{"id":8982,"date":"2019-09-26T09:50:04","date_gmt":"2019-09-26T12:50:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=8982"},"modified":"2019-09-26T09:50:04","modified_gmt":"2019-09-26T12:50:04","slug":"artigo-tendencias-recentes-da-industria-na-economia-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=8982","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Tend\u00eancias recentes da ind\u00fastria na economia global"},"content":{"rendered":"\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-8985 alignleft\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/industria-300x214.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/industria-300x214.png 300w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/industria.png 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Por Eliane Ara\u00fajo &#8211; Professora associada da Universidade Estadual de Maring\u00e1 e bolsista produtividade em pesquisa do CNPQ.<\/p>\n<p><strong>1.Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A literatura p\u00f3s-keynesiana (Kaldor, 1966; Thirlwall, 1979), os estruturalista latino-americanos (Prebish, 1949) e os neoshumpeterianos (Dosi, 1988; Nelson &amp; Winter, 1982) h\u00e1 muito tem enfatizado o papel da mudan\u00e7a estrutural e do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico para o crescimento econ\u00f4mico. De acordo com as principais ideias expressas nessa literatura, a ind\u00fastria manufatureira \u00e9 um setor relevante para conduzir e sustentar o crescimento por diversas raz\u00f5es, a saber, i) a sua capacidade de gerar e propagar mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas; ii) seu maior potencial de crescimento da produtividade relativamente a outros setores; iii) a gera\u00e7\u00e3o de externalidades positivas e sinergias e a iv) sua contribui\u00e7\u00e3o para a sustentabilidade do balan\u00e7o de pagamentos e ganhos de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Apesar disso, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, tem se observado uma tend\u00eancia em geral declinante tanto da participa\u00e7\u00e3o do valor adicionado do setor manufatureiro no valor agregado total, quanto do emprego da ind\u00fastria manufatureira no emprego total. Embora, em muitos pa\u00edses, particularmente nas economias avan\u00e7adas, esse fen\u00f4meno possa ser uma consequ\u00eancia natural do processo de desenvolvimento, outras raz\u00f5es ajudam a explicar a desindustrializa\u00e7\u00e3o, especialmente nas economias em desenvolvimento. \u00a0<\/p>\n<p>Este artigo analisa a tem\u00e1tica da desindustrializa\u00e7\u00e3o em curso nas \u00faltimas d\u00e9cadas, apresentando uma discuss\u00e3o sobre seu conceito e suas causas, al\u00e9m de evid\u00eancias emp\u00edricas sobre ela. Para tanto, a se\u00e7\u00e3o 2 traz uma s\u00edntese dos conceitos de desindustrializa\u00e7\u00e3o e discute algumas de suas causas. A se\u00e7\u00e3o 3 apresenta tend\u00eancias recentes da queda da participa\u00e7\u00e3o relativa da ind\u00fastria ao redor do mundo, em pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento, em termos de valor adicionado e emprego industrial. Finalmente s\u00e3o apresentadas algumas considera\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n<p><strong>2. O conceito de desindustrializa\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Segundo Palma (2005) um dos mais not\u00e1veis fatos estilizados do p\u00f3s-guerra \u00e9 o r\u00e1pido decl\u00ednio do emprego industrial na maioria dos pa\u00edses industrializados e em muitos pa\u00edses em desenvolvimento. Embora no longo prazo a estrutura do emprego tenha mudado substancialmente, as altera\u00e7\u00f5es relativas no emprego, na escala e na velocidade que ocorreram nesse per\u00edodo, constitui um fen\u00f4meno sem precedentes. A fase mais recente dessas mudan\u00e7as surge com o emprego na manufatura come\u00e7ando a declinar, em termos relativos e absolutos, enquanto o setor de servi\u00e7os passa a ser a principal fonte de absor\u00e7\u00e3o do trabalho. Essa fase \u00e9 comumente conhecida como a desindustrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O autor destaca a doen\u00e7a holandesa como sendo uma das fontes da desindustrializa\u00e7\u00e3o, que ocorre quando h\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o de economias com super\u00e1vit na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o para super\u00e1vits nos setores prim\u00e1rios e de servi\u00e7os. Ela ocorre por tr\u00eas raz\u00f5es diferentes: i) a descoberta de recursos naturais, por exemplo, como a que aconteceu na Holanda; ii) o desenvolvimento de atividades exportadoras de servi\u00e7os, principalmente o turismo e as finan\u00e7as, como \u00e9 o caso da Gr\u00e9cia e iii) as mudan\u00e7as na pol\u00edtica econ\u00f4mica (por exemplo mudan\u00e7as nas taxas de juros e de c\u00e2mbio) que levam o pa\u00eds \u00e0 tradicional posi\u00e7\u00e3o de vantagem comparativa est\u00e1tica, citando-se como exemplos o Chile, Brasil e a Argentina.<\/p>\n<p>Palma (2005) explica que esse tipo de desindustrializa\u00e7\u00e3o deve ser distinguido do processo normal de desindustrializa\u00e7\u00e3o, como os ocorridos em muitos pa\u00edses industrializados ap\u00f3s terem atingido a renda <em>per capita<\/em> associada ao ponto de inflex\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre emprego na manufatura e renda <em>per capita<\/em>. Nesses pa\u00edses industrializados, o que ocorre \u00e9 um processo de p\u00f3s-industrializa\u00e7\u00e3o, no qual as economias maduras sofrem com mudan\u00e7as no emprego da manufatura em dire\u00e7\u00e3o a outras atividades, principalmente servi\u00e7os, o que \u00e9 um resultado normal de seu processo de desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Tregena (2009) complementa que definir a desindustrializa\u00e7\u00e3o apenas como a queda na participa\u00e7\u00e3o do emprego da manufatura no total do emprego \u00e9 um conceito restrito, uma vez que negligencia as tend\u00eancias na participa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial no total da produ\u00e7\u00e3o da economia. Tal entendimento poderia levar a interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas, por exemplo, no caso de uma queda na participa\u00e7\u00e3o do emprego industrial paralelamente a um crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial com aumento da parcela da manufatura no PIB, n\u00e3o necessariamente prejudicaria a capacidade da manufatura de puxar o crescimento de longo prazo da economia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>3.Algumas evidencias sobre a trajet\u00f3ria do setor manufatureiro na economia global<\/strong><\/p>\n<p>Considerando apenas o setor manufatureiro, o gr\u00e1fico 1 evidencia as trajet\u00f3rias distintas entre os grupos regionais. De 1970 a 2015, com exce\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es asi\u00e1ticas, houve uma redu\u00e7\u00e3o generalizada da participa\u00e7\u00e3o do setor manufatureiro no valor adicionado total. Nesse per\u00edodo, a participa\u00e7\u00e3o relativa dentro do grupo dos pa\u00edses desenvolvidos reduziu-se em 8,5%, na Am\u00e9rica Latina em 19,8%, Norte da \u00c1frica 11,8% e \u00c1frica Subsaariana em 7,0%. Nas economias em transi\u00e7\u00e3o houve decl\u00ednio de 33,5% em 2015 relativamente ao ano de 1990. Por outro lado, a participa\u00e7\u00e3o do setor manufatureiro elevou-se consideravelmente nos grupos de pa\u00edses do Leste Asi\u00e1tico (120,6%), \u00c1sia Ocidental (60,8%), Sudeste Asi\u00e1tico (50,2%) e Sul da \u00c1sia (42,6%). Como resultado desse processo, a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses do Leste e Sudeste asi\u00e1tico encontra-se hoje bastante superior \u00e0quela dos pa\u00edses desenvolvidos, ao mesmo tempo em que se observa uma redu\u00e7\u00e3o do \u201c<em>gap<\/em> industrial\u201d das demais economias em desenvolvimento e em transi\u00e7\u00e3o <em>vis-\u00e0-vis<\/em> as economias avan\u00e7adas, embora essa converg\u00eancia tenha ocorrido dentro de uma tend\u00eancia de decl\u00ednio generalizado do setor manufatureiro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-8983 size-full\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/grafico.jpg\" alt=\"\" width=\"664\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/grafico.jpg 664w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/grafico-300x215.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao emprego no setor manufatureiro, o quadro \u00e9 ligeiramente distinto daquele observado na participa\u00e7\u00e3o do valor adicionado do setor. No grupo de pa\u00edses desenvolvidos, a outra face da desindustrializa\u00e7\u00e3o mostra-se bem mais acentuada. Conforme a Tabela 1, na Am\u00e9rica Latina, o emprego no setor manufatureiro tem recuado desde a d\u00e9cada de 1980, quando assinalava 15,7% do total, chegando a 12,2% em 2015. Note-se que em algumas economias na regi\u00e3o esse processo t\u00eam se dado de forma mais lenta (Brasil e M\u00e9xico) e em outros de forma muito acelerada (Argentina e Chile).<\/p>\n<p>A queda do emprego industrial tamb\u00e9m \u00e9 significativa a partir dos anos 1980 nos pa\u00edses desenvolvidos, na \u00c1frica do Sul, ao passo que nos demais pa\u00edses da \u00c1frica e na \u00cdndia houve relativa estabilidade do setor, com ligeiro crescimento no per\u00edodo. Em contraste, no Leste e Sudeste asi\u00e1tico nota-se um forte crescimento do emprego nas manufaturas, embora economias atualmente mais maduras como Coreia do Sul e Cingapura afetem negativamente o comportamento das m\u00e9dias regionais especialmente a partir dos anos 1990, como evidencia a Tabela 1.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-8984 size-full\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/tabela1.jpg\" alt=\"\" width=\"588\" height=\"645\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/tabela1.jpg 588w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/tabela1-273x300.jpg 273w\" sizes=\"(max-width: 588px) 100vw, 588px\" \/><\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no PIB e do emprego industrial no emprego total pode ser uma consequ\u00eancia natural do processo de crescimento das economias, isto \u00e9, conforme os pa\u00edses crescem \u00e9 normal o aumento do setor de servi\u00e7os em detrimento da participa\u00e7\u00e3o do setor industrial. Outras vari\u00e1veis ligadas a estabilidade macroecon\u00f4mica, como por exemplo, as taxas de juros e as taxas de c\u00e2mbio, s\u00e3o fatores que podem contribuir para o desempenho do setor industrial, em especial nos pa\u00edses em desenvolvimento, sendo que os efeitos dessas vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas sobre a ind\u00fastria podem ser exacerbados pelo grau de abertura das economias ao exterior. Outro fator relevante \u00e9 a poss\u00edvel ocorr\u00eancia de doen\u00e7a holandesa, que poderia estar relacionada, por exemplo, a um aumento da exporta\u00e7\u00e3o de produtos prim\u00e1rios. Tamb\u00e9m merece destaque para o caso das economias desenvolvidas o fen\u00f4meno da deslocaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, mais especificamente o fato de que muitas grandes empresas de economias desenvolvidas est\u00e3o alocando suas plantas em economias em desenvolvimento com menores custos de produ\u00e7\u00e3o. Por fim, a intensifica\u00e7\u00e3o da desindustrializa\u00e7\u00e3o poderia resultar de pol\u00edticas inadequadas e uma mudan\u00e7a estrutural negativa que se manifesta pelo aumento da financeiriza\u00e7\u00e3o da economia em detrimento do setor real.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a04. <strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p>Os dados evidenciam que o fen\u00f4meno da desindustrializa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica da maioria das economias desenvolvidas e em desenvolvimento, sendo exce\u00e7\u00e3o as economias do leste asi\u00e1tico. N\u00e3o necessariamente a desindustrializa\u00e7\u00e3o faz parte do processo natural de desenvolvimento das economias e, sendo assim, pode trazer consequ\u00eancias importantes para suas trajet\u00f3rias de crescimento e desenvolvimento econ\u00f4mico pela import\u00e2ncia do setor industrial para o crescimento das economias. Sendo assim, \u00e9 preciso examinar mais atentamente as causas e os custos da desindustrializa\u00e7\u00e3o, tanto nas economias desenvolvidas como nas economias em desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3906456237014475\">ARAUJO, E<\/a>.;\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3906456237014475\">ARA\u00daJO, E.<\/a>\u00a0; PUNZO, L. ; PERES, S. \u00a0Uma investiga\u00e7\u00e3o sobre os determinantes da desindustrializa\u00e7\u00e3o: teorias e evid\u00eancias para pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento (1970-2015). In: Anais do XI Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Keynesiana Brasileira, 2018.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>DOSI, G. The nature of the innovative process. In DOSI, G. et al (eds). <strong>Technical Change and Economic Theory. <\/strong>London Pinter Publishers, 1988.<\/p>\n<p>GGDC. Groningen Growth and Development Centre. <em>GGDC-10 Sector Database<\/em>. Available in: <a href=\"https:\/\/www.rug.nl\/ggdc\/productivity\/10-sector\/\">https:\/\/www.rug.nl\/ggdc\/productivity\/10-sector\/<\/a>. Acessed on 03\/02\/2019.<\/p>\n<p>ILOSTAT. International Labour Organization. <em>Key Indicators of Labor Market. <\/em>Available in: <a href=\"https:\/\/www.ilo.org\/ilostat\/faces\/ilostat-home\/home?_adf.ctrl-state=17k9dwooqa_4&amp;_afrLoop=275850321031710#\">https:\/\/www.ilo.org\/ilostat\/faces\/ilostat-home\/home?_adf.ctrl-state=17k9dwooqa_4&amp;_afrLoop=275850321031710#<\/a>!. Acessed on 02\/28\/2019.<\/p>\n<p>KALDOR, N., 1966. Causes of the Slow Rate of Economic Growth of the United Kingdom. An Inaugural Lecture. Cambridge University Press, Cambridge.<\/p>\n<p>NELSON, R.;WINTER, S.G. <strong>An Evolutionary Theory of Economic Change<\/strong>. Cambridge, Harvard University Press, 1982.<\/p>\n<p>PALMA, J.G. (2005), \u2018Four sources of \u201cde\u2010Industrialisation\u201d and a new concept of the \u201cDutch disease\u201d\u2019, in J.A. O&#8217;campo (ed.) (2005), <strong>Beyond Reforms<\/strong>: Structural Dynamics and Macroeconomic Vulnerability, New York: Stanford University Press and World Bank.<\/p>\n<p>PREBISCH, R. O desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina e alguns de seus principais problemas. In: BIELSCHOWSKY, R. (Org). <em>Cinq\u00fcenta anos de pensamento na CEPAL<\/em>. Rio de Janeiro: Record, [1949] 2000.<\/p>\n<p>THIRLWALL, A. P. The balance of payments constraint as an explanation of international growth rates differences. <strong>Banca Nazionale del Lavoro Quarterly Review<\/strong>, v. 32, n\u00ba. 128, p. 45-53, 1979.<\/p>\n<p>TREGENNA, F. (2009). Characterizing deindustrialization: an analysis of changes in manufacturing employment and output internationally. <strong>Cambridge Journal of Economics<\/strong>, Vol. 33.<\/p>\n<p>UNCTAD. United Nations Conference on Trade and Development. Trade and Development Report, 2017: Structural transformation for inclusive and sustained growth. United Nations publication. Sales No. E.16.II.D.5. New York and Geneva.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Sobre as causas da desindustrializa\u00e7\u00e3o nas economias desenvolvidas e em desenvolvimento ver Ara\u00fajo et al. (2018).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":8985,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8982"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}