{"id":5385,"date":"2018-06-21T09:52:31","date_gmt":"2018-06-21T12:52:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=5385"},"modified":"2018-06-21T09:52:31","modified_gmt":"2018-06-21T12:52:31","slug":"artigo-em-defesa-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=5385","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Em defesa do Estado"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\">Um dos maiores entraves ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social do Brasil \u00e9 sua estrutura tribut\u00e1ria, fortemente regressiva. De onde v\u00eam e para onde v\u00e3o os recursos que o Estado brasileiro arrecada? Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, s\u00e3o arrecadados principalmente dos trabalhadores e da classe m\u00e9dia e direcionados, sobretudo, para os mais ricos.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\">Nossa estrutura tribut\u00e1ria \u00e9 socialmente injusta, mas \u00e9 tamb\u00e9m economicamente irracional. Ao tributar excessivamente o consumo, imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es \u00e0 demanda agregada, desestimulando a atividade produtiva. De outro lado, tributa excessivamente as empresas e muito pouco a renda e a riqueza. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\">Vejamos o exemplo da tributa\u00e7\u00e3o sobre lucros e dividendos. Na Alemanha, a al\u00edquota \u00e9 de 30,2% para a Pessoa Jur\u00eddica e de 26,4% sobre os dividendos distribu\u00eddos aos acionistas. No Reino Unido, 19% e 26% respectivamente, e, nessa propor\u00e7\u00e3o, em todos os 34 pa\u00edses da OCDE, exceto a Est\u00f4nia. No Brasil, a al\u00edquota \u00e9 de 34% para a PJ e zero para os acionistas. Dessa forma, sobre o montante de rendimento isento e n\u00e3o tribut\u00e1vel, distribu\u00eddo a t\u00edtulo de lucros e dividendos, que em 2015 totalizou R$ 481 bilh\u00f5es, o Estado arrecadou zero. Se houvesse uma al\u00edquota similar \u00e0s da Alemanha e Reino Unido, teria arrecadado R$ 125 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\">Contrariamente ao que pregam os liberais, o Estado \u00e9 e tem sido imprescind\u00edvel para a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento e a redu\u00e7\u00e3o da pobreza e da desigualdade. Lembremos que em 1980, em plena ditadura militar, t\u00e3o defendida pelo capit\u00e3o candidato, 40% das crian\u00e7as brasileiras estavam fora da escola e a mortalidade infantil era de escandalosas 70 mortes para cada mil crian\u00e7as nascidas. Atualmente, 98% das crian\u00e7as est\u00e3o matriculadas no ensino fundamental e a taxa de mortalidade infantil caiu para 13 por mil. E tal avan\u00e7o \u00e9 devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Estado. J\u00e1 passou da hora da discuss\u00e3o sobre nossa estrutura tribut\u00e1ria entrar no debate eleitoral.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><a name=\"_GoBack\"><\/a><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"> <b>J\u00falio Miragaya, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Economistas\u00a0<\/b><\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><b>da Am\u00e9rica Latina e Caribe<\/b><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores entraves ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social do Brasil \u00e9 sua estrutura tribut\u00e1ria, fortemente regressiva. De onde v\u00eam e para onde v\u00e3o os recursos que o Estado brasileiro arrecada? 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