Comissões apresentam atividades programadas para 2025 

Sob o lema Protagonismo, Diversidade e Desenvolvimento, trabalhos englobam estratégias para fortalecer a atuação do Cofecon, impulsionar a valorização profissional e ampliar o diálogo com a sociedade

Protagonismo, diversidade e desenvolvimento. Este foi o tema escolhido para orientar as atividades do Cofecon em 2025. Neste sentido, as diversas comissões de trabalho foram reunidas em grandes blocos compostos por uma comissão permanente (Comissão de Tomada de Contas), três comissões de suporte à gestão, seis de articulação econômica e social, quatro de articulação institucional e uma última para os grandes eventos do Sistema Cofecon/Corecons – neste ano, o XXVI Congresso Brasileiro de Economia, que acontecerá de 06 a 10 de outubro em Porto Alegre. Além disso, há dois grupos de trabalho com funções específicas. 

Os coordenadores das comissões apresentaram os diversos projetos e atividades que serão executadas no exercício de 2025. Entre as iniciativas, destacam-se ações voltadas para a valorização da profissão, o fortalecimento da participação feminina na economia e a ampliação do diálogo com a sociedade. Além disso, temas como inovação, sustentabilidade e atualização da legislação econômica estarão no centro dos debates, reforçando o compromisso do Cofecon com um desenvolvimento econômico mais inclusivo e alinhado aos desafios contemporâneos. 

Leia a seguir as atividades planejadas para cada comissão e grupo de trabalho! 

Comissão permanente 

A Comissão de Tomada de Contas tem caráter permanente e é responsável pela avaliação dos controles orçamentários, financeiros e de gestão do Cofecon e dos Corecons. Neste ano, ela é presidida pelo conselheiro Paulo Hermance Paiva. “No ano passado foram relatados 318 processos, sendo 301 deles concluídos. Nos demais, em 11 faltavam documentos e em seis fizemos diligências”, contou o conselheiro. Ele também mencionou a importância do cumprimento de prazos para o envio de balancetes e propostas orçamentárias. “Ao todo, foram 66 processos aprovados com ressalvas no último ano”. 

Suporte à gestão 

Um segundo bloco de comissões é composto por aquelas que dão suporte à gestão. Elas desempenham um papel essencial na organização, planejamento e comunicação do Cofecon, garantindo transparência, eficiência e alcance das ações institucionais. A Comissão de Política Econômica, a Comissão de Governança e Planejamento e a Comissão de Comunicação atuam na formulação de análises, no aprimoramento da governança e na disseminação de informações, fortalecendo a atuação do Sistema Cofecon/Corecons.  

A Comissão de Política Econômica analisa diversas questões e propõe ao Cofecon determinadas manifestações, que passam pela aprovação do plenário. “Pretendemos, em conjunto com a Comissão de Comunicação, diversificar as formas de disseminação dessas ideias. Além das notas tradicionais, pretendemos realizar outras, como vídeos com falas da presidenta contendo os pontos que foram aprovados”, explicou o coordenador da comissão, Antonio Corrêa de Lacerda. “Queremos aperfeiçoar as formas de comunicação, especialmente em relação ao público mais jovem”. A comissão é coordenada pela presidenta do Cofecon. 

A vice-coordenadora da Comissão de Governança e Planejamento, Maria do Socorro Erculano de Lima, destacou a importância da transparência ao abordar as atividades de 2025. “Temos que manter a publicação de informações no portal da transparência em formato de dados abertos e garantir que ela seja um pilar da atuação do Sistema Cofecon/Corecons”, mencionou a conselheira. “A implantação do SEI é uma das nossas estratégias de modernização, que torna a gestão mais ágil e segura. Para os Corecons que ainda não o fizeram, vamos analisar o formato de implantação com o seu devido agendamento”. A comissão é coordenada pelo vice-presidente do Cofecon, João Manoel Gonçalves Barbosa. 

A coordenadora da Comissão de Comunicação, Flávia Vinhaes, foi a responsável por apresentar os trabalhos do setor. Clipping, newsletter, podcast, revista, atendimento à imprensa, redes sociais, divulgação, criação de identidades visuais e cobertura de eventos são atividades do setor de Comunicação do Cofecon, além do apoio às atividades de várias outras comissões.  

Articulação econômica e social 

O bloco de comissões de articulação econômica e social do Cofecon desempenha um papel estratégico na formulação de propostas e no fortalecimento do debate sobre temas essenciais para a economia e a sociedade. As comissões Mulher Economista e Diversidade, Responsabilidade Social e Economia Solidária, Sustentabilidade Econômica e Ambiental, Educação, Desenvolvimento Regional e Local e Ações para a Redução da Concentração de Renda e Desigualdade atuam para ampliar a inclusão, fomentar políticas públicas e estimular o desenvolvimento sustentável.  

Teresinha de Jesus Ferreira da Silva, coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade, destacou a mesa formada exclusivamente por mulheres durante a solenidade de posse da nova presidência e conselheiros do Cofecon. “Temos pela primeira vez uma mulher à frente do Cofecon, isso já é um avanço. Depois de setenta anos começamos a falar, e falar com qualidade. Queremos abranger várias categorias, não só a questão de gênero, mas também a diversidade, e chegar até o índio. É uma missão muito grande trazer pessoas para trabalhar e pensar políticas públicas relativas à inserção e ao contexto econômico”, apontou Teresinha. 

“O principal anúncio é a realização do terceiro Seminário da Mulher Economista e Diversidade. Queremos que faça parte da grade de eventos do Sistema Cofecon/Corecons. Ele acontecerá em Salvador, previsto para os dias 5 e 6 de setembro, e deverá acontecer um mês antes dos grandes eventos que já estão na grade do Sistema”, prosseguiu a conselheira. “Vamos trabalhar com as instituições públicas, vendo políticas em nível nacional para que possamos divulgá-las às mulheres economistas. Um tema contemporâneo muito importante é a economia do cuidado”. 

A Comissão de Responsabilidade Social e Economia Solidária será coordenada pela conselheira Elis Braga Licks. “Um dos eixos de atuação é a pesquisa e produção acadêmica. Precisamos trabalhar com essa inserção, apoio a empreendimentos sociais, parcerias e articulação institucional”, observou a economista. “Temos estratégias de implementação, como a realização de seminários, encontros e fóruns para ampliar a disseminação de conhecimentos e boas práticas”. 

Elis também estará à frente da Comissão de Sustentabilidade Econômica e Ambiental, criada neste ano. “Nossa missão é desenvolver e apresentar ao Cofecon, até outubro de 2025, um documento de diretrizes e recomendações institucionais para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém, de 10 a 21 de novembro”, conta. “Também vamos construir uma agenda permanente de debate sobre a questão climática no Sistema Cofecon/Corecons, estruturada em sete eixos, com suporte e seminários online. Essa abordagem não apenas fortalecerá o embasamento técnico, como também ampliará a visibilidade do Cofecon”. 

A Comissão de Educação tem uma série de projetos habitualmente sob sua responsabilidade – como o Prêmio Brasil de Economia, algumas honrarias concedidas anualmente pelo Cofecon, o Desafio Quero Ser Economista (para estudantes de nível médio) e a Gincana Nacional de Economia (para estudantes de economia). “Estamos começando a pensar também no ensino fundamental, com base nas diretrizes do Ministério da Educação junto às prefeituras para trabalhar a educação financeira”, menciona a coordenadora da comissão, Denise Kassama. “Não poderia deixar de registrar a escola EAD, que oferece oficinas. Ela foi criada no contexto da pandemia para oferecer capacitação a economistas que perderam espaço no mercado de trabalho e precisavam se reinventar”. 

Dentro dos trabalhos desta comissão, a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, mencionou a realização de um trabalho em conjunto com o Ministério da Educação para levar ao Banco Central a criação de um programa que desenvolva a educação financeira da infância até o ensino médio. “Isso é importante porque vira uma política pública. Já temos essa agenda lá que devemos mantê-la este ano”, enfatizou. Já a conselheira Mônica Beraldo pontuou que o Corecon-DF já realiza um trabalho de educação financeira e que possui um material elaborado por um conselheiro regional. “Como membro de duas ONGs, eu uso este material em comunidades carentes”, contou. 

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Local é coordenada pela conselheira federal Ana Cláudia Arruda. “O objetivo dela é trazer para a primeira dimensão o debate sobre desenvolvimento regional, que tem sido deixado de lado. Vamos fazer um diálogo com as instituições que trabalham a questão e com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional”, mencionou a conselheira. “Montamos algumas ações, como promover um seminário nacional de desenvolvimento regional e urbano no segundo semestre, no Congresso Nacional, onde pudéssemos levar este tema e provocar algumas instituições no sentido de dizerem o que está acontecendo hoje, porque sabemos que ainda falta muito para o País avançar em termos de crescimento regional. Também queremos promover uma revista, com o apoio da Comissão de Comunicação”. 

A principal atividade da Comissão de Ações para a Redução da Concentração de Renda e Desigualdade, coordenada pelo vice-presidente do Cofecon, João Manoel Gonçalves Barbosa, é o Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social. “Ele é muito importante porque reúne várias entidades que já trabalham com este foco. Estamos nos reunindo, tentando trabalhar ações voltadas para divulgar estes indicadores e, ao mesmo tempo, trabalhar com ações relativas à redução das desigualdades sociais”, expressou a vice-coordenadora Teresinha de Jesus Ferreira da Silva. “Este é um fórum atípico, porque o Cofecon coordena, mas ele tem vida própria e tem um trabalho bem interessante”. 

Articulação institucional 

O bloco de comissões de articulação institucional trabalha com questões que desempenham um papel essencial no fortalecimento da profissão e na regulamentação da atividade dos economistas. Fazem parte desse bloco as comissões de Relacionamento Institucional e Assuntos Legislativos, Normas e Legislação, Fiscalização e Registro Profissional e Mercado de Trabalho e Valorização Profissional.  

A presidenta do Cofecon é a coordenadora da Comissão de Relacionamento Institucional e Assuntos Legislativos, que, entre outras atividades, acompanha projetos de lei que tratem do funcionamento dos Conselhos. “Alguns deles, inclusive, representam tentativas de desregulamentação da profissão”, mencionou a presidenta. “Também promovemos o diálogo com entidades nacionais e internacionais para ampliar as interfaces com a sociedade civil”, acrescentou, listando uma série de entidades que vão desde organizações de economistas até Conselhos, movimentos sociais e representantes dos três poderes. “Essa Comissão tem que bater nas portas na tentativa de solucionar problemas institucionais e assuntos legislativos”. 

O coordenador da Comissão de Normas e Legislação, Pedro Afonso Gomes, tem grande experiência no assunto, participando dela desde 2010. “Temos quatro missões: promover permanente revisão e atualização das normas, monitorar a tramitação de legislações referentes à profissão de economista e outras correlatas, acompanhar a aplicação de normas e procedimentos no Sistema Cofecon/Corecons e atuar sob demanda atendendo as solicitações do plenário”, comentou.  

“Para este ano queremos atualizar a nota técnica da regulamentação de perícia, cuja redação é de 2007, e adaptá-la ao código de processo civil de 2015; analisar a criação de um código CNAE específico dos economistas; ajustar o normativo de registro à luz do teletrabalho e da jurisdição fiscal dos Corecons; revisar os critérios para a obrigatoriedade do registro secundário; e criar notas técnicas de regulamentação relativas às atividades de elaboração de projetos de viabilidade econômica e estudos de política fiscal, tributária e creditícia”, citou Gomes. Outras atividades incluem a atualização do código de ética do economista, das normas de cobrança administrativa e judicial, a edição dos programas de recuperação de créditos, uma regulamentação dos processos de intervenção em Corecons e a reformulação do manual de arrecadação – entre vários outros temas que deverão ser abordados em 2025. 

As atividades da Comissão de Fiscalização e Registro Profissional vão muito além da análise dos processos oriundos dos Corecons quanto ao registro profissional. Neste ano, um dos projetos mais importantes é o da fiscalização integrada. “Este projeto estabelece uma cooperação entre Corecons a fim de proporcionar um treinamento e fortalecer esta área”, comenta a coordenadora da Comissão, Maria do Socorro Erculano de Lima. “Já implantamos em quatro Corecons e quem tiver interesse pode nos procurar, que será atendido de acordo com a agenda do Cofecon e do Corecon-DF. Esta atividade é importante para exercer a função principal de um órgão de fiscalização”. 

A coordenadora da Comissão de Mercado de Trabalho e Valorização Profissional, Lucia dos Santos Garcia, destacou a complexidade do trabalho de promover a inserção dos economistas. “Precisamos ficar atentos para as mudanças que estão acontecendo no mundo produtivo e no mercado de trabalho, que são de caráter institucional, tecnológico e geopolítico. Trazer isso para conhecimento dos economistas é muito importante”, observou a coordenadora. “A atuação concreta do trabalho do economista está baseada num tripé composto pelo setor institucional em que ele atua, o tipo de atividade exercida e as habilidades requeridas. Precisamos entender onde são os espaços em que os economistas atuam. O mercado de trabalho é opaco para vários profissionais e apresentar os economistas às empresas e à sociedade é muito importante”. 

Congressos, Simpósios, Cursos e Seminários 

O Cofecon e o Corecon-RS organizam, neste ano, o XXVI Congresso Brasileiro de Economia, que acontecerá em Porto Alegre. O Comitê Executivo do evento é composto pela presidência das duas instituições. O conselheiro federal Clovis Meurer trouxe o informe das datas do evento: “Será de 6 a 10 de outubro, sendo no dia 10 a plenária ampliada. “Nossa estimativa é de ter entre 500 e mil pessoas no evento”. 

Grupos de Trabalho  

Em 2025 foram estabelecidos dois grupos de trabalho, sendo um deles responsável pelas licitações realizadas no âmbito do Cofecon e o outro buscando modernizar a lei que rege a profissão. 

O GT Atualização da Legislação Profissional do Economista tem como principal finalidade a atualização da Lei 1.411/1951 e o acompanhamento de propostas no Congresso Nacional. Seu coordenador é o conselheiro Paulo Dantas da Costa, tendo Pedro Afonso Gomes como vice-coordenador. “Além de acompanhar a tramitação, junto a outras comissões, do Projeto de Lei 3.178/2024, vamos articular junto a parlamentares a defesa da atualização da legislação e apresentar iniciativas de mobilização e engajamento dos economistas na aprovação do projeto de lei”, comentou. “Foi aprovada uma moção na Câmara Municipal de Sorocaba, que chegou ao Congresso Nacional e foi dirigida aos autores do projeto e aos líderes partidários. O avanço do PL 3.178/2024 seria uma conquista extraordinária”. 

O GT Acompanhamento de Licitações será coordenado pelo conselheiro José Luiz Pagnussat. “Tivemos várias dispensas de licitação no início do mandato para questões pontuais, mas temos licitações em andamento. A mais importante delas é para o funcionamento consistente da internet, mas ainda está no início”, relatou. 

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