{"id":9904,"date":"2020-02-04T09:10:28","date_gmt":"2020-02-04T12:10:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=9904"},"modified":"2020-02-04T09:10:28","modified_gmt":"2020-02-04T12:10:28","slug":"artigo-o-setor-de-servicos-e-a-produtividade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=9904","title":{"rendered":"Artigo &#8211; O setor de servi\u00e7os e a produtividade no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9908 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fernanda.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fernanda.jpg 350w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fernanda-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Fernanda Della Rosa &#8211; Conselheira Suplente do CORECON SP (2020-2023); S\u00f3cia da \u201cDella Rosa Consultores Associados\u201d, Consultoria de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Neg\u00f3cios. Atuou como Economista na Fecom\u00e9rcio-SP por 25 anos, tendo sido Gerente e Diretora da Assessoria Econ\u00f4mica. Trabalhou no Grupo Ultra (Ultragaz) por 11 anos, atuando na \u00e1rea Planejamento Financeiro, Escritora e Autora do livro \u201cParticipa\u00e7\u00e3o nos Lucros ou Resultados \u2013 A Grande Vantagem Competitiva\u201d.\u00a0 Palestrante e Instrutora Educa\u00e7\u00e3o Financeira e PLR. Educadora Financeira. Perita Judicial Econ\u00f4mico-Financeira. Economista pela USTJ &#8211; Universidade S\u00e3o Judas Tadeu, P\u00f3s-Graduada em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas pela FAAP e cursou Intensivo de Marketing de Varejo pela ESPM.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O setor terci\u00e1rio \u00e9 um dos setores de elevada relev\u00e2ncia na cadeia produtiva. Essa import\u00e2ncia, dentre outros aspectos, est\u00e1 relacionada ao seu alto potencial de gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho. Como importante gerador de empregos, as atividades do setor de servi\u00e7os geram efeitos de natureza social que impactam diretamente na vida das fam\u00edlias e da economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS DO SETOR DE SERVI\u00c7OS<\/strong><\/p>\n<p>Alguns autores defendem que as atividades do setor de servi\u00e7os seriam aquelas que n\u00e3o se enquadraram nem no setor da ind\u00fastria, nem da agricultura. Apresenta atividades bem heterog\u00eaneas, pois seus subsetores se configuram com caracter\u00edsticas bem diferenciadas. Segundo o PMS \u2013 Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os do IBGE, o setor de servi\u00e7os \u00e9 composto de subsetores, a saber:<\/p>\n<ol>\n<li>Servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias<\/li>\n<li>Servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares<\/li>\n<li>Transportes, servi\u00e7os auxiliares e correio<\/li>\n<li>Outros servi\u00e7os<\/li>\n<\/ol>\n<p>Algumas caracter\u00edsticas se destacam no setor de servi\u00e7os. Quando se fala em servi\u00e7os estamos nos referindo \u00e0 compra e venda de bens intang\u00edveis, mas necess\u00e1rios \u00e0s fam\u00edlias, \u00e0s empresas e \u00e0s atividades dos setores p\u00fablicos.<\/p>\n<p>A m\u00e3o de obra empregada nesse setor, parte dela tem qualifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Nesse caso se enquadram trabalhadores de algumas atividades, como por exemplo, segmentos de transportes (ferrovi\u00e1rios, metrovi\u00e1rios, aerovi\u00e1rios), servi\u00e7os financeiros, atividades imobili\u00e1rias, dentre outros. O outro grupo representa atividades com menor qualifica\u00e7\u00e3o que executa atividades de manuten\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os \u00e0s fam\u00edlias e atividades destinadas predominantemente ao consumidor final.<\/p>\n<p>Os sal\u00e1rios, em geral s\u00e3o menores e a rotatividade de pessoal costuma ser maior, por conta disso, inclusive. Por\u00e9m \u00e9, sem d\u00favida, um setor muito importante por empregar grande n\u00famero de pessoas.<\/p>\n<p><strong>PARTICIPA\u00c7\u00c3O DA M\u00c3O DE OBRA NO SETOR DE SERVI\u00c7OS<\/strong><\/p>\n<p>O grande potencial de empregabilidade do setor promove a ocupa\u00e7\u00e3o de um elevado n\u00famero de postos de trabalho, bem superior \u00e0quele absorvido pelo setor industrial. Bem mais interessante \u00e9 observar que essa diferen\u00e7a aumenta significativamente, no decorrer dos anos.<\/p>\n<p>Um estudo<sup>1 <\/sup>que se prop\u00f4s a analisar a din\u00e2mica do setor de servi\u00e7os e destaca informa\u00e7\u00f5es que ilustram essa tend\u00eancia. Em 1950, 19,1% dos empregos concentravam-se no setor de servi\u00e7os, 16,4% no setor da ind\u00fastria e 64,3% na agricultura. J\u00e1 em 2011 esses percentuais eram 63,7%, 20,1% 16%, respectivamente. Houve, praticamente, uma invers\u00e3o entre os percentuais dos setores de servi\u00e7os e agricultura nesse per\u00edodo, tendo a ind\u00fastria se mantido em percentual semelhante. Boa parte dessa migra\u00e7\u00e3o pode ser justificada pela inova\u00e7\u00e3o e automatiza\u00e7\u00e3o de processos, pela reduzida oferta de empregos no campo versus aumento da oferta de empregos na cidade, principalmente nos grandes centros.<\/p>\n<p><strong>CUSTOS COM SAL\u00c1RIO E A QUEST\u00c3O DA PRODUTIVIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Em termos de produtividade, por exemplo, podemos dividir as atividades do setor de servi\u00e7os em dois grupos: O primeiro grupo apresenta servi\u00e7os de menor valor adicionado, onde os empregados s\u00e3o remunerados com sal\u00e1rios menores e possuem escolaridade reduzida. Al\u00e9m disso, a atividade a ser desenvolvida n\u00e3o requer conhecimento t\u00e9cnico espec\u00edfico. S\u00e3o, por exemplo, servi\u00e7os de limpeza, zeladoria, lavanderia, dentre outros.<\/p>\n<p>J\u00e1 o segundo grupo, mais din\u00e2mico, o servi\u00e7o apresenta maior valor agregado, com remunera\u00e7\u00e3o maior, rotatividade em menor grau e com exig\u00eancia de maior conhecimento t\u00e9cnico espec\u00edfico. S\u00e3o servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e de atividades relacionadas ao setor imobili\u00e1rio. O valor agregado, nesse caso, tem forte interfer\u00eancia sobre a produtividade do setor de servi\u00e7os. Podemos citar, por exemplo, servi\u00e7os turismo, de tecnologia, telecomunica\u00e7\u00f5es, educacionais, servi\u00e7os financeiros, imobili\u00e1rias, banc\u00e1rios, de sa\u00fade, transportes, e seguros, dentre outros. Estes se caracterizam pelo alto valor agregado e, consequente produtividade elevada.<\/p>\n<p>Importante destacar que as empresas desse segmento de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o inventem mais e fazem uso de maior capital e tecnologia para realizar suas atividades. O subsetor de empresas de tecnologia \u00e9 um bom exemplo dessa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Se compararmos os dois setores, talvez possamos concluir que os servi\u00e7os prestados pelo segundo grupo contribuem mais para a produtividade do que o primeiro grupo. Assim, em geral, as atividades do grupo mais din\u00e2mico resultam em avan\u00e7os, que podem promover maior crescimento da economia.<\/p>\n<p>Ainda se falando da produtividade dos dois grupos, observa-se que o sal\u00e1rio de ambos cresce em mesma propor\u00e7\u00e3o. O custo do sal\u00e1rio fica mais oneroso \u00e0 medida que a produtividade da atividade \u00e9 reduzida. Atividades que tem custos de m\u00e3o de obra elevados e baixa produtividade est\u00e3o sujeitas ao alto risco do neg\u00f3cio, pois a margem vai sendo estrangulada. Da mesma fora o crescimento econ\u00f4mico, para esta fatia de empregos, se ressente por conta desse comportamento. \u00a0Se considerarmos que isso ocorre para um conjunto de empresas do setor de servi\u00e7os, podemos concluir que todo esse grupo pode sofrer a mesma press\u00e3o, uma vez que n\u00e3o conseguem repassar pre\u00e7os para o consumidor final, na maioria dos casos.<\/p>\n<p>Em momentos de crise, com elevado desemprego, h\u00e1 forte tend\u00eancia de aumento do primeiro grupo, que apresenta baixa produtividade. Isso ocorre por conta do grande contingente de pessoas desempregadas que partem para o emprego informal. Diante do alto n\u00edvel da taxa de desemprego e do reduzido ritmo de crescimento econ\u00f4mico \u00e9 poss\u00edvel que este grupo venha a crescer mais ainda.<\/p>\n<p><strong>A ELEVADA INFORMALIDADE E O AUMENTO DOS EMPREGOS FORMAIS<\/strong><\/p>\n<p>Outro estudo<sup>2<\/sup> publicado recentemente veio confirmar esta tese. No terceiro trimestre de 2019 a taxa de desemprego ficou estagnada em 11,8% e representam 12,5 milh\u00f5es de pessoas<sup>3<\/sup> em busca de emprego. S\u00e3o 38,8 milh\u00f5es de trabalhadores informais, equivalente a 41,4% da for\u00e7a de trabalho, percentual mais elevado j\u00e1 observado.<\/p>\n<p>Os dados apontam para o crescimento quantitativo do emprego, e n\u00e3o qualitativo. Embora o setor apresente crescimento do volume, a baixa produtividade e a alta informalidade ainda impactam a maior gera\u00e7\u00e3o de renda. Observa-se reduzido investimento em inova\u00e7\u00e3o, equipamentos, capacita\u00e7\u00e3o e consequente baixa produtividade. Atualmente, est\u00e1 ocorrendo o aumento do emprego e da massa salarial, mais por conta do aumento de pessoas trabalhando e n\u00e3o pelo aumento real de sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Concluindo, o crescimento recorde do emprego informal, predominantemente no setor de servi\u00e7os de valor n\u00e3o agregado, est\u00e1 prejudicando o aumento da produtividade da economia, pelo menos por enquanto.<\/p>\n<p>EMPREGOS FORMAIS OUTUBRO 2019<\/p>\n<p>Dados do CAGED mostram que, em outubro, foram criados 70,8 empregos formais no pa\u00eds, considerando-se todos os setores. Esta foi a s\u00e9tima alta consecutiva e, comparativamente, o melhor resultado desde 2017, para o m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p><strong>BRASIL &#8211; SALDO DO EMPREGO CELETISTA &#8211; OUTUBRO &#8211; 2004 A 2019<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9905\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mic.jpg\" alt=\"\" width=\"539\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mic.jpg 539w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mic-300x136.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 539px) 100vw, 539px\" \/><\/p>\n<p>Fonte: ME\/CAGED<\/p>\n<p>Com os dados de outubro o acumulado ano alcan\u00e7ou a marca de 841,6 mil novos postos formais \u2013 para o m\u00eas este foi o maior dado desde 2014.<\/p>\n<p>Essa melhora nas contrata\u00e7\u00f5es pode ser explicada, em parte, pelas novas contrata\u00e7\u00f5es para o final do ano, que costumam ser realizadas antes do natal. Outros fatores favor\u00e1veis s\u00e3o a queda da taxa de juros, a realiza\u00e7\u00e3o da Reforma da Previd\u00eancia que trouxe mais credibilidade para o ambiente empresarial e a confian\u00e7a que come\u00e7a a dar alguns sinais de positividade.<\/p>\n<p>No setor de servi\u00e7os foi registrado o segundo maior saldo em outubro\/2019, tendo alcan\u00e7ado o saldo de 19.123 postos de trabalho com crescimento de 0,11% quando comparado ao m\u00eas anterior. As admiss\u00f5es foram de 574.094 e os desligamentos alcan\u00e7aram 554.971.<\/p>\n<p><strong>ALTAS: <\/strong>Tr\u00eas dos subsetores apresentaram saldo positivo, conforme a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li><u>Comercializa\u00e7\u00e3o e Administra\u00e7\u00e3o de Im\u00f3veis (+14.040)<\/u><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque para S\u00e3o Paulo (+5.889) e Minas Gerais (+3.654)<\/p>\n<ul>\n<li><u>Transportes e Comunica\u00e7\u00f5es (+4.348 postos)<\/u><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque para Santa Catarina (+783) e S\u00e3o Paulo (+707)<\/p>\n<ul>\n<li><u>Servi\u00e7os M\u00e9dicos, Odontol\u00f3gicos e Veterin\u00e1rios (+3.953)<\/u><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque para S\u00e3o Paulo (+1.794) e Minas Gerais (+851)<\/p>\n<p><strong>BAIXAS:<\/strong> Tr\u00eas dos subsetores apresentaram saldo positivo, conforme a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li><u>Institui\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito, Seguros e Capitaliza\u00e7\u00e3o (-2.133)<\/u><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque para S\u00e3o Paulo (-786) e Rio de Janeiro (-406).<\/p>\n<ul>\n<li><u>Servi\u00e7os de Alojamento, Alimenta\u00e7\u00e3o, Repara\u00e7\u00e3o (-942)<\/u><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque para Rio de Janeiro (-4.282)<\/p>\n<ul>\n<li><u>Ensino (-143 postos)<\/u><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 Destaque para Distrito Federal (-343) e Bahia (-230)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O quadro completo, com subsetores pode ser analisado a seguir:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9906 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe.png\" alt=\"\" width=\"819\" height=\"1687\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe.png 819w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe-146x300.png 146w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe-497x1024.png 497w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe-768x1582.png 768w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe-746x1536.png 746w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe-800x1648.png 800w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/p>\n<p>O setor de servi\u00e7os tem expressiva participa\u00e7\u00e3o no resultado de postos de trabalho gerados, como pode se observar na tabela. No acumulado do ano de 2018, foi registrado saldo de 790.579 empregos. Em 2019, o saldo at\u00e9 outubro \u00e9 de 841.789, valor que j\u00e1 superou o saldo verificado para o ano anterior. Tanto em 2018 como em 2019, o subsetor de servi\u00e7os para \u201cCom. e administra\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, valores mobili\u00e1rios, serv. T\u00e9cnicos\u201d foi o que apresentou maior destaque.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>DADOS DE SETEMBRO DO SETOR DE SERVI\u00c7OS <\/strong><\/p>\n<p><strong>(Receita Nominal e Volume de Servi\u00e7os)<\/strong><\/p>\n<p>Em setembro de 2019, \u00faltimo dado referente \u00e0 Pesquisa Mensal de Servi\u00e7os \u2013 PMS\/IBGE, o setor de servi\u00e7os no Brasil teve crescimento de 1,2% na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9907\" src=\"https:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe2.png\" alt=\"\" width=\"708\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe2.png 708w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/fe2-300x105.png 300w\" sizes=\"(max-width: 708px) 100vw, 708px\" \/><\/p>\n<p>Quatro atividades se destacam em setembro\/19: setores de transportes, servi\u00e7os auxiliares aos transportes e correio (1,6%); servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares (1,8%); servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias (0,8%); outros servi\u00e7os (0,5%). A \u00fanica queda foi observada no subsetor de servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (-1,0%), Em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 2018, o volume de servi\u00e7os subiu 1,4%. O acumulado no ano foi de 0,6%. O acumulado nos \u00faltimos 12 meses, foi de 0,7% para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o final \u00e9 de que o pa\u00eds est\u00e1 ainda caminhando em passos lentos, na expectativa da retomada do crescimento. A confian\u00e7a se restaura aos poucos, frente a realiza\u00e7\u00f5es t\u00e3o esperadas, mas ainda h\u00e1 muito a ser feito. Para que o setor de servi\u00e7os possa evoluir em produtividade, se faz necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de investimentos e de inova\u00e7\u00e3o, para que este crescimento seja duradouro. O caminho \u00e9 longo, mas a dire\u00e7\u00e3o d\u00e1 sinais de acerto. E isso j\u00e1 \u00e9 um bom sinal, depois de um quadro de recess\u00e3o severa pelo qual o pa\u00eds passou nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>_____________________________________________________________________________<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> Uma Abordagem sobre o Setor de Servi\u00e7os na Economia Brasileira (INSPER)<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (IBRE\/FGV)<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (IBGE)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":9908,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9904","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9904"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9904\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}