilizado no Brasil 

O pix – sistema de transferência eletrônica de dinheiro criado pelo Banco Central do Brasil – foi tema de uma matéria publicada pela rede de televisão Telesur. A matéria explica que o pix transfere, em segundos, 24 horas por dia, todos os dias, de forma gratuita, e se tornou o principal meio de pagamento no Brasil, superando os cartões e documentos bancários. 

Ao longo de 2024, foram mais de 63 bilhões de transações via pix, e que a principal diferença com relação aos pagamentos por cartões é que o sistema não passa por vários intermediários.  

Um informe publicado pelo escritório de representação comercial dos Estados Unidos no final de março informa que o pix poderia prejudicar empresas norte-americanas de meios de pagamento no Brasil. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu dizendo que “o pix é do Brasil e ninguém vai fazer com que mudemos isso. O que podemos fazer é melhorar o pix para que possa atender cada vez mais às necessidades das mulheres e homens deste país”.  

A matéria também cita que, com o pix, os bancos deixaram de obter receitas com as transferências via Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC). Documentos do Fundo Monetário Internacional e de outras instituições globais apontam que o pix é um dos sistemas de pagamentos mais rápidos e exitosos do mundo, destacando-se também o sucesso em transferências para a Argentina e o Paraguai. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu recentemente ao presidente brasileiro que expanda o pix para a Colômbia. 

“O pix tem um grande potencial de expansão, se olharmos regionalmente”, menciona o conselheiro federal Antonio Corrêa de Lacerda. “Esse know how do Banco Central do Brasil pode ser exportado para outros países, inclusive em transações internacionais com outras regiões. O mesmo sistema, adaptado, poderia ser adaptado para diminuir a dependência de outros tipos de transações que tenham taxas e, ao mesmo tempo, criar meios alternativos de financiamento”. 

A matéria destaca que o crescimento do pix durante a pandemia foi fundamental para a sua expansão, e hoje ele se consolida como a principal ferramenta de transferências no Brasil e sua concepção sob uma estrutura pública e gratuita se opõe à lógica do lucro das operadoras norte-americanas, fazendo com que esta questão integre a discussão sobre soberania.  

O vídeo completo (em espanhol) pode ser assistido clicando AQUI

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