Odilon Guedes: “Dívida pública brasileira cresce fundamentalmente por causa da taxa de juros” 

Em matéria publicada pelo portal Capital Aberto, conselheiro federal analisou o resultado das contas públicas em fevereiro

O setor público consolidado registrou no mês de fevereiro um déficit primário de R$ 16,4 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Banco Central do Brasil. O conselheiro federal Odilon Guedes comentou o assunto em matéria publicada pelo portal Capital Aberto. 

A leitura de Guedes tem ênfase no peso dos juros sobre a dinâmica fiscal. Para ele, “o grande problema é a taxa de juros”, responsável pela elevação do déficit nominal mesmo com controle do resultado primário. Ele argumenta que “o déficit primário está sendo controlado”, mas que o nominal “aumenta brutalmente porque você tem uma taxa de juros absurda”. Ele também afirmou que “a dívida pública brasileira cresce fundamentalmente por causa da taxa de juros” e defende que o tema seja mais explorado no debate público.  

Guedes aponta, ainda, que o nível de endividamento não representa, por si só, um descontrole. “A dívida está bem menor do que a dos Estados Unidos, do Japão e dos países da Europa. No meu entender, ela está sob controle”, afirmou o economista.  O custo da dívida segue como principal fator de pressão sobre as contas públicas: o acumulado dos juros da dívida em 12 meses chegou a 1,036 trilhão (8,07% do PIB). 

A matéria do portal Capital Aberto pode ser lida clicando AQUI

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