{"id":963,"date":"2016-04-05T15:37:49","date_gmt":"2016-04-05T18:37:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=963"},"modified":"2016-04-05T15:37:49","modified_gmt":"2016-04-05T18:37:49","slug":"presidente-do-cofecon-participa-de-palestra-e-plenaria-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=963","title":{"rendered":"Presidente do Cofecon participa de palestra e Plen\u00e1ria em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-964 alignleft\" src=\"http:\/\/www.cofecon.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/31-300x171.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"171\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/31-300x171.jpg 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/31.jpg 679w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O presidente do Cofecon, economista J\u00falio Miragaya, foi o palestrante do Economia em Pauta, ocorrido no dia 31 de mar\u00e7o, no Hotel Plaza S\u00e3o Rafael, que abordou a conjuntura econ\u00f4mica nacional. O encontro foi aberto pelo vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul (Corecon-RS), economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, que falou da import\u00e2ncia do tema e agradeceu a presen\u00e7a do palestrante e da plateia. No dia seguinte \u00e0 palestra, Miragaya participou da Sess\u00e3o Plen\u00e1ria do Corecon-RS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: 'Verdana',sans-serif;\">O presidente do Cofecon iniciou sua palestra dizendo que o Pa\u00eds vice hoje uma crise econ\u00f4mica, alimentada por outra crise, de car\u00e1ter pol\u00edtico, que vem desde o final do processo eleitoral de 2014. Explicou que essa crise econ\u00f4mica decorre da inseguran\u00e7a dos agentes econ\u00f4micos em rela\u00e7\u00e3o a falta de investimentos, formando uma ciranda, em que as dificuldades econ\u00f4micas existentes estimulam a crise pol\u00edtica e, ao mesmo tempo, a crise pol\u00edtica realimenta a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. \u201cEnt\u00e3o, sem uma resolu\u00e7\u00e3o desse impacto pol\u00edtico, dificilmente encontraremos uma alternativa para retomar o crescimento econ\u00f4mico\u201d, afirmou. Lembrou que, ainda em 2015, apesar de estar muito claro que se teria dificuldades pela frente, em fun\u00e7\u00e3o dos programas fiscais, havia, tamb\u00e9m, uma expectativa de que, em 2016, ocorreria uma retomada do crescimento. \u201cS\u00f3 que a crise perdurou durante todo o ano de 2015 e todo esse primeiro trimestre do ano e j\u00e1 se considera 2016 como um ano perdido, com pequena perspectiva de retomada em 2017\u201d, afirmou, alertando que, \u201cse n\u00e3o for solucionada essa crise pol\u00edtica, teremos um ano de dificuldade econ\u00f4mica tamb\u00e9m em 2017\u201d. Disse que, possivelmente ter\u00e1 que se esperar as elei\u00e7\u00f5es de 2018 porque, mesmo que aconte\u00e7a o afastamento da atual presidente, os problemas pol\u00edticos n\u00e3o estar\u00e3o resolvidos pelo menos at\u00e9 o final do ano. \u201cEnt\u00e3o nesse contexto, dificilmente haveria tranquilidade para um eventual governo Temer\u201d, acrescentou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: 'Verdana',sans-serif;\">Miragaya apresentou uma an\u00e1lise do contexto internacional. Para ele, o cen\u00e1rio, que esteve muito dif\u00edcil h\u00e1 dois anos atr\u00e1s, amargando um recorde de transa\u00e7\u00f5es correntes de U$ 104 bilh\u00f5es, o equivalente a 4,5% do PIB, tem perspectiva de queda desse d\u00e9ficit para U$ 15 bilh\u00f5es, em torno de 1% do PIB, que \u00e9 um saldo totalmente coberto por investimentos diretos. \u201cIsso foi propiciado pela corre\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, que acabou favorecendo as contas externas\u201d, ressaltou. Disse que o cen\u00e1rio na \u00e1rea da infla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 bastante favor\u00e1vel, em fun\u00e7\u00e3o da recess\u00e3o econ\u00f4mica e das altas taxas de desemprego, que acabar\u00e3o provocando, depois de muitos anos, um comportamento de queda dos chamados pre\u00e7os livres. Lembrou, no entanto, que o maior problema est\u00e1 na quest\u00e3o da taxa de juros, que continua muito elevada e tem emperrado qualquer possibilidade de retomada, j\u00e1 que inibe o investimento privado. \u201cO que acontece \u00e9 que ela retira recursos dos investimentos p\u00fablicos, em fun\u00e7\u00e3o dos gastos com a d\u00edvida p\u00fablica, e desestimula o consumo, ficando muito dif\u00edcil vislumbrar uma retomada de crescimento, se n\u00e3o houver uma reviravolta na pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d. Explicou que, da mesma forma, a taxa de juros afeta o quadro fiscal, cujo problema ocorre muito mais por uma redu\u00e7\u00e3o da receita do que propriamente pelo aumento da despesa. Lembrou que a despesa tem ca\u00eddo em decorr\u00eancia da retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e \u201cse n\u00e3o se consegue retomar o crescimento econ\u00f4mico, tamb\u00e9m n\u00e3o se conseguir\u00e1 solucionar o problema fiscal\u201d. Disse que chegou o momento de o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), em sua reuni\u00e3o do final de abril pr\u00f3ximo, decidir por iniciar um curso de redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros. \u201cEsta \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do Cofecon\u201d, exclamou, lembrando que durante todo o ano passado, especialmente no segundo semestre, a entidade j\u00e1 colocava a necessidade, prevendo um al\u00edvio da press\u00e3o inflacion\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: 'Verdana',sans-serif;\">J\u00falio Miragaya apresentou, ainda, um resgate hist\u00f3rico do chamado presidencialismo de coaliz\u00e3o, que, para ele, tem levado a uma situa\u00e7\u00e3o de fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e \u00e0 necessidade de composi\u00e7\u00e3o com dezenas de partidos pol\u00edticos para garantir a governabilidade, e do excessivo financiamento privado das campanhas pol\u00edticas. Disse que n\u00e3o considera que o Brasil esteja vivendo uma situa\u00e7\u00e3o de caos, mas uma crise muito forte de sua economia, e que a percep\u00e7\u00e3o de caos fica por conta da falta de habilidade do governo em passar uma seguran\u00e7a desse cen\u00e1rio, do que propriamente aos fundamentos da economia. \u201cA presidente Dilma revela uma incapacidade de lideran\u00e7a e de di\u00e1logo muito grande na condu\u00e7\u00e3o do quadro pol\u00edtico, dificultando muito a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: 'Verdana',sans-serif;\">Apresentou dados sobre o comportamento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, dizendo que recentemente o Pa\u00eds come\u00e7ou a experimentar melhora de sua balan\u00e7a comercial, saindo de uma posi\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria em 2014, de cerca de U$ 4,5 milh\u00f5es para um super\u00e1vit de U$ 20 milh\u00f5es no ano passado, al\u00e9m de uma perspectiva de fechamento em U$ 40 milh\u00f5es neste ano. \u201cA desvaloriza\u00e7\u00e3o da nossa moeda ajudou a recuperar a nossa capacidade exportadora, particularmente da ind\u00fastria, o que tende a melhorar a partir de agora\u201d, afirmou. Disse que, da mesma forma, na \u00e1rea cambial, o quadro est\u00e1 favor\u00e1vel, com reservas internacionais da ordem de U$ 370 milh\u00f5es, estimuladas pela valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, o que deixa o Pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel diante de eventuais turbul\u00eancias no mercado externo. Criticou a pol\u00edtica monet\u00e1ria que vem sendo adotada pelo Banco Central que, diferentemente dos bancos centrais dos pa\u00edses desenvolvidos, definem taxa de juros com foco na infla\u00e7\u00e3o, deixando de lado indicadores fundamentais, como n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica, taxa de desemprego, entre outros. Segundo o economista, na \u00e1rea fiscal, o d\u00e9ficit p\u00fablico poderia ser resolvido com o aumento da receita, o que significaria aumento da carga tribut\u00e1ria e consequente reaquecimento da atividade econ\u00f4mica. \u201cO d\u00e9ficit fiscal vem acontecendo, n\u00e3o por conta da despesa, mas de uma frustra\u00e7\u00e3o de receita\u201d, disse, lembrando que existe uma queda brutal da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que acaba gerando crescimento do d\u00e9ficit, provocando a eleva\u00e7\u00e3o da taxa de juros. \u201cN\u00e3o tem como retomar o crescimento econ\u00f4mico sem come\u00e7ar a mexer na taxa de juros, at\u00e9 porque ela impacta fortemente nos gastos da d\u00edvida p\u00fablica\u201d, concluiu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 10pt; font-family: 'Verdana',sans-serif;\">Tamb\u00e9m participaram do Economia em Pauta os conselheiros Alfredo Meneghetti Neto, Arist\u00f3teles Galv\u00e3o, Bruno Breyer Caldas e Rog\u00e9rio Tolfo, o conselheiro federal Henri Bejzman, al\u00e9m do ex-presidente do Corecon\/RS Lauro Renck, o ex-delegado federal Luiz Machado, e o ex-vice-presidente Carlos Alberto Abel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 107%; font-family: 'Verdana',sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Cofecon, economista J\u00falio Miragaya, foi o palestrante do Economia em Pauta, ocorrido no dia 31 de mar\u00e7o, no Hotel Plaza S\u00e3o Rafael, que abordou a conjuntura econ\u00f4mica nacional. 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