CNTU realiza ato comemorativo aos seus 20 anos 

Entidade reúne engenheiros, farmacêuticos e odontologistas. Evento teve a presença de representantes dos economistas, médicos e enfermeiros 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realizou no dia 27 de fevereiro um ato comemorativo dos 20 anos da entidade. O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e o Cofecon se fez presente com o conselheiro Pedro Afonso Gomes. 

A mesa de honra foi composta pelos ministros Márcio França (do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do Brasil) e Paulo Teixeira (do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar); pelos deputados federais Carlos Zarattini e Juliana Cardoso; pelo deputado estadual Maurici (todos do PT-SP); pelo vereador Eliseu Gabriel (PSB); pela desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) – 2ª Região, Ivani Contini Bramante; pelos presidentes Antonio Neto (Central dos Sindicatos Brasileiros – CBS), Adilson Araújo (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB), Lígia Mackey (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia no Estado de São Paulo – CREA-SP) e Antonio de Sousa Ramalho (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo – Sintracon-SP). 

A CNTU congrega a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e a Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO). Além dos dirigentes sindicais e profissionais das três categorias, estiveram presentes ao ato representantes dos enfermeiros, médicos e economistas. 

Em sua fala, Murilo Pinheiro, presidente da CNTU, mencionou que não há democracia sem organização sindical. “Os sindicatos não são obstáculos ao desenvolvimento – são instrumentos de equilíbrio, justiça social e civilidade nas relações de trabalho”, argumentou. Ele também destacou a importância das fontes de financiamento: “Sem recursos adequados, as entidades perdem capacidade técnica, jurídica e política de atuação, comprometendo a negociação coletiva e aprofundando o desequilíbrio entre capital e trabalho. Precisamos afirmar com clareza: relações de trabalho equilibradas beneficiam trabalhadores, empresas e a economia como um todo”. 

O ministro Márcio França afirmou que uma das consequências da reforma trabalhista foi o elevado número de “pequenos empreendedores” (referindo-se à pejotização indiscriminada) – são 25 milhões no Brasil, ante 38 milhões com carteira assinada. Ele defendeu que trabalhadores passem a ter assento proporcional no chamado Sistema S e que os recursos também financiem as entidades sindicais a fim de garantir equilíbrio nas relações de trabalho. 

O ministro Paulo Teixeira também criticou a reforma trabalhista e convocou os sindicatos a trabalhar por um Congresso Nacional “mais pró-trabalhador”. Também defendeu a reindustrialização do Brasil, com domínio de tecnologias para produção de semicondutores e aproveitamento de terras raras, além de regulação das redes sociais. 

Já a desembargadora Ivani Bramante pontuou que “desde a instituição da reforma e novas formas, como terceirização indiscriminada e pejotização, houve implosão do coletivismo. O fortalecimento das instituições é essencial ao que chamamos de democracia participativa”. 

Outros assuntos abordados no ato foram a fuga de cérebros, a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher. 

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