Dólar é cotado abaixo de R$ 5; Lacerda analisa
Juros elevados no Brasil, efeitos dos conflitos internacionais e injeção de capital estrangeiro contribuem para o menor valor do dólar frente ao real em dois anos
Na última segunda-feira (13) o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez nos últimos dois anos. O conselheiro federal Antonio Corrêa de Lacerda abordou o assunto em matéria publicada pelo portal Times Brasil e explicou que o câmbio brasileiro reflete um conjunto de variáveis internas e externas que seguem atuando simultaneamente.
“A taxa de câmbio no Brasil e a valorização do real frente ao dólar refletem tanto a situação da economia norte-americana quanto a taxa de juros elevada no Brasil, os efeitos das guerras para a economia mundial e as oportunidades de injeção de capital estrangeiro, direto, financiamento e bolsa”, afirmou o economista. Ele ressalta que esse cenário tende a manter o mercado em constante oscilação. “Enquanto os conflitos geopolíticos forem duradouros, haverá instabilidade com todas as suas consequências”.
A cotação do dólar abaixo de R$ 5 afeta a economia de forma desigual. O impacto é mais evidente em setores relacionados ao comércio exterior e ao consumo de bens importados. “As importações em tese ficam mais baratas, embora os preços internacionais estejam em alta. Viagens internacionais mais em conta, com a mesma ressalva. Por outro lado, um dólar mais barato no Brasil dificulta as exportações de industrializados”, observa.
Quem também foi ouvida na matéria publicada pelo Times Brasil foi a conselheira regional Marisa Rossignoli, do Corecon-SP. Tal como Lacerda, ela vê a cotação atual do dólar como fruto de uma combinação de fatores. “Taxa de juros interna (Selic) alta, atraindo investimentos externos e representando um fluxo de moeda externa para o Brasil, boa situação da balança comercial e exportação de commodities, também representando ingresso de dólares, distância geográfica dos conflitos atuais”, mencionou a economista. “As idas e vindas dos EUA no que se refere ao cenário externo têm enfraquecido sua moeda”.
A matéria completa do Times Brasil pode ser lida clicando AQUI
