{"id":28311,"date":"2026-08-19T17:47:13","date_gmt":"2026-08-19T20:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28311"},"modified":"2026-08-21T15:40:44","modified_gmt":"2026-08-21T18:40:44","slug":"economistas-estado-e-compromisso-com-o-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28311","title":{"rendered":"Economistas, Estado e compromisso com o longo prazo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em artigo de opini\u00e3o, o economista Antonio Prado* defende que o papel dos economistas comprometidos com o desenvolvimento \u00e9 defender o longo prazo e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas capazes de transformar a estrutura produtiva e social do pa\u00eds<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o dos 75 anos da regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o&nbsp;de economista \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade para refletirmos sobre a responsabilidade p\u00fablica daqueles que escolheram estudar e interpretar a economia. Essa responsabilidade ultrapassa a an\u00e1lise t\u00e9cnica dos indicadores: exige compromisso com a democracia, com a verdade dos n\u00fameros e com a constru\u00e7\u00e3o de um projeto de desenvolvimento de longo prazo para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha experi\u00eancia profissional permitiu-me conviver durante sete anos com o Congresso Nacional, inicialmente como assessor no Senado Federal e, posteriormente, como respons\u00e1vel pelas rela\u00e7\u00f5es governamentais do BNDES. Nesse per\u00edodo, aprendi a compreender a pluralidade caracter\u00edstica do Parlamento e a respeitar o trabalho dos parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 no espa\u00e7o parlamentar que as diverg\u00eancias e os interesses presentes na sociedade podem ser expressos, confrontados e transformados em decis\u00f5es coletivas. Apesar de suas limita\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, os parlamentos \u2013 federal, estaduais e municipais \u2013 constituem a representa\u00e7\u00e3o mais direta da democracia. Preserv\u00e1-los e aperfei\u00e7o\u00e1-los \u00e9 parte fundamental da defesa do regime democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma vida dedicada \u00e0 economia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Comecei a estudar economia em 1976. S\u00e3o, portanto, 50 anos de estudo e atividade profissional. Tive a felicidade de trabalhar como economista desde muito jovem at\u00e9 a aposentadoria, come\u00e7ando pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos, o DIEESE.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrei no DIEESE trabalhando com o c\u00e1lculo do custo de vida, justamente em uma \u00e9poca marcada por controv\u00e9rsias sobre a mensura\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o. Foi uma experi\u00eancia decisiva para compreender que as estat\u00edsticas econ\u00f4micas n\u00e3o s\u00e3o abstra\u00e7\u00f5es. Elas influenciam sal\u00e1rios, contratos, pol\u00edticas p\u00fablicas e as condi\u00e7\u00f5es concretas de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer e defender institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. O IBGE desempenha uma fun\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para o conhecimento da realidade nacional e para a pr\u00f3pria democracia. Sem estat\u00edsticas p\u00fablicas confi\u00e1veis, n\u00e3o h\u00e1 planejamento adequado, avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas nem debate econ\u00f4mico qualificado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Juros e d\u00edvida p\u00fablica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em 31 de dezembro de 2022, a taxa Selic estava em 13,75% ao ano. Hoje est\u00e1 em 14%. Trata-se, em ambos os casos, de um n\u00edvel extremamente elevado, com graves consequ\u00eancias para o investimento, a atividade econ\u00f4mica e as contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica brasileira n\u00e3o cresce fundamentalmente por causa do gasto prim\u00e1rio. Seu crescimento est\u00e1 fortemente relacionado ao custo dos juros. Quando se fala em aproximadamente R$ 1 trilh\u00e3o em juros nominais, \u00e9 importante distinguir o que efetivamente sai do caixa do Tesouro da parcela incorporada ao estoque da d\u00edvida. Mais de R$ 300 bilh\u00f5es representam pagamentos realizados pelo Tesouro, enquanto o restante corresponde, em grande medida, \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de juros sobre o pr\u00f3prio estoque da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica \u00e9, sem d\u00favida, uma quest\u00e3o relevante. Mas ela n\u00e3o ser\u00e1 resolvida mediante cortes indiscriminados na Previd\u00eancia Social, na sa\u00fade, na educa\u00e7\u00e3o e nas pol\u00edticas sociais. Uma pol\u00edtica fiscal consistente deve considerar o efeito dos juros, o ritmo de crescimento da economia, a capacidade de arrecada\u00e7\u00e3o do Estado e a qualidade dos gastos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem crescimento econ\u00f4mico e expans\u00e3o da capacidade produtiva, qualquer ajuste fiscal ser\u00e1 fr\u00e1gil e socialmente destrutivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Estado e o planejamento de longo prazo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Precisamos compreender definitivamente que o Estado \u00e9 necess\u00e1rio e que o Brasil precisa de planejamento e de pol\u00edticas de Estado. A cada mudan\u00e7a de governo, pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o interrompidas, \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o reorganizados e conhecimentos acumulados durante d\u00e9cadas s\u00e3o descartados, muitas vezes sem qualquer avalia\u00e7\u00e3o s\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo representa um desperd\u00edcio monumental de recursos p\u00fablicos e de talentos. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica re\u00fane quadros t\u00e9cnicos, experi\u00eancias institucionais e conhecimentos especializados que n\u00e3o podem ser reconstru\u00eddos de uma hora para outra. Destruir minist\u00e9rios, equipes e programas sem conhecer adequadamente seu funcionamento significa eliminar capacidades que o pa\u00eds levou d\u00e9cadas para desenvolver.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa descontinuidade constitui um dos grandes problemas da Am\u00e9rica Latina. Durante oito anos, como secret\u00e1rio-executivo adjunto da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, acompanhei de perto as economias da Venezuela, do Chile, da Argentina, da Col\u00f4mbia e do Peru. Em diferentes momentos e sob diferentes governos, esses pa\u00edses foram prejudicados por uma vis\u00e3o m\u00edope que pretendeu reduzir o Estado a uma estrutura m\u00ednima, incapaz de planejar, coordenar investimentos e assegurar servi\u00e7os essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia hist\u00f3rica dos pa\u00edses desenvolvidos demonstra os limites dessa concep\u00e7\u00e3o. No final do s\u00e9culo XIX, a carga tribut\u00e1ria brit\u00e2nica correspondia a aproximadamente 9% da renda nacional. No p\u00f3s-guerra, chegou a cerca de 40%. Mesmo durante o governo de Margaret Thatcher, marcado por privatiza\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas liberais, ela n\u00e3o caiu para menos de aproximadamente 35% e, posteriormente, voltou a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ocorreu porque sociedades predominantemente urbanas s\u00e3o complexas. Em pa\u00edses nos quais mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o vive nas cidades, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel organizar a vida coletiva com as institui\u00e7\u00f5es de uma sociedade agr\u00e1ria dos s\u00e9culos XVIII ou XIX. Transporte, saneamento, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, energia, seguran\u00e7a social, ci\u00eancia e tecnologia exigem planejamento, financiamento e coordena\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria experi\u00eancia brit\u00e2nica mostrou os limites das privatiza\u00e7\u00f5es realizadas sem salvaguardas suficientes. A degrada\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais levou \u00e0 revis\u00e3o de modelos de gest\u00e3o e \u00e0 retomada de formas de interven\u00e7\u00e3o direta do Estado em setores estrat\u00e9gicos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estado de bem-estar e distribui\u00e7\u00e3o de renda<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O Estado de bem-estar social surgiu na Europa, sobretudo no per\u00edodo posterior \u00e0 Segunda Guerra Mundial, porque n\u00e3o havia outra maneira de proteger as fam\u00edlias contra o desemprego, a doen\u00e7a, a velhice e as desigualdades produzidas pelo funcionamento do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses europeus e em grande parte da OCDE, a distribui\u00e7\u00e3o de renda antes dos impostos e das transfer\u00eancias p\u00fablicas \u00e9 muito mais desigual do que a distribui\u00e7\u00e3o observada depois da atua\u00e7\u00e3o estatal. O \u00edndice de Gini cai substancialmente ap\u00f3s a cobran\u00e7a progressiva de impostos e a realiza\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancias e servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o sistema tribut\u00e1rio ainda \u00e9 regressivo, embora a reforma tribut\u00e1ria e a desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica possam contribuir para reduzir o peso dos tributos sobre o consumo das fam\u00edlias de menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre o tamanho do Estado, portanto, n\u00e3o pode ser separada da pergunta essencial: que sociedade queremos construir? Um Estado capaz de reduzir desigualdades, promover o desenvolvimento e proteger as fam\u00edlias necessita de recursos, institui\u00e7\u00f5es e capacidade de planejamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A responsabilidade dos economistas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os economistas n\u00e3o t\u00eam apenas a obriga\u00e7\u00e3o de analisar dados. Temos um compromisso com a verdade. Somos profissionais formados para examinar criticamente os n\u00fameros e oferecer \u00e0 sociedade e aos respons\u00e1veis pelas decis\u00f5es p\u00fablicas uma interpreta\u00e7\u00e3o tecnicamente fundamentada da realidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso exige resistir aos discursos vazios e verificar as informa\u00e7\u00f5es em suas fontes. \u00c9 preciso examinar, por exemplo, o Balan\u00e7o Geral da Uni\u00e3o, compreender a composi\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, separar fluxos de caixa de apropria\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis e identificar os verdadeiros determinantes da evolu\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para os gastos tribut\u00e1rios. No \u00e2mbito federal, eles alcan\u00e7am aproximadamente R$ 544 bilh\u00f5es. O Simples Nacional representa a maior rubrica individual, com cerca de R$ 120 bilh\u00f5es, mas \u00e9 tamb\u00e9m um dos benef\u00edcios mais justific\u00e1veis, pois atende micro e pequenas empresas que enfrentam maiores dificuldades de financiamento, inova\u00e7\u00e3o e acesso aos mercados.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema central n\u00e3o est\u00e1 no Simples Nacional. Uma parcela muito expressiva dos gastos tribut\u00e1rios concentra-se em poucas centenas de grandes empresas, muitas das quais possuem capacidade pr\u00f3pria de financiamento, inova\u00e7\u00e3o, ganhos de produtividade e inser\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, portanto, avaliar os benef\u00edcios tribut\u00e1rios segundo crit\u00e9rios objetivos: finalidade, adicionalidade, impacto sobre o investimento e o emprego, contribui\u00e7\u00e3o para a produtividade, prazo de dura\u00e7\u00e3o, contrapartidas e resultados efetivamente alcan\u00e7ados. Incentivos que n\u00e3o produzem benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos compat\u00edveis com seu custo devem ser revistos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tive a oportunidade de participar da cria\u00e7\u00e3o do Simples Nacional quando trabalhava na assessoria da lideran\u00e7a do governo no Senado. Conhe\u00e7o, por isso, sua import\u00e2ncia como instrumento de formaliza\u00e7\u00e3o, simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e apoio aos pequenos neg\u00f3cios. N\u00e3o se pode colocar no mesmo plano esse instrumento e benef\u00edcios concedidos sem transpar\u00eancia ou avalia\u00e7\u00e3o adequada a grandes empresas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Autonomia do Banco Central e conflito de interesses<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A autonomia do Banco Central pode ser defendida como princ\u00edpio institucional, mas \u00e9 necess\u00e1rio discutir o modelo concreto adotado no Brasil. Um dos problemas \u00e9 a chamada porta girat\u00f3ria entre o Banco Central e o mercado financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o parece aceit\u00e1vel que um presidente ou diretor do Banco Central, depois de conhecer informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas sobre o sistema financeiro e as carteiras das institui\u00e7\u00f5es, possa deixar o cargo e, poucos meses depois, assumir uma posi\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o em um banco privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ra\u00fal Prebisch, que participou da cria\u00e7\u00e3o do Banco Central da Argentina, recusou posteriormente um convite para trabalhar em uma institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Considerava anti\u00e9tico usar, em benef\u00edcio privado, o conhecimento adquirido no exerc\u00edcio de uma fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Em diversos pa\u00edses, o per\u00edodo de quarentena aplic\u00e1vel a essas situa\u00e7\u00f5es chega a dois anos. O Brasil precisa aperfei\u00e7oar suas regras para prevenir conflitos de interesses e proteger a credibilidade das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A autonomia do Banco Central tamb\u00e9m n\u00e3o pode significar isolamento em rela\u00e7\u00e3o aos objetivos gerais da sociedade. A pol\u00edtica monet\u00e1ria tem efeitos profundos sobre o crescimento, o emprego, o investimento, a ind\u00fastria, o or\u00e7amento p\u00fablico e a distribui\u00e7\u00e3o da renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma taxa de juros de 14% ao ano n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o puramente t\u00e9cnica e neutra. Ela favorece determinados interesses, penaliza outros e influencia o futuro do pa\u00eds. O Banco Central n\u00e3o pode permanecer submetido \u00e0 press\u00e3o cotidiana dos agentes da Faria Lima, cuja atua\u00e7\u00e3o est\u00e1 predominantemente orientada pelos resultados financeiros de curto prazo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A defesa do longo prazo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O papel dos economistas comprometidos com o desenvolvimento \u00e9 defender o longo prazo. Precisamos analisar os dados com rigor, desmentir diagn\u00f3sticos falsos e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas capazes de transformar a estrutura produtiva e social do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta afirmar que queremos transformar o Brasil. \u00c9 necess\u00e1rio lutar concretamente por essa transforma\u00e7\u00e3o, defendendo a democracia, o planejamento, a continuidade das pol\u00edticas p\u00fablicas, a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e a recupera\u00e7\u00e3o da capacidade do Estado de promover o desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao celebrar os 75 anos da regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, homenageio todos os economistas e economistas que dedicaram sua trajet\u00f3ria profissional \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Fa\u00e7o essa homenagem na figura de Walter Barelli, com quem tive o privil\u00e9gio de trabalhar no DIEESE durante os 23 anos em que integrei a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Barelli foi deputado federal, ministro do Trabalho e secret\u00e1rio de Emprego e Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho do Estado de S\u00e3o Paulo. Foi, sobretudo, um grande economista e um grande brasileiro, para quem o conhecimento econ\u00f4mico estava inseparavelmente ligado \u00e0 democracia, ao trabalho e \u00e0 justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p>Que sua trajet\u00f3ria nos recorde aquilo que deve orientar nossa profiss\u00e3o: rigor na an\u00e1lise, compromisso p\u00fablico e responsabilidade com o futuro do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Antonio Prado \u00e9 vice-presidente do Corecon-SP.<\/em><br><br>Palestra do autor na Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>As ideias, opini\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es contidas neste artigo s\u00e3o de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es), n\u00e3o refletindo, necessariamente, o posicionamento institucional do Conselho Federal de Economia, nem devendo ser interpretadas como manifesta\u00e7\u00e3o oficial da entidade.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo de opini\u00e3o, o economista Antonio Prado* defende que o papel dos economistas comprometidos com o desenvolvimento \u00e9 defender o longo prazo e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas capazes de transformar a estrutura produtiva e social<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28311\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":28335,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,65],"tags":[],"class_list":["post-28311","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-artigo-de-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28311"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28311"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28344,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28311\/revisions\/28344"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}