{"id":28038,"date":"2026-06-19T17:30:11","date_gmt":"2026-06-19T20:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28038"},"modified":"2026-06-19T18:16:07","modified_gmt":"2026-06-19T21:16:07","slug":"seminario-nacional-da-mulher-economista-e-diversidade-mesa-5-inclusao-diversidade-e-trajetorias-que-transformam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28038","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio Nacional da Mulher Economista e Diversidade &#8211; Mesa 5: Inclus\u00e3o, diversidade e trajet\u00f3rias que transformam"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Jana\u00edna Silva Alves, Ilva Abreu e Girlian Silva de Sousa discutem desigualdades e barreiras estruturais na forma\u00e7\u00e3o das economistas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a ao longo da trajet\u00f3ria acad\u00eamica em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas foram o foco das reflex\u00f5es apresentadas por Jana\u00edna Silva Alves, Ilva Abreu e Girlian Silva de Sousa no IV Semin\u00e1rio Nacional da Mulher Economista e Diversidade, realizado em Manaus nos dias 18 e 19 de junho. Jana\u00edna chamou a aten\u00e7\u00e3o para a baixa participa\u00e7\u00e3o feminina nos cursos e para a sub-representa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas como econometria e macroeconomia; Ilva refor\u00e7ou que o crescimento da presen\u00e7a feminina no ensino superior representa uma ruptura hist\u00f3rica, mas insuficiente para romper o que chama de \u201clabirinto de cristal\u201d; e Girlian ampliou o debate ao questionar quem produz o conhecimento na universidade, destacando as barreiras enfrentadas por mulheres negras e estudantes de origem popular.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"IV Semin\u00e1rio Nacional de Mulheres Economistas e Diversidade | 19\/06\/2026 \u00e0s 9h\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GtIBVVEPyUE?start=3881&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA inclus\u00e3o das mulheres na economia n\u00e3o come\u00e7a no mercado de trabalho, ela come\u00e7a na universidade\u201d, afirmou a economista Jana\u00edna Silva Alves ao analisar os desafios da diversidade nos cursos de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas. Com base em dados da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ela demonstra que a participa\u00e7\u00e3o feminina entre os ingressantes do curso permanece historicamente baixa e observa, tamb\u00e9m, que as mulheres ainda est\u00e3o sub-representadas em \u00e1reas como macroeconomia, econometria e modelagem econ\u00f4mica. Para enfrentar esse cen\u00e1rio, apresentou o projeto Mulheres na Economia, criado em 2026, que busca fortalecer a perman\u00eancia das estudantes por meio de a\u00e7\u00f5es de mentoria e acolhimento. \u201cN\u00e3o basta garantir o acesso; \u00e9 preciso criar condi\u00e7\u00f5es para que elas permane\u00e7am, se desenvolvam e se enxerguem ocupando espa\u00e7os de lideran\u00e7a\u201d, ressalta. Ela tamb\u00e9m abordou quest\u00f5es como seguran\u00e7a, mobilidade urbana e familiares como problemas que fazem da perman\u00eancia feminina na universidade um desafio maior e defendeu a import\u00e2ncia de pol\u00edticas de apoio. \u201cPrecisamos validar trajet\u00f3rias femininas e mostrar que elas pertencem a esses espa\u00e7os\u201d, afirma, defendendo que a universidade assuma um papel ativo na constru\u00e7\u00e3o de ambientes mais inclusivos e capazes de inspirar novas gera\u00e7\u00f5es de economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Ilva Ruas Abreu, da Universidade Estadual de Montes Claros, mencionou que a presen\u00e7a cresce das mulheres no ensino superior brasileiro \u00e9 uma ruptura hist\u00f3rica, e n\u00e3o uma mera mudan\u00e7a estat\u00edstica. Ela destaca que, entre 2013 e 2023, o n\u00famero de mulheres matriculadas nas universidades brasileiras cresceu de 4,2 milh\u00f5es para cerca de 10 milh\u00f5es. No entanto, o aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina n\u00e3o foi suficiente para eliminar as desigualdades nos espa\u00e7os de prest\u00edgio e poder acad\u00eamico: segundo a professora, em posi\u00e7\u00f5es mais altas na hierarquia universit\u00e1ria, a presen\u00e7a masculina cresce enquanto a feminina diminui. \u201cAs mulheres entram na universidade, produzem conhecimento, concluem suas forma\u00e7\u00f5es, mas continuam sub-representadas nos postos mais altos da carreira acad\u00eamica\u201d, observa, lembrando que elas representam apenas cerca de um ter\u00e7o das bolsas de produtividade do CNPq. Para explicar esse processo, Ilva vai al\u00e9m da met\u00e1fora do \u201cteto de vidro\u201d e apresenta o conceito de \u201clabirinto de cristal\u201d, que descreve os m\u00faltiplos obst\u00e1culos encontrados ao longo da trajet\u00f3ria profissional das mulheres. \u201cN\u00e3o existe apenas uma barreira final; existem v\u00e1rios obst\u00e1culos espalhados pelo caminho\u201d, destaca. J\u00e1 a professora Girlian Silva de Sousa, ao refletir sobre racismo e desigualdade, mencionou a necessidade de perguntar quem produz o conhecimento e quem ocupa os espa\u00e7os de poder dentro da universidade, questionando por que mulheres negras e ind\u00edgenas continuam sendo raridade nos cargos de lideran\u00e7a e nos espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o, apesar de estarem cada vez mais presentes nas salas de aula universit\u00e1rias. \u201cEntrar na universidade n\u00e3o significa, necessariamente, estar inclu\u00eddo nela\u201d, observa. \u201cMuitos estudantes oriundos da escola p\u00fablica chegam \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o enfrentando dificuldades acumuladas ao longo de sua trajet\u00f3ria educacional e nem sempre encontram o suporte necess\u00e1rio para permanecer e prosperar\u201d. Ela tamb\u00e9m relatou que, em sua pr\u00e1tica docente, busca fortalecer a autonomia intelectual dos estudantes, recusando uma l\u00f3gica assistencialista e oferecendo ferramentas para que eles reconhe\u00e7am sua pr\u00f3pria capacidade. \u201cNosso papel n\u00e3o \u00e9 conceder favores, mas criar condi\u00e7\u00f5es para que os estudantes reconhe\u00e7am seu m\u00e9rito e desenvolvam plenamente seu potencial\u201d, conclui, defendendo uma academia mais diversa e comprometida com a transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jana\u00edna Silva Alves, Ilva Abreu e Girlian Silva de Sousa discutem desigualdades e barreiras estruturais na forma\u00e7\u00e3o das economistas As desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a ao longo da trajet\u00f3ria acad\u00eamica em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas foram o foco das reflex\u00f5es apresentadas por<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28038\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":28052,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,2],"tags":[],"class_list":["post-28038","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28038"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28038"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28038\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28040,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28038\/revisions\/28040"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}