{"id":6644,"date":"2018-11-01T10:38:19","date_gmt":"2018-11-01T13:38:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=6644"},"modified":"2018-11-01T10:38:19","modified_gmt":"2018-11-01T13:38:19","slug":"xxx-ene-segunda-noite-de-debates-focou-no-financiamento-do-desenvolvimento-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=6644","title":{"rendered":"XXX ENE: Segunda noite de debates focou no financiamento do desenvolvimento do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">A segunda noite de debates do XXX Encontro de Entidades de Economistas do Nordeste ocorreu nesta quarta-feira, 31 de outubro, na cidade de Imperatriz (MA). O tema em discuss\u00e3o foi \u201cFinanciamento do desenvolvimento no Nordeste\u201d e teve como palestrantes o conselheiro federal e presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioecon\u00f4micos e Cartogr\u00e1ficos (IMESC), Felipe de Holanda; e o economista-chefe do Banco do Nordeste, Luiz Alberto Esteves. O presidente do Cofecon, Wellington Leonardo da Silva, prestigia o evento.<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/luis.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6648 size-full alignright\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/luis.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/luis.jpg 350w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/luis-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a>Primeiro a se apresentar, Luis Alberto Esteves iniciou sua fala abordando o que os bancos fazem desde que surgiram. \u201cO sistema banc\u00e1rio como conhecemos vem da Idade M\u00e9dia. Naquela \u00e9poca, as economias cresciam 1% a cada 10 anos, isso quando era bom. N\u00e3o havia grandes varia\u00e7\u00f5es de produtividade, eram institui\u00e7\u00f5es pequenas que s\u00f3 emprestavam dinheiro para quem conheciam e n\u00e3o havia infla\u00e7\u00e3o ou risco de mercado\u201d, contou. Segundo o economista, a Peste Negra faliu mais de 600 bancos apenas na It\u00e1lia, na \u00e9poca, e aqueles que sobreviveram decidiram ocupar esse espa\u00e7o. Para isso, come\u00e7aram a emprestar dinheiro para pessoas que n\u00e3o conheciam e, assim, apareceu o risco. \u201cCome\u00e7aram a exigir garantias. O neg\u00f3cio do banco \u00e9 o neg\u00f3cio do risco. Quanto mais informa\u00e7\u00e3o eu tenho sobre quem eu empresto o dinheiro, melhor. Se o risco de n\u00e3o pagar \u00e9 grande, as taxas s\u00e3o altas, se h\u00e1 um risco pequeno, as taxas s\u00e3o baixas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Luis Alberto, a \u00e1rea de gerenciamento de riscos, em um banco, \u00e9 onde h\u00e1 os maiores avan\u00e7os de tecnologias modernas que se utilizam de dados, que \u00e9 por exemplo o <i>big data<\/i>. \u201cAs empresas est\u00e3o usando algoritmos para acessar informa\u00e7\u00f5es que, analisadas, podem extrair todo o excedente do consumidor. O banco passa a avaliar exatamente o seu perfil e cobrar exatamente o que voc\u00ea pode pagar\u201d, disse. Segundo Luiz Alberto, grandes empresas t\u00eam acesso a cr\u00e9dito porque h\u00e1 muitas informa\u00e7\u00f5es sobre elas, dispon\u00edveis inclusive na internet. Os desafios s\u00e3o as microempresas, que tem pouca informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel na internet. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer algoritmo de<em> big data<\/em> onde n\u00e3o existe data. A nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a falta de informa\u00e7\u00e3o fa\u00e7a com que o cr\u00e9dito para microempresas fique mais caro e os requisitos de garantias fiquem mais altos. Nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de como podemos construir algoritmos inclusivos \u2013 que tipo de coleta de informa\u00e7\u00f5es tenho que fazer para pegar o projeto certo, em meio a tantos que podem dar errado?\u201d, refletiu.<\/p>\n<p align=\"justify\">Felipe de Holanda tra\u00e7ou o cen\u00e1rio internacional, nacional e regional nordestino, apontando a conjuntura pol\u00edtico-econ\u00f4mica em cada um deles e seus principais desafios. \u201cN\u00f3s estamos em um cen\u00e1rio internacional de dificuldades e estamos vendo uma possibilidade de \u2018grecifica\u00e7\u00e3o\u2019 e n\u00e3o de \u2018venezueliza\u00e7\u00e3o\u2019 do Brasil se n\u00e3o tiver, de fato, condi\u00e7\u00f5es de fazer reformas fiscais, e elas precisam de um ambiente de crescimento\u201d, relatou Felipe de Holanda. Para o conselheiro federal, o cen\u00e1rio internacional piorou e \u00e9 menos favor\u00e1vel para o financiamento de desiquil\u00edbrios macroecon\u00f4micos em um pa\u00eds como o Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/felipe-holanda.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6645 size-full alignleft\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/felipe-holanda.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/felipe-holanda.jpg 350w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/felipe-holanda-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a>Sobre o cen\u00e1rio nacional, Felipe de Holanda destacou que a economia est\u00e1 se recuperando, retomando emprego. \u201cSe analisarmos o acumulado de 2018 comparado com o que acontece no acumulado de 2017, de fato h\u00e1 crescimento na \u00e1rea de bens de consumo dur\u00e1veis, uma recupera\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es. Mas, se olharmos o n\u00edvel onde esses agregados macroecon\u00f4micos est\u00e3o e onde estavam em 2014, a gente v\u00ea que esse per\u00edodo recessivo n\u00e3o tem semelhan\u00e7a com nada que aconteceu no p\u00f3s-guerra, no Brasil. Em geral, nas crises recessivas voc\u00ea tinha um relan\u00e7amento da economia dois ou tr\u00eas anos depois, o investimento voltava rapidamente, e o que a gente pode dizer aqui \u00e9 que os agregados macroecon\u00f4micos n\u00e3o respondem. \u00c9 uma crise diferente, podemos dizer que estamos com caracter\u00edsticas de estagna\u00e7\u00e3o mesmo\u201d, disse.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o conselheiro federal, a macroeconomia b\u00e1sica aponta um grande erro de diagn\u00f3stico que est\u00e1 colocado desde o in\u00edcio do governo Dilma. \u201cO que a economia precisa \u00e9 de um ambiente de crescimento, de investimentos\u201d, recomendou. Para Felipe de Holanda, o governo de Jair Bolsonaro defende a necessidade de perseguir o equil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio a todo custo e, em seguida, a realiza\u00e7\u00e3o de privatiza\u00e7\u00f5es, estimadas em R$ 1 trilh\u00e3o. \u201cN\u00e3o estamos vendo articula\u00e7\u00e3o com um programa de investimentos que v\u00e1 impactar a constru\u00e7\u00e3o civil, a retomada de obras f\u00edsicas, por exemplo. N\u00f3s vamos continuar em uma situa\u00e7\u00e3o em que haver\u00e1 crescimento marginal, com um ou outro setor apresentando uma guinada, mas o problema do desemprego vai se gravar no pa\u00eds. Com esse agravamento, n\u00f3s vamos ter problemas pol\u00edticos para o presidente que acaba de se eleger. Muito provavelmente vai perder popularidade e capacidade de aglutinar setores\u201d, refletiu o economista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Ainda citando o presidente eleito, Felipe de Holanda mostrou preocupa\u00e7\u00e3o com as mensagens que Jair Bolsonaro e seus apoiadores difundem, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao Nordeste. \u201cEle diz que vai acabar com o coitadismo. Ser\u00e1 que o Nordeste n\u00e3o precisa de uma aten\u00e7\u00e3o especial com a situa\u00e7\u00e3o ocupacional que n\u00f3s estamos vivendo hoje? Vemos erros de diagn\u00f3stico e de terapias, e isso n\u00e3o vai produzir crescimento econ\u00f4mico. Muito provavelmente vamos nos ver em uma crise pol\u00edtica novamente daqui a 10 ou 15 meses\u201d, argumentou o conselheiro federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><b><a href=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/galera.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6646 size-full alignright\" src=\"http:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/galera.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/galera.jpg 350w, https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/galera-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a>XXX ENE<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">O XXX ENE continuar\u00e1 nessa quinta-feira, 1\u00ba de novembro, com palestra do economista e conselheiro federal Antonio Corr\u00eaa de Lacerda e do economista e professor da faculdade de economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Oswaldo Ferreira Guerra. Eles falar\u00e3o sobre \u201cOs desafios da conjuntura e os caminhos para o Brasil sair da crise\u201d. Ap\u00f3s a palestra, haver\u00e1 lan\u00e7amento do livro Economia Brasileira &#8211; 6\u00aa Ed. 2018 \u2013 Ant\u00f4nio Corr\u00eaa de Lacerda; e da Revista Mundo Econ\u00f4mico &#8211; vol.3, 2\u00aa SEM\/2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A segunda noite de debates do XXX Encontro de Entidades de Economistas do Nordeste ocorreu nesta quarta-feira, 31 de outubro, na cidade de Imperatriz (MA). O tema em discuss\u00e3o foi \u201cFinanciamento do desenvolvimento no Nordeste\u201d e teve como palestrantes o<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=6644\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6645,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47,2],"tags":[],"class_list":["post-6644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acoes-da-presidencia-wellington","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6644"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6644\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}