{"id":6583,"date":"2018-10-26T12:43:22","date_gmt":"2018-10-26T15:43:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=6583"},"modified":"2025-01-08T02:04:07","modified_gmt":"2025-01-08T05:04:07","slug":"artigo-retomada-ou-recaida-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=6583","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Retomada ou reca\u00edda econ\u00f4mica?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil passa por uma recupera\u00e7\u00e3o lenta ap\u00f3s padecer de uma profunda recess\u00e3o. Desde 1981, o Pa\u00eds passou 35% dos trimestres em recess\u00e3o, provocada por uma s\u00e9rie de eventos externos e internos, persistindo, em quase todas as situa\u00e7\u00f5es, uma m\u00e1 condu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da pol\u00edtica econ\u00f4mica.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo recente aconteceu no governo Dilma Rousseff, quando se somaram erros nas pol\u00edticas monet\u00e1ria e fiscal com a inabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, completa-se sete trimestres desde o fim da recess\u00e3o e o crescimento lento leva \u00e0 incerteza, e a incerteza leva ao crescimento lento, uma vez que reduz tanto os n\u00edveis de investimento quanto os de consumo na economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um cen\u00e1rio favor\u00e1vel, o novo presidente se comprometeria com as reformas, principalmente com a previdenci\u00e1ria, a tribut\u00e1ria e a pol\u00edtica, levando ao equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas e a melhoria no ambiente de neg\u00f3cios; enquanto que, no ambiente externo, a estabiliza\u00e7\u00e3o dos juros americanos e elevaria a atra\u00e7\u00e3o de capitais externos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel, n\u00e3o haveria a aprova\u00e7\u00e3o das reformas e, muito menos, a retomada dos investimentos; adicione a isso a eleva\u00e7\u00e3o dos juros americanos, o lento crescimento mundial, a queda no pre\u00e7o das commodities e o aumento no risco econ\u00f4mico dos pa\u00edses emergentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um lado, seria improv\u00e1vel o Fernando Haddad controlar a sua tropa de keynesianos ansiosos para aumentar o protagonismo econ\u00f4mico do governo, mesmo com o d\u00e9ficit prim\u00e1rio existente e com o endividamento em mais de 80% do PIB, o que poderia levar a uma depress\u00e3o cambial seguida de infla\u00e7\u00e3o, juros altos e recess\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, existe um conflito entre o ultraliberalismo do Paulo Guedes e as id\u00e9ias nacionalistas de Jair Bolsonaro, al\u00e9m da inc\u00f3gnita sobre a maleabilidade do capit\u00e3o nas inevit\u00e1veis e longas negocia\u00e7\u00f5es com o Congresso Nacional sobre as reformas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambas as alternativas eleitorais apontam o risco de fracasso nas reformas, o que pode levar a um ajuste via arrecada\u00e7\u00e3o, quando a experi\u00eancia mostra que ajustes fiscais focados no incremento da arrecada\u00e7\u00e3o em economias fragilizadas, quase sempre, trazem o grande risco de uma nova recess\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Lauro Chaves Neto &#8211;\u00a0Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Artigo publicado no Jornal O Povo em 26\/10\/2018.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil passa por uma recupera\u00e7\u00e3o lenta ap\u00f3s padecer de uma profunda recess\u00e3o. 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