{"id":27780,"date":"2026-05-08T17:57:32","date_gmt":"2026-05-08T20:57:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27780"},"modified":"2026-05-08T17:57:33","modified_gmt":"2026-05-08T20:57:33","slug":"debora-freire-melhor-resposta-ao-choque-externo-e-a-preservacao-dos-fundamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27780","title":{"rendered":"D\u00e9bora Freire: \u201cMelhor resposta ao choque externo \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o dos fundamentos\u201d\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Secret\u00e1ria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda participou de debate no Conselho Federal de Economia nesta sexta-feira (08). V\u00eddeo pode ser assistido no YouTube<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal de Economia recebeu na manh\u00e3 desta sexta-feira (08) a secret\u00e1ria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda, economista D\u00e9bora Freire. Ela debateu os impactos da guerra no Oriente M\u00e9dio para a economia brasileira, trazendo um diagn\u00f3stico sobre os canais de propaga\u00e7\u00e3o dos efeitos econ\u00f4micos do conflito&nbsp;e a forma como o Brasil est\u00e1 posicionado e enfrentando a situa\u00e7\u00e3o. O v\u00eddeo completo pode ser assistido no player abaixo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A economia brasileira frente \u00e0 guerra no Oriente M\u00e9dio\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XhMzPEt-OeU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cAgrade\u00e7o a presen\u00e7a da nossa&nbsp;secret\u00e1ria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, professora, pesquisadora, que trouxe um debate frut\u00edfero para que possamos nortear inclusive as discuss\u00f5es da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica\u201d, expressou a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira.&nbsp;\u201cEventos como este&nbsp;nos permitem discutir isso&nbsp;inclusive&nbsp;nos nossos Conselhos Regionais e nortear esta discuss\u00e3o nacionalmente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Canais de propaga\u00e7\u00e3o dos efeitos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s identificamos&nbsp;tr\u00eas&nbsp;canais pelos quais a guerra pode afetar o Brasil: energia, com\u00e9rcio&nbsp;e&nbsp;infla\u00e7\u00e3o\u201d,&nbsp;iniciou&nbsp;D\u00e9bora. \u201cEsses canais n\u00e3o operam de forma isolada. Eles se refor\u00e7am. A intensidade de cada um depende fundamentalmente da dura\u00e7\u00e3o e da abrang\u00eancia do conflito, que s\u00e3o vari\u00e1veis sobre as quais a pol\u00edtica econ\u00f4mica dom\u00e9stica n\u00e3o tem nenhuma influ\u00eancia.&nbsp;E ningu\u00e9m consegue prever muito bem quanto esse conflito vai durar\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela v\u00ea o choque de energia ainda contido: o pre\u00e7o do petr\u00f3leo ainda n\u00e3o chegou no mesmo pre\u00e7o de quando se iniciou o conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia. \u201cO efeito ainda \u00e9 menor, mas n\u00e3o sabemos quanto tempo vai durar\u201d, observa a economista. \u201cEstamos bem-posicionados em rela\u00e7\u00e3o a este choque. Somos exportadores l\u00edquidos de \u00f3leo cru, mas temos ainda alguma vulnerabilidade em derivados de petr\u00f3leo. Nossa matriz energ\u00e9tica \u00e9 predominantemente renov\u00e1vel, o que limita o impacto do choque, mas h\u00e1 ainda 34% de peso do petr\u00f3leo e derivados, sobretudo nos transportes\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento do pre\u00e7o de gr\u00e3os tem um potencial de trazer ganhos com exporta\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m&nbsp;traz uma vulnerabilidade em insumos agr\u00edcolas. \u201cO Brasil importa 85% dos fertilizantes que consome. O pot\u00e1ssio tem sua origem&nbsp;concentrada na R\u00fassia e Bielorr\u00fassia, pa\u00edses que j\u00e1 est\u00e3o sob san\u00e7\u00f5es. O conflito n\u00e3o afeta esta rota, mas afeta os custos log\u00edsticos e a oferta global\u201d, explica D\u00e9bora. No entanto, caso o conflito se prolongue, ele pode afetar a atividade econ\u00f4mica em grandes parceiros comerciais do Brasil. \u201cNo governo federal, atentos a isso, lan\u00e7amos uma linha de cr\u00e9dito no \u00e2mbito do Plano Brasil Soberano com condi\u00e7\u00f5es favorecidas, para que possamos diversificar ainda mais nossa pauta exportadora\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito via infla\u00e7\u00e3o se d\u00e1 pelo aumento dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, afetando custos de transporte e se propagando pelos v\u00e1rios setores da economia.&nbsp;\u201cEst\u00e1vamos num processo de converg\u00eancia para a meta de infla\u00e7\u00e3o. A preocupa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 que o choque energ\u00e9tico passe a se refletir nos pre\u00e7os de servi\u00e7os e bens industriais\u201d, observou. \u201cPor enquanto, dado o cen\u00e1rio que temos, n\u00e3o entendemos que este choque v\u00e1 afetar o processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria. H\u00e1 desafios, mas s\u00e3o de oferta\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Posi\u00e7\u00e3o do Brasil e medidas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A economista tamb\u00e9m aponta que, para minimizar o efeito do choque sobre os pre\u00e7os, a pol\u00edtica monet\u00e1ria tem espa\u00e7o de rea\u00e7\u00e3o (reduzindo, entretanto, o crescimento), enquanto a pol\u00edtica fiscal tem pouca margem adicional. \u201cEsta combina\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es mostra que a melhor resposta ao choque externo n\u00e3o \u00e9 o est\u00edmulo dom\u00e9stico, mas a preserva\u00e7\u00e3o dos fundamentos, medidas pontuais e ancoragem das expectativas\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9bora tamb\u00e9m pontuou que aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo tem potencial para elevar o Produto Interno Bruto brasileiro, com algum impacto na balan\u00e7a comercial e na receita l\u00edquida do governo, mas tamb\u00e9m na infla\u00e7\u00e3o, e abordou medidas que j\u00e1 foram tomadas pelo governo para preservar o equil\u00edbrio macroecon\u00f4mico, como subven\u00e7\u00e3o ao diesel e a elimina\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de PIS\/Cofins&nbsp;sobre o diesel e sobre o querosene, e um imposto de exporta\u00e7\u00e3o para desestimular as vendas de \u00f3leo diesel ao exterior. \u201cEstamos na neutralidade fiscal com essas medidas, que s\u00e3o tempor\u00e1rias\u201d, afirmou a secret\u00e1ria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio de&nbsp;Antonio&nbsp;Corr\u00eaa de Lacerda<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro federal&nbsp;Antonio&nbsp;Corr\u00eaa de Lacerda, coordenador da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Cofecon, fez um coment\u00e1rio sobre a forma como o Brasil enfrenta este momento. \u201cSe fizermos um breve paralelo com as crises do petr\u00f3leo, o petr\u00f3leo era um calcanhar de Aquiles para a economia brasileira, por causa da taxa de c\u00e2mbio e porque viv\u00edamos uma situa\u00e7\u00e3o de balan\u00e7o de pagamentos bem diferente do que temos hoje\u201d,&nbsp;observou o economista.&nbsp;\u201cNos anos 70 depend\u00edamos 80% do petr\u00f3leo importado. Hoje temos praticamente autossufici\u00eancia, somos&nbsp;exportadores l\u00edquidos de petr\u00f3leo bruto, mas temos o desafio de viabilizar o refino e os derivados\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil tem uma diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica com 50% de energia renov\u00e1vel, podendo at\u00e9 se ampliar, o que tudo indica que vai ocorrer\u201d, prosseguiu Lacerda.&nbsp;\u201cEsta crise n\u00e3o nos pega desprevenidos. O Nova Ind\u00fastria Brasil, o Plano de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica, o Novo PAC e as medidas em curso que est\u00e3o sendo adaptadas a este cen\u00e1rio de guerra nos colocam em uma situa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica diferenciada\u201d, finalizou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D\u00e9bora Freire<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9bora Freire\u202f\u00e9 doutora\u202fem Economia pelo\u202fCentro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar\/UFMG). \u00c9 servidora p\u00fablica Federal desde 2017, professora\u202fadjunta do Departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas UFMG\u202fe\u202fintegrante do corpo permanente do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Economia do\u202fCedeplar\/UFMG.\u202fAssumiu em 2023 o cargo de\u202fsubsecret\u00e1ria de Pol\u00edtica Fiscal da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda e\u202fem 2026 foi nomeada\u202fSecret\u00e1ria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, tendo sido a primeira mulher a ocupar o cargo.\u202f&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secret\u00e1ria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda participou de debate no Conselho Federal de Economia nesta sexta-feira (08). 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