Vem aí o seminário “Economia Solidária: Caminho para um Equilíbrio Socioambiental” 

Evento acontecerá em São Paulo nos dias 21 e 22 de maio e terá como tema transversal “Saberes que emancipam: educação popular, tecnologias sociais e autogestão” 

Nos dias 21 e 22 de maio o Conselho Federal de Economia (Cofecon) e o Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP) realizam na capital paulista o seminário nacional “Economia Solidária: Caminho para um Equilíbrio Socioambiental”. O evento reunirá especialistas, gestores públicos, lideranças sociais e representantes acadêmicos para discutir alternativas de desenvolvimento baseadas na justiça social, na sustentabilidade ambiental e na democracia econômica. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando AQUI (https://www.even3.com.br/seminario-nacional-economia-solidaria-caminho-para-um-equilibrio-socioambiental-720786). 

A iniciativa busca consolidar a economia solidária como uma estratégia estruturante para enfrentar os desafios contemporâneos, num cenário marcado por desigualdades persistentes e transformações no mundo do trabalho, ao mesmo tempo em que o planeta enfrenta a crise climática. 

“O seminário representa uma oportunidade de refletirmos sobre os rumos do desenvolvimento no Brasil e repensar o modelo econômico vigente. A economia solidária surge, nesse cenário, não como uma alternativa marginal, mas como uma estratégia concreta e estruturante para a construção de um país mais justo e sustentável”, expressa a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira. “Esse seminário também reafirma o papel dos economistas no debate público. Precisamos de profissionais comprometidos com a realidade brasileira, capazes de dialogar com os territórios, compreender a diversidade social e formular soluções que tenham como centro a vida e o bem-viver”. 

Para a coordenadora da Comissão Sustentabilidade Econômica e Ambiental do Cofecon, Elis Braga Licks, “o tema do evento parte do reconhecimento de que os desafios que enfrentamos hoje, como a crise climática, a perda da biodiversidade e o aumento das desigualdades, não podem ser tratados de forma separada. Eles exigem uma nova forma de pensar a economia que integre as dimensões social, ambiental e produtiva. O seminário busca provocar um deslocamento no debate econômico tradicional e mostrar que a economia solidária não é periférica, mas um caminho concreto para construir esse equilíbrio socioambiental. As experiências demonstram que já existem alternativas em construção”. 

A coordenadora da Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária do Cofecon, Fabíola Andréa Leite de Paula, ressalta a importância do debate. “É um seminário de extrema relevância. A economia solidária deve estar integrada com a sustentabilidade, verificando que práticas naquele território, através da gestão coletiva, trarão mais benefícios à sociedade”, afirmou a economista. “Não devemos esquecer o respeito ao meio ambiente, com o consumo consciente, a valorização dos produtos orgânicos e o reaproveitamento dos materiais”. 

O evento 

Tendo como eixo transversal “Saberes que emancipam: educação popular, tecnologias sociais e autogestão”, o seminário propõe uma reflexão ampla sobre o papel do conhecimento, da autogestão, da organização coletiva e das práticas territoriais na construção de um modelo econômico mais inclusivo e sustentável.

A mesa de abertura terá a presença da presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, e do presidente do Corecon-SP, Haroldo da Silva. Também foi convidado o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marcio Pochmann (a confirmar).

Um dos destaques do evento será a conferência magna “Economia contra a vida? Caminhos para adiar o fim do mundo”, para a qual foi convidado o pensador indígena Ailton Krenak, referência internacional no debate sobre crise ambiental e alternativas ao modelo econômico dominante. Autor de livros como “Ideias para adiar o fim do mundo” e “A vida não é útil”, Krenak tem se destacado por questionar os limites do desenvolvimento baseado na exploração intensiva da natureza e por defender outras formas de relação entre sociedade, economia e meio ambiente inspiradas nos saberes dos povos originários. 

A programação do primeiro dia tem, ainda, a mesa “Territórios que Sustentam a Vida”, com a presença confirmada do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena. Também foram convidados a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, e o ativista e escritor João Paulo Pacífico, autor dos livros “Onda Azul” e “Seja Como o Mundo Precisa”. 

No segundo dia, a mesa “Produzir, circular e consumir sem destruir” abordará os desafios da economia ecológica e das cadeias produtivas sustentáveis. Foram convidados o teólogo Leonardo Boff, a educadora popular e líder comunitária Abadia Teixeira e o diretor executivo do Instituto Envolverde, Dal Marcondes. 

Encerrando a programação, a mesa “Trabalho digno, renda e meios de vida” reunirá importantes vozes do debate social e econômico, como o ex-senador Eduardo Suplicy, o padre Julio Lancelotti e a ex-ministra do Desenvolvimento e Combate à Fome, Tereza Campello, para discutir políticas públicas de inclusão produtiva e geração de renda em um contexto de profundas transformações no mercado de trabalho. 

Ao final do evento, será debatida e aprovada uma carta contendo diretrizes e propostas para fortalecer a economia solidária como parte de uma agenda de transição socioambiental no Brasil. 

Programação 

21 de maio, 09h00 – Mesa de Abertura Institucional 
Tania Cristina Teixeira (presidenta do Cofecon) 
Haroldo da Silva (presidente do Corecon-SP) Marcio Pochmann (a confirmar) 
Elis Braga Licks (coordenadora da Comissão Sustentabilidade Econômica e Ambiental do Cofecon) 
Fabíola Andréa Leite de Paula (coordenadora da Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária) 

10h30 às 12h00 – Conferência Magna: “Economia contra a vida? Caminhos para adiar o fim do mundo” (palestrante a confirmar)

14h00 às 17h30 – Mesa 1: “Territórios que sustentam a vida” 
Eloy Terena (ministro dos Povos Indígenas) 
Mediador: Marcus Eduardo de Oliveira (integrante da Comissão Sustentabilidade Econômica e Ambiental do Cofecon) 
Relator: Samuel de Paula (integrante da Comissão Sustentabilidade Econômica e Ambiental do Cofecon) 

22 de maio, 09h00 às 12h00 – Mesa 2: “Produzir, circular e consumir sem destruir” 
Dal Marcondes (diretor executivo do Instituto Envolverde) 
Mediador: Anderson Oriente (integrante da Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária do Cofecon) 
Relatora: Ísis Kruger (integrante da Comissão Sustentabilidade Econômica e Ambiental do Cofecon) 

14h00 às 17h30 – Mesa 3: “Trabalho digno, renda e meios de vida” 
Eduardo Suplicy (economista, ex-senador) 
Padre Julio Lancellotti (pároco da paróquia de São Miguel Arcanjo e vigário episcopal da Pastoral do Povo da Rua, em São Paulo) 
Mediador: Carlos Alberto Cordeiro (integrante da Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária do Cofecon) 
Relatora: Fabíola Andréa Leite de Paula (coordenadora da Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária do Cofecon) 

17h30 – Carta de São Paulo 

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