Golpes exploram a confiança, não a tecnologia, alerta conselheira federal 

Janine Alves reforça que o Pix é um meio de pagamento seguro e orienta consumidores a adotar medidas simples de verificação para evitar fraudes 

Uma empresária de Florianópolis relatou ter sofrido um prejuízo superior a R$ 2 mil após receber sucessivos comprovantes falsos de pagamento em uma negociação comercial. O caso chamou atenção para um tipo de fraude que utiliza comprovantes adulterados para induzir comerciantes e consumidores ao erro. 

Para a conselheira federal de Economia Janine Alves, é importante destacar que o problema não está no sistema de pagamentos instantâneos, mas na ação dos golpistas, que exploram o comportamento das pessoas. “O Pix é um meio de pagamento seguro, mas os golpistas exploram três gatilhos: a pressa, o medo e a confiança. Por isso, a principal orientação é nunca fazer uma transferência por impulso.” 

Segundo a economista, antes de concluir qualquer pagamento, é fundamental conferir atentamente o nome e os dados do destinatário, desconfiar de solicitações urgentes e confirmar pedidos diretamente com a pessoa ou empresa por outro canal de comunicação. 

Janine também lembra que bancos não solicitam senhas, códigos de segurança, instalação de aplicativos ou transferências para supostas “contas seguras”, práticas frequentemente utilizadas em tentativas de fraude. 

Outro alerta importante diz respeito aos comprovantes enviados por aplicativos de mensagens. “Comprovantes enviados por mensagens não são garantia de pagamento. O valor precisa aparecer efetivamente no extrato bancário.” 

A orientação, segundo a conselheira federal, é que consumidores e comerciantes adotem o hábito de verificar a efetiva compensação do valor antes de liberar produtos, concluir negociações ou considerar uma transação como finalizada.  

Assista AQUI o vídeo na íntegra. 

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