{"id":28036,"date":"2026-06-19T17:27:52","date_gmt":"2026-06-19T20:27:52","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28036"},"modified":"2026-06-19T18:15:23","modified_gmt":"2026-06-19T21:15:23","slug":"seminario-nacional-da-mulher-economista-e-diversidade-mesa-4-questoes-de-genero-meio-ambiente-e-raca-a-luz-da-economia-feminista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28036","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio Nacional da Mulher Economista e Diversidade &#8211; Mesa 4: Quest\u00f5es de g\u00eanero, meio ambiente e ra\u00e7a \u00e0 luz da economia feminista"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Kellen Carvalho de Sousa Brito e Janine Alves destacam como g\u00eanero, ra\u00e7a e crise clim\u00e1tica se articulam no aprofundamento das desigualdades<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As rela\u00e7\u00f5es entre g\u00eanero, ra\u00e7a e meio ambiente foram o eixo central das reflex\u00f5es apresentadas por Kellen Carvalho de Sousa Brito e Janine Alves, que trouxeram a economia feminista como lente anal\u00edtica para compreender as desigualdades estruturais aprofundadas pela crise clim\u00e1tica. Com abordagens diferentes, ambas chamaram a aten\u00e7\u00e3o para o impacto desproporcional das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre mulheres, especialmente mulheres negras, apontando que a crise clim\u00e1tica aprofunda desigualdades j\u00e1 existentes. Ambas falaram na Mesa 4 do Semin\u00e1rio Nacional da Mulher Economista e Diversidade, realizado em Manaus nos dias 18 e 19 de junho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"IV Semin\u00e1rio Nacional de Mulheres Economistas e Diversidade | 19\/06\/2026 \u00e0s 9h\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GtIBVVEPyUE?start=107&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Kellen, pesquisadora na \u00e1rea de economia feminista, mencionou que \u201cg\u00eanero, ra\u00e7a e meio ambiente est\u00e3o profundamente interligados, e as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas recaem de forma muito mais intensa sobre as mulheres, especialmente as mulheres negras\u201d. Ela relatou o caso do Quilombo Lagoas, no Piau\u00ed, onde observou iniciativas como quintais produtivos e cozinhas comunit\u00e1rias. Segundo ela, as mulheres dessas comunidades acumulam fun\u00e7\u00f5es produtivas e reprodutivas: cultivam a terra, cuidam dos animais, administram a produ\u00e7\u00e3o e, simultaneamente, s\u00e3o respons\u00e1veis pelo cuidado das crian\u00e7as, idosos e pessoas com defici\u00eancia. \u201cElas n\u00e3o querem sair de l\u00e1 nem receber ajuda humanit\u00e1ria. O que elas est\u00e3o pedindo, e que \u00e9 o mesmo que n\u00f3s pedimos, \u00e9 melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a economista, essas mulheres desempenham um papel essencial na manuten\u00e7\u00e3o da vida, da biodiversidade e da seguran\u00e7a alimentar, prestando um verdadeiro servi\u00e7o p\u00fablico sem qualquer reconhecimento ou remunera\u00e7\u00e3o. Kellen tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para as desigualdades no acesso ao cr\u00e9dito e aos recursos p\u00fablicos. Ela destaca que apenas cerca de 1% do cr\u00e9dito rural no Piau\u00ed chega aos pequenos produtores, enquanto mais de 96% do total \u00e9 destinado aos grandes empreendimentos agr\u00edcolas. \u201cA gente trata quem extrai valor como ind\u00fastria e trata quem preserva valor como se estivesse fazendo caridade\u201d, criticou. Ao final, faz um apelo para que economistas e institui\u00e7\u00f5es se aproximem das comunidades tradicionais: \u201cPrecisamos desenhar pol\u00edticas com as pessoas, e n\u00e3o para as pessoas\u201d, afirmando que somente a partir desse di\u00e1logo ser\u00e1 poss\u00edvel construir pol\u00edticas p\u00fablicas mais justas, eficazes e conectadas \u00e0s realidades locais.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira federal Janine Alves apontou que \u201ca crise clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 neutra: ela aprofunda desigualdades que j\u00e1 existem\u201d. Ela tamb\u00e9m afirmou que os efeitos de eventos extremos, como o El Ni\u00f1o, atingem de forma mais severa as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, especialmente mulheres, popula\u00e7\u00f5es negras, ind\u00edgenas e comunidades perif\u00e9ricas. \u201cQuem mais emite gases de efeito estufa \u00e9 quem menos sofre suas consequ\u00eancias\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao abordar o conceito de racismo ambiental, a economista chama aten\u00e7\u00e3o para a distribui\u00e7\u00e3o desigual dos riscos ambientais, que recai de forma mais intensa sobre popula\u00e7\u00f5es negras, ind\u00edgenas e moradores de periferias, geralmente submetidos a condi\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias de infraestrutura. Nesse contexto, defende a economia feminista como uma ferramenta anal\u00edtica capaz de revelar dimens\u00f5es invisibilizadas pela abordagem econ\u00f4mica tradicional. \u201cEconomia feminista n\u00e3o \u00e9 apenas incluir mulheres nos dados. \u00c9 redefinir o que a economia mede, valoriza e protege\u201d, afirma. Para ela, essa perspectiva permite evidenciar o valor do trabalho n\u00e3o remunerado, a desigualdade de renda, a divis\u00e3o sexual do trabalho e a centralidade do cuidado na reprodu\u00e7\u00e3o da vida social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kellen Carvalho de Sousa Brito e Janine Alves destacam como g\u00eanero, ra\u00e7a e crise clim\u00e1tica se articulam no aprofundamento das desigualdades As rela\u00e7\u00f5es entre g\u00eanero, ra\u00e7a e meio ambiente foram o eixo central das reflex\u00f5es apresentadas por Kellen Carvalho de<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=28036\">Leia Mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":28051,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,2],"tags":[],"class_list":["post-28036","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28036"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28036\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28037,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28036\/revisions\/28037"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}