Lacerda: “Queda de 0,5 pp da Selic já está precificada pelo próprio mercado”
Na semana em que o Copom se reúne, conselheiro federal analisa impactos do conflito sobre a inflação e os juros
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne nos dias 17 e 18 de março e o conselheiro federal Antonio Corrêa de Lacerda falou sobre o assunto em matéria publicada pela Agência DC News. O texto menciona que alguns analistas consideram possível um cenário de manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano, embora a expectativa de uma redução dos juros ainda seja mais forte.
Lacerda aponta que, no boletim Focus (pesquisa de mercado realizada pelo Banco Central) desta semana, a projeção para a inflação deste ano subiu de 3,9% para 4,1%. “Os efeitos da guerra implicarão maior inflação mundial, com repercussões no Brasil”, afirmou o conselheiro federal, citando, além do preço do petróleo, o encarecimento de custos de transporte e logística. Ao mesmo tempo, o Brasil tem atualmente taxa real de juros acima de 10%, “uma das maiores do mundo”.
Lacerda considera mais provável uma redução de 0,50 ponto nesta reunião, “embora houvesse espaço para uma queda maior”, porque já havia “precificação” do mercado. Por outro lado, acrescentou, empresas e famílias estão endividadas – e boa parte inadimplentes. “Daí a importância de sinalização de queda da Selic ao longo do ano”.
A matéria com a participação do conselheiro federal pode ser lida na íntegra clicando AQUI (https://agenciadcnews.com.br/reuniao-copom-selic-guerra-petroleo-inflacao/).
