{"id":6640,"date":"2018-11-01T10:00:54","date_gmt":"2018-11-01T13:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=6640"},"modified":"2018-11-01T10:00:54","modified_gmt":"2018-11-01T13:00:54","slug":"copom-mantem-juros-em-65","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=6640","title":{"rendered":"Copom mant\u00e9m juros em 6,5%"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (31) manter a taxa b\u00e1sica de juros em 6,5% ao ano. A decis\u00e3o foi tomada por unanimidade, sendo esta a quinta reuni\u00e3o consecutiva em que n\u00e3o se altera a taxa de juros, fixada neste patamar desde mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<p>Leia abaixo o comunicado divulgado pelo Copom:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 6,50% a.a.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A atualiza\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio b\u00e1sico do Copom pode ser descrita com as seguintes observa\u00e7\u00f5es:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Indicadores recentes da atividade econ\u00f4mica continuam evidenciando recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira, em ritmo mais gradual que o vislumbrado no in\u00edcio do ano;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O cen\u00e1rio externo permanece desafiador, com apetite ao risco em rela\u00e7\u00e3o a economias emergentes aqu\u00e9m do n\u00edvel vigente no in\u00edcio do ano. Os principais riscos seguem associados \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o das taxas de juros em algumas economias avan\u00e7adas e a incertezas referentes ao com\u00e9rcio global;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Comit\u00ea avalia que diversas medidas de infla\u00e7\u00e3o subjacente se encontram em n\u00edveis apropriados, inclusive os componentes mais sens\u00edveis ao ciclo econ\u00f4mico e \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>As expectativas de infla\u00e7\u00e3o para 2018, 2019 e 2020 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,4%, 4,2% e 4,0%, respectivamente. As expectativas para 2021 permaneceram em torno de 3,9%; e<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No cen\u00e1rio com trajet\u00f3rias para as taxas de juros e c\u00e2mbio extra\u00eddas da pesquisa Focus, as proje\u00e7\u00f5es do Copom situam-se em torno de 4,4% para 2018, 4,2% para 2019 e 3,7% para 2020. Esse cen\u00e1rio sup\u00f5e trajet\u00f3ria de juros que encerra 2018 em 6,50% a.a., se eleva a 8,0% a.a. em 2019 e permanece nesse patamar at\u00e9 o final de 2020. Tamb\u00e9m sup\u00f5e trajet\u00f3ria para a taxa de c\u00e2mbio que termina 2018 em R$\/US$ 3,71, 2019 em R$\/US$ 3,80 e 2020 em R$\/US$ 3,75. No cen\u00e1rio com juros constantes a 6,50% a.a. e taxa de c\u00e2mbio constante a R$\/US$ 3,70*, as proje\u00e7\u00f5es situam-se em torno de 4,4% para 2018, 4,2% para 2019 e 4,1% para 2020.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Comit\u00ea ressalta que, em seu cen\u00e1rio b\u00e1sico para a infla\u00e7\u00e3o, permanecem fatores de risco em ambas as dire\u00e7\u00f5es, mas com maior peso nos dois \u00faltimos riscos. Por um lado, (i) o n\u00edvel de ociosidade elevado pode produzir trajet\u00f3ria prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) uma frustra\u00e7\u00e3o das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira pode afetar pr\u00eamios de risco e elevar a trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o no horizonte relevante para a pol\u00edtica monet\u00e1ria. Esse risco se intensifica no caso de (iii) deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo para economias emergentes. O Comit\u00ea julga que o grau de assimetria do balan\u00e7o de riscos diminuiu desde sua reuni\u00e3o anterior.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Considerando o cen\u00e1rio b\u00e1sico, o balan\u00e7o de riscos e o amplo conjunto de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela manuten\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros em 6,50% a.a. O Comit\u00ea entende que essa decis\u00e3o reflete seu cen\u00e1rio b\u00e1sico e balan\u00e7o de riscos para a infla\u00e7\u00e3o prospectiva e \u00e9 compat\u00edvel com a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta no horizonte relevante para a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, que inclui o ano-calend\u00e1rio de 2019 e, em menor grau, de 2020.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Comit\u00ea enfatiza que a continuidade do processo de reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira \u00e9 essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o baixa no m\u00e9dio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da economia. O Comit\u00ea ressalta ainda que a percep\u00e7\u00e3o de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e proje\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas correntes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Copom entende que deve pautar sua atua\u00e7\u00e3o com foco na evolu\u00e7\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o, do seu balan\u00e7o de riscos e da atividade econ\u00f4mica. Choques que produzam ajustes de pre\u00e7os relativos devem ser combatidos apenas no impacto secund\u00e1rio que poder\u00e3o ter na infla\u00e7\u00e3o prospectiva (i.e., na propaga\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os da economia n\u00e3o diretamente afetados pelo choque). \u00c9 por meio desses efeitos secund\u00e1rios que esses choques podem afetar as proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o e alterar o balan\u00e7o de riscos. Esses efeitos podem ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas de infla\u00e7\u00e3o ancoradas nas metas. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica entre choques recentes e a pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Copom reitera que a conjuntura econ\u00f4mica ainda prescreve pol\u00edtica monet\u00e1ria estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Esse est\u00edmulo come\u00e7ar\u00e1 a ser removido gradualmente caso o cen\u00e1rio prospectivo para a infla\u00e7\u00e3o no horizonte relevante para a pol\u00edtica monet\u00e1ria e\/ou seu balan\u00e7o de riscos apresentem piora.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Na avalia\u00e7\u00e3o do Copom, a evolu\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio b\u00e1sico e do balan\u00e7o de riscos prescreve manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic no n\u00edvel vigente. O Copom ressalta que os pr\u00f3ximos passos da pol\u00edtica monet\u00e1ria continuar\u00e3o dependendo da evolu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, do balan\u00e7o de riscos e das proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Votaram por essa decis\u00e3o os seguintes membros do Comit\u00ea: Ilan Goldfajn (Presidente), Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, Maur\u00edcio Costa de Moura, Ot\u00e1vio Ribeiro Damaso, Paulo S\u00e9rgio Neves de Souza, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corr\u00eaa Marques e Tiago Couto Berriel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>*Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cota\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da taxa de c\u00e2mbio R$\/US$ observada nos cinco dias \u00fateis encerrados na sexta-feira anterior \u00e0 reuni\u00e3o do Copom.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (31) manter a taxa b\u00e1sica de juros em 6,5% ao ano. 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