Usar FGTS para pagar dívidas é vantajoso em alguns casos, explica Pedro Afonso Gomes
Conselheiro federal falou ao portal Exame e comentou que a decisão depende do tipo de crédito, dos juros envolvidos e do impacto sobre a reserva financeira do trabalhador.
A possibilidade de utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas foi tema de uma matéria publicada pelo portal Exame. O conselheiro federal Pedro Afonso Gomes falou sobre o assunto e analisou em que situações a medida pode representar uma decisão financeiramente inteligente.
“É uma equação”, comenta Gomes. “Quando a dívida pode ser reduzida em uma negociação para pagamento à vista e possui juros muito elevados — como no cartão de crédito ou no cheque especial —, a quitação pode fazer sentido, desde que isso não leve a um novo ciclo de endividamento”.
No entanto, quando a dívida tem juros mais baixos (como no caso do financiamento imobiliário ou do crédito consignado), o economista aponta que não necessariamente é vantajoso quitá-la com recursos do FGTS – mesmo que os juros da dívida superem a rentabilidade do Fundo. Isso porque essas dívidas podem ser quitadas em parcelas ao longo de muitos anos, enquanto o saque do fundo retira imediatamente uma reserva que pode ser essencial em uma emergência.
“Se o trabalhador acabou assumindo dívidas excessivamente onerosas, cujo saldo devedor cresce muito rapidamente, seria o caso de estancá-las e direcionar as próximas entradas de recursos para refazer a poupança – mas não na modalidade de FGTS e, sim, em aplicações seguras no mercado financeiro”, argumenta Gomes.
Funcionamento
A proposta de uso do FGTS para quitar dívidas ainda vem sendo discutida e suas regras não estão claras. O conselheiro federal aponta que a operação seria entre a instituição financeira detentora do crédito e o Fundo. Ou seja, o trabalhador autoriza o banco a sacar determinada quantia. “O trabalhador não verá o dinheiro, só a redução da dívida e do seu saldo no Fundo”, explica Gomes. Isso poderia, talvez, evitar que o dinheiro não seja direcionamento para o pagamento de dívidas, cita o portal Exame.
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