{"id":8048,"date":"2019-07-04T10:18:03","date_gmt":"2019-07-04T13:18:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=8048"},"modified":"2019-07-04T10:18:03","modified_gmt":"2019-07-04T13:18:03","slug":"artigo-mulheres-desenvolvimento-economico-e-desigualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=8048","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Mulheres, Desenvolvimento Econ\u00f4mico e (Des)igualdade de G\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Celina Ramalho &#8211;\u00a0 Graduada e mestre pela PUC-SP. Doutora pela FGV-SP. Consultora na Semear Consultoria e Treinamento. Professora da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas. Delegada Municipal do Corecon-SP.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/04-07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8049 alignleft\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/04-07.jpg\" alt=\"\" width=\"295\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/04-07.jpg 350w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/04-07-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><\/a>A economia, definida como ci\u00eancia social, \u00e9 uma ferramenta fundamental na an\u00e1lise e nas quest\u00f5es relacionadas \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade. Em rever\u00eancia ao dia 8 de mar\u00e7o, esta breve an\u00e1lise apresenta alguns dos nomes de mulheres que contribu\u00edram grandemente para as suas sociedades e para a humanidade no s\u00e9culo XX. Cita tamb\u00e9m os autores da economia que proporcionaram a teoria do desenvolvimento econ\u00f4mico, e por fim como o Banco Mundial tem analisado a evolu\u00e7\u00e3o do bem-estar das mulheres no \u00edndice <em>Women, Business &amp; Law<\/em> e a indica\u00e7\u00e3o de uma agenda urgente nas sociedades com desigualdade de g\u00eanero acentuada.<\/p>\n<p><strong>A presen\u00e7a feminina no S\u00e9culo XX<\/strong><\/p>\n<p>O S\u00e9culo XX teve como marco hist\u00f3rico a emancipa\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade. Ela se tornou presente nos inventos tecnol\u00f3gicos do in\u00edcio do s\u00e9culo, t\u00e3o logo levando a polonesa Marrie Currie ser a primeira mulher a ganhar um Pr\u00eamio Nobel em 1903, o da F\u00edsica, por suas contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas junto ao marido nas descobertas sobre a radioatividade.<\/p>\n<p>E o que falar de Bertha Ringer Benz, nascida no Gr\u00e3o-ducado de Baden, regi\u00e3o sudoeste da Alemanha. A riqueza de sua fam\u00edlia n\u00e3o lhe isentaou das restri\u00e7\u00f5es ao g\u00eanero feminino da \u00e9poca, como a nega\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de meninas. Aos 9 anos de idade Bertha teve acesso \u00e0 escola e demonstrou seu grande interesse pelas ci\u00eancias naturais, em espec\u00edfico a mec\u00e2nica. Ao se casar com o engenheiro Karl Benz, atendendo \u00e0 exig\u00eancia da \u00e9poca, cedeu seu dote familiar ao marido. Assim ele investiu na Benz &amp; Cie., onde foi desenvolvido o primeiro prot\u00f3tipo do autom\u00f3vel, o Benz Patent-Motorwagen. E foi Bertha Benz a primeira pessoa no mundo a dirigir um autom\u00f3vel a longa dist\u00e2ncia no ano de 1888, sem permiss\u00e3o legal, viajando de Mannheim a Pforzheim, percurso que soma 92 km. Com ela estavam dois filhos de 13 e 15 anos. Em 1944, na data de seu anivers\u00e1rio de 95 anos, Bertha foi laureada com o pr\u00eamio de Senadora Honor\u00e1vel do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Instituto_de_Tecnologia_de_Karlsruhe\">Instituto de Tecnologia de Karlsruhe<\/a>, vindo a falecer 4 dias depois.<\/p>\n<p>A emancipa\u00e7\u00e3o da mulher tamb\u00e9m se apresentou nas sociedades mais desenvolvidas a partir da II Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, que tinha como um dos resultados as inova\u00e7\u00f5es acess\u00edveis para uso das fam\u00edlias como os eletrodom\u00e9sticos. Os refrigeradores e a preserva\u00e7\u00e3o dos alimentos mudavam o sentido da mulher na planta\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de animais para o sustento da fam\u00edlia. Os fog\u00f5es a g\u00e1s e a energia el\u00e9trica facilitaram o processamento dos alimentos e a manuten\u00e7\u00e3o das habita\u00e7\u00f5es. A ind\u00fastria de utens\u00edlios de mat\u00e9ria pl\u00e1stica e produtos qu\u00edmicos para uso dom\u00e9stico tamb\u00e9m foi um avan\u00e7o na organiza\u00e7\u00e3o dos lares. E o perfil social seguia essas tend\u00eancias das novas tecnologias da \u00e9poca. Tudo isso modificava o tempo da mulher em casa para mais disponibilidade ao mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A sintetiza\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio feminino permitiu o planejamento familiar. Com mais essa condi\u00e7\u00e3o as mulheres, na segunda metade do S\u00e9culo XX, passaram a ter mais exposi\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a no mercado de trabalho. Sua presen\u00e7a modificou n\u00e3o s\u00f3 o ambiente de trabalho at\u00e9 ent\u00e3o eminentemente masculino, mas tamb\u00e9m a representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na sociedade.<\/p>\n<p>Esse foi um processo iniciado nos pa\u00edses mais desenvolvidos, em que se destacaram nomes como o de Margaret Tatcher. A brit\u00e2nica era formada em Qu\u00edmica e em sua longa carreira pol\u00edtica chegou ao cargo de primeira ministra da Inglaterra de 1979 a 1990. Nesse per\u00edodo da economia mundial a ind\u00fastria e a economia dos pa\u00edses desenvolvidos enfrentavam o desafio do alto custo do petr\u00f3leo, a mat\u00e9ria-prima essencial para o processo industrial instalado desde o in\u00edcio do s\u00e9culo que movia as economias internas dos pa\u00edses e a economia internacional. Era um cen\u00e1rio de grande crise das economias centrais, principalmente da Inglaterra. Margaret Tatcher n\u00e3o por menos foi eternizada como A Dama de Ferro.<\/p>\n<p>Atualmente, e em sentido oposto aos destaques femininos do S\u00e9culo XX, nos pa\u00edses de menor renda a escassez de recursos tang\u00edveis e intang\u00edveis impede a presen\u00e7a das mulheres nas escolas, no mercado de trabalho e nas representa\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas. Com isso, a diferen\u00e7a social nos pa\u00edses e entre os pa\u00edses \u00e9 muito evidente entre os de renda mais alta e os de menor renda.<\/p>\n<p><strong>Teoria econ\u00f4mica e mais mulheres em posi\u00e7\u00f5es de destaque no S\u00e9culo XXI<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente a autora brit\u00e2nica Linda Yueh em seu livro <em>The Great Economists<\/em> cita doze economistas cuja contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s an\u00e1lises do crescimento e desenvolvimento econ\u00f4mico se fazem presentes. O primeiro a ser citado pela autora n\u00e3o poderia deixar de ser Adam Smith, por ter sido o primeiro autor a estabelecer a economia como ci\u00eancia. Sua considera\u00e7\u00e3o \u00e0 riqueza das na\u00e7\u00f5es e os meios que tornavam as sociedades economicamente supridas tinha cunho iminentemente social.<\/p>\n<p>As vias para a melhoria da vida de todos tamb\u00e9m foram investigadas por David Ricardo, Alfred Marshall, Irving Fischer, Joseph Schumpeter, Friedrich Hayeck e Milton Friedman. John Maynard Keynes explorou a sa\u00edda da economia americana da Grande Depress\u00e3o.<\/p>\n<p>A mulher economista de destaque na hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico \u00e9 Joan Robinson, brit\u00e2nica e disc\u00edpula de Keynes, considerada p\u00f3s-keynesiana. Nos anos 1930 foi a \u00fanica economista autora de reconhecimento mundial em sua investiga\u00e7\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os dos bens de capital, sobre concorr\u00eancia e a criadora do termo monops\u00f4nio para a situa\u00e7\u00e3o de mercado em que h\u00e1 t\u00e3o somente um agente demandante.<\/p>\n<p>Roberto Solow, Pr\u00eamio Nobel de Economia em 1987, desenvolveu o Modelo de Solow-Swan, procurando responder por que uns pa\u00edses s\u00e3o mais ricos que outros.<\/p>\n<p>E a dizer de Douglass North, Pr\u00eamio Nobel de Economia em 1993, que criou a teoria da economia institucional. O institucionalismo, enquanto garantidor do direito de propriedade, garante as restri\u00e7\u00f5es humanamente concebidas, que estruturam as intera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais e econ\u00f4micas, sendo a via para o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Tanto para Solow como para North a contribui\u00e7\u00e3o com o conceito e modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico e institui\u00e7\u00f5es preveem equidade nas sociedades, e portanto a igualdade de g\u00eaneros como premissa.<\/p>\n<p>Por sua vez, ao tempo da evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia econ\u00f4mica at\u00e9 os nossos dias, na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI destacam-se cargos ocupados por mulheres nas organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Em junho de 2011 a advogada francesa Christine Lagarde foi eleita Diretora-Gerente do FMI, o maior posto do organismo internacional ocupado por uma mulher pela primeira vez. Iniciava-se a forma\u00e7\u00e3o do time feminino da an\u00e1lise econ\u00f4mica do FMI, que em 2018 foi seguido pelo cargo de economista-chefe do Fundo ocupado pela indiana Gita Gopinath. Na OCDE ficou para Lawrence Boone o cargo de economista-chefe. Kristalina Georgieva, economista b\u00falgara, \u00e9 a primeira executiva-chefe do Banco Mundial, reportando diretamente ao presidente. A cidad\u00e3 americana e grega Pinelopi Goldberg foi nomeada economista-chefe do Banco Mundial, destacada por publica\u00e7\u00f5es sobre os efeitos da globaliza\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o de renda e desigualdade nas economias emergentes. Essas mulheres est\u00e3o ocupando os cargos at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E o que tem sido estudado e destacado sobre as condi\u00e7\u00f5es das mulheres na sociedade?<\/strong><\/p>\n<p>Ao considerarmos a hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico, uma evid\u00eancia prevalecente das sociedades menos desenvolvidas no s\u00e9culo XXI \u00e9 a diferen\u00e7a social entre homens e mulheres. Visando uma observa\u00e7\u00e3o de como evolui a inclus\u00e3o das mulheres na sociedade, o relat\u00f3rio do Banco Mundial <em>Women, Business &amp; the Law 2019: a decade of reform<\/em>, destaca que a igualdade de g\u00eanero \u00e9 fator cr\u00edtico do desenvolvimento econ\u00f4mico. O relat\u00f3rio, que neste ano completa 10 anos \u00e9 assinado pela economista Kristalina Georgieva como Presidente Interina do Banco Mundial.<\/p>\n<p>A teoria e o modelo de crescimento econ\u00f4mico de Solow considerou as vari\u00e1veis capital fixo e capital humano, e seus respectivos par\u00e2metros de tecnologia e conhecimento. O relat\u00f3rio <em>Woman, Business &amp; the Law<\/em> (WBL) considera que a igualdade de g\u00eanero \u00e9 um componente cr\u00edtico do crescimento econ\u00f4mico, que pode ser considerado no modelo como parametriza\u00e7\u00e3o do capital humano de um pa\u00eds. Sendo as mulheres metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, e nossa \u00eanfase em criar um mundo mais pr\u00f3spero, isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel se as leis nos retroagem.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o do WBL de 2019 visa a melhor compreens\u00e3o de como os empregos e o empreendedorismo das mulheres s\u00e3o afetados pela discrimina\u00e7\u00e3o. Para isso usa a metodologia que considera 10 anos de dados que resultam um \u00edndice baseado em decis\u00f5es econ\u00f4micas que as mulheres fazem durante a sua vida no que se refere ao trabalho. Inicialmente considera-se a mulher de 25 anos que tem o seu primeiro emprego, a m\u00e3e que tenta equilibrar o trabalho com os cuidados com os filhos, at\u00e9 a mulher que chega \u00e0 aposentadoria. O \u00edndice explora como as decis\u00f5es econ\u00f4micas que as mulheres fazem s\u00e3o afetadas pelas leis.<\/p>\n<p>As perguntas feitas para a composi\u00e7\u00e3o do \u00edndice est\u00e3o divididas em 8 se\u00e7\u00f5es na cronologia das fases de trabalho das mulheres. S\u00e3o elas:<\/p>\n<p>1 \u2013 Acesso aos locais e ambientes de trabalho<\/p>\n<p>2 \u2013 Inicia\u00e7\u00e3o de um trabalho<\/p>\n<p>3 \u2013 Remunera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>4 \u2013 Casamento<\/p>\n<p>5 \u2013 Ter filhos<\/p>\n<p>6 \u2013 Inicia\u00e7\u00e3o de uma atividade empreendedora<\/p>\n<p>7 \u2013 Gest\u00e3o dos recursos<\/p>\n<p>8 \u2013 Obten\u00e7\u00e3o da aposentadoria<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O resultado mostra que houve muito progresso no sentido da igualdade legal de g\u00eanero na \u00faltima d\u00e9cada. Em 131 economias houve 274 reformas de lei e regulamenta\u00e7\u00e3o que levaram ao aumento da igualdade de g\u00eanero. Isso inclui 35 economias que implementaram leis de ass\u00e9dio sexual no ambiente de trabalho, o que protegeu aproximadamente 2 bilh\u00f5es de mulheres na \u00faltima d\u00e9cada. Isso mesmo! Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o feminina do mundo.<\/p>\n<p>Na escala de 0 a 100, indicando que quanto mais pr\u00f3ximo de 100 h\u00e1 total condi\u00e7\u00e3o da mulher na evolu\u00e7\u00e3o da sua carreira, a m\u00e9dia global \u00e9 de 74,71. Esse resultado de \u00edndice mostra que uma economia padr\u00e3o oferece \u00e0s mulheres apenas tr\u00eas quartos dos diretos dos homens no mercado de trabalho. O \u00edndice aumenta conforme as condi\u00e7\u00f5es de trabalho para as mulheres tendem a equivaler \u00e0s dos homens. E assim elevam-se junto as condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Tabela: \u00cdndice WBI em 2.019, pa\u00edses selecionados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p><strong>\u00cdndice<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p><strong>Pa\u00edses<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>100<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>B\u00e9lgica, Dinamarca, Fran\u00e7a, Let\u00e3o, Luxemburgo, Su\u00e9cia<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>97,50<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>\u00c1ustria, Canad\u00e1, Finl\u00e2ndia, Gr\u00e9cia, Portugal, Espanha, Reino Unido<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>86,25<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>China, M\u00e9xico, Nicar\u00e1gua<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>83,75<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>Estados Unidos<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>81,88<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>Brasil, Tajiquist\u00e3o, Vietn\u00e3<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>74,71<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>MUNDO<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>73,13<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>R\u00fassia, Marrocos, Uganda<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>71,25<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>\u00cdndia, Eti\u00f3pia, Rep\u00fablica Central Africana<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"75\">\n<p>Abaixo de 50<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"331\">\n<p>Egito, Mal\u00e1sia, Banladesh, Congo, Paquist\u00e3o, Sud\u00e3o, Iraque, Afeganist\u00e3o, Jord\u00e2nia, Kuwait, Quatar, Ir\u00e3, Emirados \u00c1rabes, Ar\u00e1bia Sa\u00fadita<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Base de dados Women, Business and Law, 2019.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O \u00edndice 81,88 do Brasil significa que o ambiente de trabalho para as mulheres cumpre aproximadamente 4\/5 das condi\u00e7\u00f5es dos homens.<\/p>\n<p>Mas ainda muitas leis e regulamenta\u00e7\u00f5es continuam impedindo a entrada das mulheres no mercado de trabalho ou a inicia\u00e7\u00e3o de um neg\u00f3cio. Essa discrimina\u00e7\u00e3o pode ter efeitos perversos sobre a inclus\u00e3o econ\u00f4mica das mulheres e sua participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho. As economias que falharam na implementa\u00e7\u00e3o das reformas em favor da igualdade de g\u00eanero nos \u00faltimos dez anos tiveram um aumento percentual menor das mulheres que passaram a trabalhar e na porcentagem de mulheres trabalhando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 porcentagem de homens.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio cita que para se atingir a igualdade de g\u00eanero \u00e9 necess\u00e1rio mais do que mudan\u00e7as nas leis. As leis devem ser efetivamente implantadas, o que requer um arcabou\u00e7o pol\u00edtico, a lideran\u00e7a de homens e mulheres nas sociedades, e mudan\u00e7as nas normas culturais e nas atitudes. Ainda que o progresso observado pelo \u00edndice WBL de 2019 seja positivo, \u00e9 evidente a necessidade de muita prolifera\u00e7\u00e3o da igualdade de oportunidades para as mulheres no mundo.<\/p>\n<p>Na se\u00e7\u00e3o sobre como as reformas acontecem em favor da inclus\u00e3o das mulheres, o relat\u00f3rio WBI cita o exemplo do Brasil na promulga\u00e7\u00e3o da lei Maria da Penha contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica, que leva o nome em honra \u00e0 brasileira e o fato ocorrido com ela.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses, principalmente os do sul da \u00c1sia e leste da \u00c1frica apresentaram evolu\u00e7\u00e3o institucional em favor das mulheres no direito \u00e0 propriedade e independ\u00eancia nas decis\u00f5es econ\u00f4micas. O alerta cr\u00edtico fica para os pa\u00edses cujo \u00edndice resultou menor que 50.<\/p>\n<p>Ainda que as prerrogativas do Banco Mundial no relat\u00f3rio estejam presentes na motiva\u00e7\u00e3o aos governos que garantem a participa\u00e7\u00e3o plena e igual das mulheres, considerando que o mundo pode ser melhor com as oportunidades de talento de toda a popula\u00e7\u00e3o mundial, fica a lacuna dos mais de 25% das condi\u00e7\u00f5es adversas da inclus\u00e3o das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho no mundo. Essa \u00e9 uma tarefa que requer a aten\u00e7\u00e3o de todos os pa\u00edses, independentemente do seu resultado de \u00edndice e mesmo aos que o tenham pr\u00f3ximo de 100. H\u00e1 muito a se considerar sobre a igualdade de g\u00eanero no mundo em benef\u00edcio \u00e0s diferen\u00e7as feitas \u00e0s mulheres e os impactos na sua condi\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":8049,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8048","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8048"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8048"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8048\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8049"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}