Cofecon apresenta a Revista Economistas nº 59 

Publicação traz análises sobre desigualdade de gênero, saúde mental, clima e indústria, além de uma entrevista exclusiva com a economista Adriana Nunes Ferreira 

Já está disponível a edição nº 59 da revista Economistas! Nos últimos anos a edição de março tradicionalmente tem sido dedicada às mulheres, com a publicação de artigos escritos por mulheres economistas. 

Os textos publicados tratam de temas variados, englobando questões como violência de gênero, saúde mental, a expansão da moeda chinesa, a proposta de acordo apresentada na COP30, uma análise das indústrias química e farmacêutica nos países dos BRICS, entre outros.  

Uma entrevista com a economista Adriana Nunes Ferreira aborda a visão da economia política sobre temas como o papel e as atividades do Estado e a coordenação do desenvolvimento para que o Brasil possa se posicionar num cenário global marcado por disputas geopolíticas. 

Uma matéria especial trata da posse da presidência do Cofecon e do Corecon-DF para o ano de 2026, uma solenidade que reuniu ministros de Estado, líderes de instituições estratégicas e representantes do pensamento econômico brasileiro, evidenciando o papel estratégico da profissão para o País. 

A revista pode ser baixada clicando AQUI, ou lida no visualizador abaixo. 

Revista Economistas – Março 2026

Artigos da edição 59 

Impactos da violência de gênero na economia brasileira – Isabel Ribeiro: O artigo analisa dados de homicídios e violência doméstica entre 2013 e 2023, evidenciando que a violência de gênero gera custos econômicos sistêmicos ao afetar o mercado de trabalho, o empreendedorismo feminino e a sustentabilidade fiscal. 

O Brasil que cresce e adoece – Janine Alves: O Brasil terminou o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012, mas também com um crescimento recorde dos afastamentos por transtornos mentais – que já superam causas comuns de afastamento, como fraturas. Neste cenário, a atualização da Norma Reguladora nº 1 torna-se estratégica, fazendo com que a saúde mental deixe de ser questão privada do trabalhador e passe a integrar a responsabilidade organizacional. 

Internacionalização de moedas com características chinesas – Júlia Leal: A ascensão da China como superpotência econômica e financeira faz com que sua moeda seja uma alternativa para contornar a dominação do dólar, especialmente entre países que buscam estratégias de desdolarização. A utilização do renminbi vem aumentando significativamente nos últimos anos e tem relação direta com o papel ativo do Estado chinês. 

O “degrau quebrado” e o impacto sistêmico da maternidade na economia brasileira – Camila Ishida: Diferentemente do “teto de vidro”, que aborda as barreiras invisíveis que impedem as mulheres de chegar aos cargos de alta liderança, o “degrau quebrado” aponta uma falha na transição da base operacional para a primeira posição de gerência. Ele é causado por uma falha de design organizacional que não acomoda a transição social da maternidade, transformando um evento vital em um passivo profissional. 

O Brasil e a proposta de acordo global para mitigação, adaptação e compensação climática – Ana Cristina Carneiro, Isabel Oliveira e Poema Isis Andrade: O texto analisa a proposta de um grande acordo global de financiamento climático apresentada por Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Greenstone no contexto da COP30, destacando seus objetivos de tornar mais efetivas as políticas de mitigação, adaptação e compensação climática, especialmente para países de baixa e média renda. O texto também aponta o Brasil como um potencial protagonista na implementação dessa agenda, mas também ressalta desafios políticos e estruturais. 

Dinâmica do Setor Farmacêutico e Químico nos Países do BRICS – Ana Júlia Mesquita, Iara Venturine Machiavelli e Laura Alves Paraízo: O texto destaca que ambos os setores são intensivos em conhecimento e marcados por forte cumulatividade tecnológica. Enquanto o farmacêutico apresenta maior concentração e barreiras de entrada, o químico tem maior difusão produtiva e avanços mais expressivos. O Brasil, apesar de ter avanços pontuais, ainda enfrenta limitações estruturais que restringem sua competitividade internacional. 

A Eutanásia dos economistas? – Fernanda Pessoti, Gustavo Pessoti e Reinaldo Dantas Sampaio: O artigo resgata o papel histórico do economista como intérprete qualificado da realidade social e agente fundamental na formulação de estratégias de desenvolvimento, cujas análises orientam decisões públicas e privadas de grande impacto. Os autores argumentam que a realidade econômica exige menos repetidores de modelos e maiores arquitetos de realidade, capazes de comandar o diálogo entre conhecimento técnico, tecnologia e compromisso social. 

Mulheres e empregabilidade no mercado financeiro – Débora Alcântara: A autora discute os avanços e desafios da participação feminina no mercado financeiro. Apesar do crescimento das mulheres como investidoras e profissionais da área, persistem desigualdades significativas, especialmente em cargos de liderança e na remuneração. O texto também ressalta o papel da qualificação e das iniciativas de inclusão para promover maior equidade de gênero. 

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