BNDES amplia crédito em 2025, com R$ 366 bilhões de impacto na economia
Para a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, “atuação do banco é fundamental para construir, em nosso país, uma economia compatível com os desafios do Século XXI”
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou nesta terça-feira (17) uma coletiva de imprensa para a apresentação dos resultados de 2025. Entre os números anunciados, o crédito aprovado pela instituição no ano passado foi da ordem de R$ 237,9 bilhões. Já as operações realizadas por outros bancos com aval do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), operado pelo BNDES e voltado a avalizar operações de micro, pequenas e médias empresas, totalizaram R$ 128,2 bilhões.
“Os resultados apresentados pelo BNDES evidenciam o papel estratégico da instituição. Quando observamos um volume expressivo de crédito, com forte direcionamento para setores como indústria e infraestrutura, além do apoio consistente às micro, pequenas e médias empresas, estamos diante de um instrumento fundamental para dinamizar a economia de forma sustentável”, observa a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira. “Também devem ser destacados os valores aprovados para transição climática e inovação. A atuação do banco é fundamental para construir, em nosso país, uma economia compatível com os desafios do Século XXI”.
R$ 1 bilhão por dia
Entre as aprovações realizadas pelo próprio BNDES e as operações de outros bancos avalizadas por recursos do Fundo Garantidor de Investimentos, o impacto sobre a economia ao longo de 2025 foi de R$ 366,1 bilhões. “O BNDES tem fomentado crédito de R$ 1 bilhão por dia”, expressou o presidente da instituição, economista Aloizio Mercadante. “É uma contribuição fantástica, porque são investimentos em inovação, modernização, descarbonização da economia. Além disso, o aumento da competitividade e da oferta ajudam a reduzir a inflação”.
O diretor Financeiro e de Mercado de Capitais, Alexandre Abreu, apresentou a distribuição setorial do crédito aprovado: R$ 54,3 bilhões para a agricultura, R$ 71 bilhões para a indústria, R$ 51,2 bilhões para comércio e serviços e R$ 71,4 bilhões para infraestrutura. Deste total, R$ 95,8 bilhões em operações de crédito aprovadas foram para micro e pequenas empresas – o que, somado aos valores repassados por outras instituições com aval do FGI, chega a R$ 224 bilhões.
“A maior dificuldade do micro, pequeno e médio empresário é a garantia. Quando se tem um fundo garantidor, é possível alavancar o crédito para este segmento, gerando muitos empregos, democratizando o capital e distribuindo melhor a riqueza”, comemorou Mercadante. Ele também destacou o lucro líquido da instituição como o segundo maior do sistema bancário brasileiro, com uma carteira total de R$ 663 bilhões e uma inadimplência de apenas 0,06%.
Já o economista Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, observou que o crédito aprovado em 2025 na instituição representa 1,9% do PIB brasileiro. E destacou que 65,5% dos desembolsos têm taxas de juros compatíveis com os índices de mercado.
Entre os números trazidos por Barbosa, o Fundo Amazônia teve R$ 2,1 bilhões em crédito aprovado; o Fundo Clima, R$ 12,5 bilhões; o financiamento a exportações, R$ 24 bilhões; e o Plano Brasil Soberano, R$ 19,5 bilhões. “Este último foi disponibilizado para 676 clientes de 24 estados do Brasil, e o mais importante: tudo isso em menos de quatro meses”, ressaltou Barbosa. “As aprovações para o Nova Indústria Brasil foram da ordem de R$ 301,7 bilhões até fevereiro de 2026, quando a meta era de R$ 300 bilhões em quatro anos”.
A combinação entre volume expressivo de crédito, baixa inadimplência e foco em setores estruturantes evidencia a relevância do BNDES no atual ciclo econômico e consolida a instituição como peça-chave para estimular a produção e sustentar investimentos que sustentem o desenvolvimento econômico brasileiro.
