{"id":28527,"date":"2026-09-16T10:10:30","date_gmt":"2026-09-16T13:10:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28527"},"modified":"2026-09-16T10:12:30","modified_gmt":"2026-09-16T13:12:30","slug":"cofecon-apresenta-revista-economistas-61-com-artigos-sobre-desenvolvimento-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28527","title":{"rendered":"Cofecon apresenta Revista Economistas #61, com artigos sobre desenvolvimento regional\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o re\u00fane artigos que discutem desigualdades territoriais e pol\u00edticas de desenvolvimento, al\u00e9m de uma entrevista com Rosa Freire d\u2019Aguiar<\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel online a edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 61 da revista Economistas! A publica\u00e7\u00e3o tem como tema o desenvolvimento regional e re\u00fane reflex\u00f5es sobre v\u00e1rios aspectos, tais como como o papel da ind\u00fastria, um projeto nacional de desenvolvimento, capacidade fiscal, institui\u00e7\u00f5es, pol\u00edticas impl\u00edcitas e expl\u00edcitas, integra\u00e7\u00e3o nacional, precifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, a regionaliza\u00e7\u00e3o do programa Nova Ind\u00fastria Brasil, o papel de regi\u00f5es como a Amaz\u00f4nia e o Nordeste e a \u00eanfase no fato de que a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades \u00e9 uma agenda de desenvolvimento e n\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o. A revista pode ser acessada clicando <a href=\"https:\/\/online.flippingbook.com\/view\/582672855\/\">AQUI<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Uma entrevista com Rosa Freire d&#8217;Aguiar revisita o pensamento de Celso Furtado, um dos principais pensadores do desenvolvimento regional no Brasil. Ela fala sobre a conviv\u00eancia com o economista, o ex\u00edlio em Paris, o pensamento de Celso e o trabalho de pesquisa e organiza\u00e7\u00e3o da correspond\u00eancia e dos seus escritos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento regional<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas econ\u00f4micas, sociais, ambientais e produtivas variam entre os territ\u00f3rios, o que exige pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de considerar essas especificidades e aproveitar as potencialidades locais. Investir em infraestrutura, educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o, qualifica\u00e7\u00e3o profissional e diversifica\u00e7\u00e3o das atividades produtivas contribui para fortalecer as economias regionais, gerar emprego e renda e promover um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo. Nesse processo, os economistas possuem uma tarefa importante ao formular diagn\u00f3sticos, pensar estrat\u00e9gias e construir e avaliar pol\u00edticas de longo prazo que articulem crescimento econ\u00f4mico e redu\u00e7\u00e3o das desigualdades territoriais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Artigos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aristides Monteiro realiza uma an\u00e1lise do desenvolvimento regional no Brasil desde o ano 2000, com um quarto de s\u00e9culo marcado pelo crescimento do agroneg\u00f3cio para exporta\u00e7\u00e3o e a perda gradual do peso da ind\u00fastria no PIB brasileiro. Em seu artigo, ele discute uma estrat\u00e9gia para superar este quadro, classificando o foco em objetivos claros e bem definidos como um objetivo essencial para essa finalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cl\u00e1udia Arruda escreve sobre um projeto nacional de desenvolvimento e desigualdade regional no Brasil. Ela aponta que este projeto s\u00f3 ser\u00e1 bem-sucedido se combater as profundas desigualdades regionais existentes, que impactam a qualidade produtiva, a integra\u00e7\u00e3o social e as oportunidades de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e intergeracional.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Constantino Cronemberger Mendes argumenta que a an\u00e1lise das assimetrias territoriais estaria incompleta sem considerar o contexto macroestrutural da rigidez or\u00e7ament\u00e1ria federativa. Neste contexto, \u00e9 necess\u00e1rio um sistema de equaliza\u00e7\u00e3o fiscal que leve em conta as demandas socioecon\u00f4micas locais e maior coordena\u00e7\u00e3o federativa de suas pol\u00edticas setoriais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Jos\u00e9 Monteiro da Costa discorre sobre o papel da Amaz\u00f4nia dentro do Brasil, entendendo que ela foi incorporada ao espa\u00e7o nacional como uma ordem regional de acesso limitado, na qual as oportunidades n\u00e3o dependem de regras impessoais, mas da posi\u00e7\u00e3o de agentes, de suas redes e da proximidade com os centros de poder. A quest\u00e3o decisiva, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 somente quanto investir, mas quem acesso os instrumentos de integra\u00e7\u00e3o, como a riqueza circula e quem captura seus resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jorge Jatob\u00e1 aponta que o Nordeste de hoje \u00e9 mais pr\u00f3spero que o de d\u00e9cadas atr\u00e1s. Contudo, precisa ser mais c\u00e9lere na sua trajet\u00f3ria de desenvolvimento, e n\u00e3o h\u00e1 leis de mercado que regi\u00f5es mais pobres possam crescer mais rapidamente do que as mais ricas. Por isso, o princ\u00edpio fundamental da pol\u00edtica p\u00fablica \u00e9 o da igualdade de oportunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo de Cl\u00e1udio da Costa Oliveira discute o conceito de pre\u00e7o nacional de desenvolvimento, sob o qual determinados insumos estrat\u00e9gicos produzidos no Brasil devem contribuir n\u00e3o apenas com a receita de seus produtores, mas tamb\u00e9m com a forma\u00e7\u00e3o de cadeias produtivas competitivas dentro do Pa\u00eds. Quando chegam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional em condi\u00e7\u00f5es pouco competitivas, o Brasil exporta recursos naturais e depois importa bens fabricados com mat\u00e9rias-primas semelhantes \u00e0s que exportou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reduzir desigualdades regionais \u00e9 agenda de desenvolvimento, n\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o argumento que aparece no artigo A Geografia do Crescimento, de Eduardo Rangel de Moraes. Ele conclui que a geografia do crescimento brasileiro n\u00e3o est\u00e1 determinada pelo acaso, mas pelas escolhas de pol\u00edtica econ\u00f4mica e institucional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como destravar a Amaz\u00f4nia e transform\u00e1-la numa pot\u00eancia global? Esta \u00e9 a pergunta que o artigo de Michele Aracaty busca responder. Ela argumenta que \u00e9 essencial fazer uma transi\u00e7\u00e3o de uma economia da destrui\u00e7\u00e3o para a economia da natureza, com base na bioeconomia de alta tecnologia, que valorize a preserva\u00e7\u00e3o da floresta e melhore a vida das pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Fernando Cavalcanti Filho defende a necessidade de territorializar o programa Nova Ind\u00fastria Brasil (NIB), integrando pol\u00edticas macroecon\u00f4micas industriais e regionais. Na vis\u00e3o do autor, um NIB regionalizado fomentar\u00e1 sistemas produtivos de bens de capital e de servi\u00e7os \u00e0s empresas em escala suficiente para viabilizar a lucratividade das demais atividades industriais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leitura gratuita&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Revista Economistas n\u00ba 61 est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente em formato digital no portal do Cofecon. A publica\u00e7\u00e3o re\u00fane reflex\u00f5es de pesquisadores, professores, gestores p\u00fablicos e profissionais da Economia, contribuindo para o debate qualificado sobre os desafios e as oportunidades do desenvolvimento brasileiro.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edi\u00e7\u00e3o re\u00fane artigos que discutem desigualdades territoriais e pol\u00edticas de desenvolvimento, al\u00e9m de uma entrevista com Rosa Freire d\u2019Aguiar\u00a0 J\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel online a edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 61 da revista Economistas! 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