{"id":4829,"date":"2018-05-04T10:41:36","date_gmt":"2018-05-04T13:41:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cofecon.org.br\/?p=4829"},"modified":"2018-05-04T10:41:36","modified_gmt":"2018-05-04T13:41:36","slug":"marx-200-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=4829","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Marx, 200 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesse 5 de maio comemora-se o bicenten\u00e1rio de nascimento de um dos maiores g\u00eanios e mais influentes personagens da hist\u00f3ria, o alem\u00e3o Karl Marx. Nascido em 1818 na outrora Pr\u00fassia, Marx, em parceria com Engels, dissecou as entranhas do funcionamento do sistema capitalista e formulou as teorias da Mais-Valia e do Socialismo Cient\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ess\u00eancia do pensamento Marxista sempre foi a inconformidade com a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, a apropria\u00e7\u00e3o privada da produ\u00e7\u00e3o social &#8211; que n\u00e3o surgiu com o capitalismo \u2013 da\u00ed, sua afirma\u00e7\u00e3o de que \u201ca hist\u00f3ria de todas as sociedades que existiram at\u00e9 nossos dias tem sido a hist\u00f3ria das lutas de classes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atualidade do marxismo se expressa na desigualdade social que vive nosso planeta, em escala jamais vista, mas h\u00e1 os que buscam desacredit\u00e1-lo. \u00c9 o caso de Fernando Cardim de Carvalho, professor da UFRJ, no artigo \u201cMeu encontro (e desencontro) com Marx\u201d. Cardim afirma que teses marxistas como a da \u201cqueda tendencial da taxa de lucro\u201d e a de \u201cmis\u00e9ria crescente dos trabalhadores\u201d n\u00e3o resistiram ao exame emp\u00edrico. Como n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro caso, Cardim, como professor de Economia, deveria reconhecer que a tese foi v\u00e1lida no est\u00e1gio do capitalismo industrial, do s\u00e9culo XIX at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, em que o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico conduzia ao aumento da produtividade do trabalho e, consequentemente, a parcela de capital vari\u00e1vel (sal\u00e1rios) decrescia em rela\u00e7\u00e3o ao capital constante. E que s\u00f3 foi \u201cdriblada\u201d no atual est\u00e1gio putrefato do capitalismo, marcado pela especula\u00e7\u00e3o e pilhagem financeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mis\u00e9ria crescente dos trabalhadores &#8211; que s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior em fun\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, que a levou a conquistas hist\u00f3ricas &#8211; o bilh\u00e3o de pessoas subnutridas no planeta a torna observ\u00e1vel em termos absolutos, mas \u00e9 crescente, sobretudo, em termos relativos, com o 1% mais rico acumulando riqueza superior a de 80% da humanidade. Cardim se desencontrou, n\u00e3o com Marx, mas com a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>J\u00falio Miragaya, conselheiro do Conselheiro Federal de Economia, foi presidente da autarquia em 2016\/17<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Artigo publicado originalmente na edi\u00e7\u00e3o de 03\/05 do Jornal de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesse 5 de maio comemora-se o bicenten\u00e1rio de nascimento de um dos maiores g\u00eanios e mais influentes personagens da hist\u00f3ria, o alem\u00e3o Karl Marx. 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