{"id":7850,"date":"2019-05-30T09:31:34","date_gmt":"2019-05-30T12:31:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=7850"},"modified":"2019-05-30T09:31:34","modified_gmt":"2019-05-30T12:31:34","slug":"artigo-viabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=7850","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Viabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Palavra muito utilizada no cotidiano das pessoas, mas pouco efetivada no cotidiano dos neg\u00f3cios. Preciso\nviabilizar meu empr\u00e9stimo, preciso viabilizar uma rede de esgoto,\npreciso viabilizar a cirurgia, preciso viabilizar uma fonte de\nenergia, preciso viabilizar minha viagem, preciso viabilizar minha\npescaria (convencer a dona patroa&#8230;), etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas,\nafinal, qual o sentido da viabilidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo\n\u00e2ngulo econ\u00f4mico, o estudo de viabilidade econ\u00f4mica objetiva\ncoletar e processar informa\u00e7\u00f5es a respeito de amplia\u00e7\u00e3o,\nrenova\u00e7\u00e3o ou novas oportunidade de investimentos para an\u00e1lises de\nsua futura lucratividade (retorno do capital investido) e\nrentabilidade (per\u00edodo de retorno do capital investido).<\/p>\n\n\n\n<p>Bom\ndizer que isso tudo tem a ver com o capital privado, pois, o setor\np\u00fablico n\u00e3o precisa viabilizar nada, bastando apenas atender a\nnecessidade de uma pessoa que seja (\u00d3timo Pareteano) quando da\nimplanta\u00e7\u00e3o de uma obra ou servi\u00e7o, por\u00e9m, desde que efetuado sob\na vis\u00e3o do gasto eficiente, tendo como suporte a an\u00e1lise do\nbenef\u00edcio\/custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto,\num estudo de viabilidade n\u00e3o aborda somente aspectos econ\u00f4micos,\nmas, sim, os aspectos t\u00e9cnicos e tecnol\u00f3gicos de um futuro\nempreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Aspectos\nt\u00e9cnicos envolvem as considera\u00e7\u00f5es referentes a sele\u00e7\u00e3o entre os\ndiversos potenciais para esta ou aquela atividade, processos de\nprodu\u00e7\u00e3o, engenharia do projeto, arranjo f\u00edsico dos equipamentos,\nm\u00e3o-de-obra, mat\u00e9ria-prima e outros fatores.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto\naos aspectos tecnol\u00f3gicos, de nada adiantar\u00e1 avan\u00e7ar num projeto\nde investimento caso n\u00e3o se tenha conhecimento da tecnologia a ser\nutilizada no processo produtivo ou ciclo operacional do investimento\nsem a devida tecnologia madura ou em processo acelerado e avan\u00e7ado\ndo seu desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os\nexemplos cr\u00edticos s\u00e3o muitos pelo Brasil a fora. No caso espec\u00edfico\nde Mato Grosso, na hist\u00f3ria dos grandes projetos na Amaz\u00f4nia,\nrecordemo-nos da cl\u00e1ssica e ousada f\u00e1brica de \u00f3leo de baba\u00e7u em\nV\u00e1rzea Grande, na famosa Matoveg S\/A, quando n\u00e3o se conhecia a\nmelhor tecnologia para quebrar o coco de baba\u00e7u em alta escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim,\nt\u00e9cnica e tecnologia s\u00e3o condicionantes e determinantes para o\nalcance da viabilidade econ\u00f4mica nas tomadas de decis\u00f5es\ninvestivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9\npor isso que estudiosos da tem\u00e1tica viabilidade t\u00eam afirmado que\nestudo de viabilidade difere de projeto de financiamento para o\natendimento de exig\u00eancias de bancos financiadores, tendo em vista\nque o estudo \u00e9 muito mais detalhado e complexo que um projeto de\nfinanciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para\nos dias atuais ainda existe a quest\u00e3o ambiental, por\u00e9m, num estudo\nde viabilidade, al\u00e9m do estudo de mercado, engenharia do projeto,\ndentre outros, h\u00e1 que se preocupar com a localiza\u00e7\u00e3o do\nempreendimento e seus res\u00edduos, sendo que estes \u00faltimos poder\u00e3o\nser vend\u00e1veis ou n\u00e3o, podendo proporcionar mais uma receita para a\nempresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9\npor isso que, prud\u00eancia ecol\u00f3gica ser\u00e1 um defensivo para o caos\nambiental, em vista de que os novos investimentos, amplia\u00e7\u00e3o ou sua\nrenova\u00e7\u00e3o s\u00e3o geradores de economias externas e deseconomias\nexeternas, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 necessidade, sem d\u00favida, de viabilidade\nambiental, mas, sim, dos estudos de impactos ambientais e dos\nrelat\u00f3rios de impactos ambientais (EIA\/RIMA), conforme estabelecido\ne exigido constitucionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\nEm\ns\u00edntese, viabilidade econ\u00f4mica importa porque tudo tem um custo,\ncontudo, antes que estejamos todos mortos no longo prazo,\nincontest\u00e1vel que teremos que respeitar os limites do crescimento, a\npartir das complexidades econ\u00f4mica, social, pol\u00edtica e\nambiental-ecol\u00f3gica, num mundo fragmentado e desigual, que, talvez,\nem busca de um mundo global sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ernani L\u00facio Pinto de Souza, 56, cuiabano, economista do NIEPE\/FE\/UFMT e mestre em planejamento do desenvolvimento pela ANPEC\/NAEA\/UFPA. Foi vice-presidente do CORECON-MT (elpsouza@ufmt.br)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavra muito utilizada no cotidiano das pessoas, mas pouco efetivada no cotidiano dos neg\u00f3cios. 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