Valor Econômico publica resposta do Cofecon sobre o caso Master
Autarquia respondeu ao texto publicado no jornal no dia 19 de janeiro que questionava a ação de órgãos fiscalizadores diante das irregularidades cometidas
O jornal Valor Econômico publicou nesta quinta-feira (29) uma resposta do Conselho Federal de Economia acerca do artigo “O caso Master e o silêncio dos ‘inocentes’”, escrito pelo colunista Bruno Carazza. O texto original, publicado no dia 19 de janeiro, questionava o que os órgãos fiscalizadores – entre eles, o Cofecon – faziam diante de uma série de irregularidades cometidas.
Leia a seguir a resposta do Cofecon:
Sobre o artigo publicado no jornal Valor Econômico (19/01/2026) intitulado “O caso Master e o silêncio dos ‘inocentes’”, de autoria do professor Bruno Carazza, solicitamos o esclarecimento a seguir.
O Cofecon é o órgão responsável por orientar o exercício da profissão de economista no Brasil, nos termos da legislação vigente. A fiscalização é realizada por meio dos Conselhos Regionais de Economia.
A fiscalização pode ocorrer de ofício ou mediante denúncia. No primeiro caso, é facultado aos Conselhos escolher, entre as diferentes situações que detectar, aquelas sobre as quais procederá de ofício à fiscalização, a fim de garantir ao máximo o padrão de qualidade e segurança (Consolidação da Legislação da Profissão de Economista, Seção 6.2, item 3.3.1). No caso de denúncias efetuadas formalmente aos Conselhos, não é facultado deixar de realizar ações de fiscalização.
O código de ética do economista (Resolução1.729/2004) estabelece, em seu item 5, uma lista de infrações que contrariam a ética profissional. Elas envolvem a prática de atos de improbidade, a assinatura de documentos que desvirtuem a verdade, a realização de ato contrário à lei, entre outros. O item 8 determina as penalidades, que vão desde advertência reservada até a suspensão por dois anos.
No caso específico das empresas do grupo Reag, a abertura de fiscalização foi solicitada (anteriormente à publicação da referida coluna) e o Conselho Regional de Economia da 2ª Região (Corecon-SP) está tomando as medidas fiscalizatórias cabíveis.
Conselho Federal de Economia
