{"id":27546,"date":"2026-03-20T15:22:28","date_gmt":"2026-03-20T18:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27546"},"modified":"2026-03-20T15:22:29","modified_gmt":"2026-03-20T18:22:29","slug":"economistas-comentam-reducao-da-taxa-de-juros-para-1475","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27546","title":{"rendered":"Economistas\u00a0comentam redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros para 14,75%\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Movimento foi considerado cauteloso diante do cen\u00e1rio internacional. Conselheiros federais chamam a aten\u00e7\u00e3o para consequ\u00eancias dos juros altos<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom) anunciou nesta quarta-feira (18) a redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros para 14,75% ao ano.&nbsp;V\u00e1rios conselheiros do Conselho Federal de Economia (Cofecon) analisaram a decis\u00e3o, que ocorre num momento de elevada tens\u00e3o internacional, com a guerra entre Estados Unidos\/Israel e Ir\u00e3 impactando os pre\u00e7os de petr\u00f3leo e o com\u00e9rcio internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Condu\u00e7\u00e3o cautelosa<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a conselheira federal Janine Alves,&nbsp;a queda de 0,25 pp reflete uma condu\u00e7\u00e3o cautelosa da pol\u00edtica monet\u00e1ria diante de um cen\u00e1rio externo em que os impactos da guerra se fazem sentir no com\u00e9rcio internacional.&nbsp;\u201cA decis\u00e3o marca o primeiro corte nos juros desde maio de 2024 e sinaliza o in\u00edcio de um ciclo de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, ainda que em ritmo moderado, refletindo um ambiente de incertezas externas e press\u00e3o inflacion\u00e1ria que exige condu\u00e7\u00e3o prudente da pol\u00edtica econ\u00f4mica\u201d, analisa a conselheira Janine Alves. \u201cA redu\u00e7\u00e3o busca equilibrar o est\u00edmulo \u00e0 atividade econ\u00f4mica com o controle da infla\u00e7\u00e3o, num cen\u00e1rio em que o mercado projeta a Selic em 12% ao ano at\u00e9 o final de 2026. Paralelamente ao corte, segue a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os dos combust\u00edveis e poss\u00edveis impactos sobre a infla\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Roberto Piscitelli, integrante da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Cofecon, a decis\u00e3o do Copom esteve na m\u00e9dia das expectativas do mercado. \u201cAntes da guerra no Oriente M\u00e9dio, tudo conduzia a uma queda de 0,5 pp. As incertezas atuais quanto \u00e0 dura\u00e7\u00e3o e intensidade da guerra pesara numa tend\u00eancia a uma maior cautela, havendo inclusive a possibilidade de manter o patamar de 15%\u201d, avalia o economista. \u201cO Copom n\u00e3o frustrou inteiramente as expectativas de quem considera a atual taxa excessivamente elevada, dando a entender que manter\u00e1 o processo de cortes \u00e0 medida que a situa\u00e7\u00e3o mundial for se normalizando. Ao mesmo tempo, sinaliza que est\u00e1 vigilante quanto aos riscos de infla\u00e7\u00e3o e eventual escassez de produtos essenciais \u00e0 economia brasileira\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro federal Gustavo Casseb&nbsp;Pessoti&nbsp;classificou o corte de 0,25 pp como equilibrado. \u201cReconhece a desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o e a ancoragem parcial das expectativas, mas preserva a prud\u00eancia diante de um ambiente internacional mais incerto e de riscos ainda presentes no cen\u00e1rio dom\u00e9stico\u201d, observa. \u201cO Copom sinaliza uma transi\u00e7\u00e3o para uma postura menos restritiva, sem comprometer o processo de converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o \u00e0 meta\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o coordenada de pol\u00edticas econ\u00f4micas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dado o cen\u00e1rio externo&nbsp;marcado pela guerra entre Estados Unidos\/Israel e Ir\u00e3, afetando o com\u00e9rcio internacional e causando um choque de oferta,&nbsp;Pessoti&nbsp;aponta que a pol\u00edtica monet\u00e1ria tem efic\u00e1cia limitada. \u201cNesse&nbsp;caso, o aumento de juros n\u00e3o atua diretamente sobre a causa da infla\u00e7\u00e3o, mas sobre seus efeitos secund\u00e1rios, como a propaga\u00e7\u00e3o para outros pre\u00e7os e a&nbsp;desancoragem&nbsp;das expectativas\u201d, comenta o conselheiro federal. \u201cNesse contexto, o principal limite da pol\u00edtica monet\u00e1ria \u00e9 o trade-off entre controlar a infla\u00e7\u00e3o e preservar o n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica:&nbsp;um aperto excessivo pode aprofundar a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sem resolver a origem do choque\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste cen\u00e1rio, o economista v\u00ea como fundamental a atua\u00e7\u00e3o coordenada de outros instrumentos de pol\u00edtica econ\u00f4mica. \u201cA pol\u00edtica fiscal pode ser utilizada de forma a mitigar impactos sobre grupos mais vulner\u00e1veis, sem comprometer a sustentabilidade das contas p\u00fablicas\u201d, mencionou&nbsp;Pessoti. \u201cPol\u00edticas de regula\u00e7\u00e3o e estoques estrat\u00e9gicos, quando bem desenhadas, podem suavizar a volatilidade de pre\u00e7os espec\u00edficos. Em alguns casos, tamb\u00e9m pode haver espa\u00e7o para medidas tempor\u00e1rias de natureza tribut\u00e1ria\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impactos dos juros altos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro&nbsp;federal&nbsp;Jos\u00e9 Luiz&nbsp;Pagnussat&nbsp;classificou como decepcionante a decis\u00e3o de reduzir os juros em apenas 0,25&nbsp;pp. \u201cO Brasil continua com a maior taxa de juros do mundo, agravando ainda mais a queda no crescimento da economia.&nbsp;O governo deve atuar do lado da oferta e apoiar os setores para garantir o abastecimento e acelerar o crescimento\u201d, apontou o conselheiro. \u201cO cen\u00e1rio \u00e9 preocupante se a guerra se prolongar, mas a redu\u00e7\u00e3o dos juros \u00e9 urgente, pois freia a economia e impacta no custo da d\u00edvida p\u00fablica. O gasto com juros j\u00e1 ultrapassou R$ 1 trilh\u00e3o e vai continuar crescendo enquanto os juros n\u00e3o recuarem de forma mais expressiva\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O corte de 0,25 ponto percentual tamb\u00e9m foi avaliado como pequeno pelo conselheiro federal Odilon Guedes, uma vez que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 abaixo de 4% ao ano. Ele chamou&nbsp;a aten\u00e7\u00e3o para os impactos que uma taxa de juros elevada tem sobre a economia.&nbsp;\u201cPrejudica o com\u00e9rcio, porque o cr\u00e9dito fica mais caro para vender geladeira, micro-ondas e outros produtos. Ao mesmo tempo, desincentiva as empresas a investirem, porque \u00e9 mais seguro aplicar no mercado financeiro do que ampliar os neg\u00f3cios, at\u00e9 porque empr\u00e9stimos para capital de giro s\u00e3o muito caros\u201d,&nbsp;aponta&nbsp;Guedes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerra interfere no corte dos juros<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Guedes&nbsp;tamb\u00e9m avalia que&nbsp;a guerra&nbsp;no Oriente M\u00e9dio influenciou a pol\u00edtica monet\u00e1ria. \u201cO corte seria de 0,5 pp e foi de apenas 0,25 pp. H\u00e1 uma sinaliza\u00e7\u00e3o de&nbsp;que as redu\u00e7\u00f5es continuem sendo de 0,25 pp, quando a expectativa era de algo maior\u201d, observa o conselheiro federal. \u201cMas a grande quest\u00e3o \u00e9: o Brasil importa 85% dos fertilizantes que usa na produ\u00e7\u00e3o de soja, caf\u00e9 e outros produtos. Deixar de cortar os juros ter\u00e1 algum impacto no pre\u00e7o de importa\u00e7\u00e3o? Nenhum. \u00c9 um equ\u00edvoco deixar de cortar mais acentuadamente os juros por causa do conflito externo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira federal Ana Cl\u00e1udia Arruda menciona o fato de que o comunicado do Copom enfatizou que a trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o dos juros depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o do conflito no Oriente M\u00e9dio. \u201cExiste, portanto, um temor da escalada do conflito, com impactos relevantes sobre a taxa de infla\u00e7\u00e3o\u201d, observa Ana Cl\u00e1udia. \u201cA manuten\u00e7\u00e3o dos juros reais acima de 10% aprofundar\u00e1 o endividamento das empresas e das fam\u00edlias. No ano de 2026 o Brasil atingiu recorde hist\u00f3rico de inadimpl\u00eancia (mais de 80 milh\u00f5es de pessoas negativadas)\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A economista tamb\u00e9m fez uma compara\u00e7\u00e3o entre o choque de oferta atual e a crise do petr\u00f3leo na d\u00e9cada de 1970. \u201cA crise atual n\u00e3o tem a mesma magnitude em fun\u00e7\u00e3o da maior diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica e da presen\u00e7a de fontes renov\u00e1veis, mas a economia brasileira mant\u00e9m elevada a depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d, observou Ana Cl\u00e1udia, citando que esta situa\u00e7\u00e3o se deve \u00e0s dimens\u00f5es continentais do Pa\u00eds e \u00e0 maior op\u00e7\u00e3o pelo transporte rodovi\u00e1rio na estrutura log\u00edstica brasileira. \u201cEmbora o Brasil seja o maior produtor de petr\u00f3leo da Am\u00e9rica Latina, ainda depende da importa\u00e7\u00e3o de derivados para assegurar o funcionamento de sua frota de transporte, o que refor\u00e7a sua vulnerabilidade a choques de oferta dessa natureza. Por outro lado, pre\u00e7os elevados do petr\u00f3leo reanimar\u00e3o o mercado de energia renov\u00e1vel e o Brasil possui as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e operacionais para ampliar sua participa\u00e7\u00e3o, desde que as condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas (juros baixos) favore\u00e7am\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o conselheiro&nbsp;Frednan&nbsp;Bezerra, a guerra pode interferir tamb\u00e9m nas pr\u00f3ximas decis\u00f5es do Copom. \u201cDiante de uma cota\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo em torno de US$ 115, a tend\u00eancia \u00e9 de maior cautela do Copom, com redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para novos cortes da Selic e eventual endurecimento do discurso, caso o choque energ\u00e9tico se mostre persistente\u201d, pontua o economista. \u201cA forte alta do pre\u00e7o do petr\u00f3leo&nbsp;\u00e9&nbsp;um choque externo que pressiona a infla\u00e7\u00e3o, ampliando&nbsp;a incerteza e estreitando&nbsp;a margem de manobra da pol\u00edtica monet\u00e1ria.&nbsp;O aumento do barril encarece combust\u00edveis, fretes e custos de produ\u00e7\u00e3o, podendo ainda pressionar o c\u00e2mbio e deteriorar expectativas inflacion\u00e1rias\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Economistas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cl\u00e1udia Arruda \u00e9 mestre em Economia (UFMG) e doutora em Planejamento e Desenvolvimento Regional e Urbano (UFPE). \u00c9 professora da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco e conselheira do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Frednan&nbsp;Bezerra \u00e9 mestre em Desenvolvimento Socioecon\u00f4mico (UFMA) e doutorando em Pol\u00edticas P\u00fablicas. \u00c9 professor da UFMA e UEMA e conselheiro do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo Casseb&nbsp;Pessoti&nbsp;\u00e9 mestre em An\u00e1lise Regional (Unifacs). \u00c9 funcion\u00e1rio p\u00fablico da carreira de Especialista em Gest\u00e3o Governamental e Pol\u00edticas P\u00fablicas, professor universit\u00e1rio e conselheiro do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Janine Alves \u00e9 doutora em Engenharia e Gest\u00e3o do Conhecimento (UFSC). \u00c9 vice-l\u00edder do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Conhecimento, Aprendizagem e Mem\u00f3ria Organizacional, tamb\u00e9m na UFSC, e conselheira do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Luiz&nbsp;Pagnussat&nbsp;\u00e9 mestre em Economia (UnB). \u00c9 professor da Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (ENAP) e do Centro Universit\u00e1rio do Distrito Federal (UDF) e conselheiro do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Odilon Guedes \u00e9 mestre em Economia (PUCSP) e especialista em finan\u00e7as p\u00fablicas. Foi professor em diversas institui\u00e7\u00f5es e vereador em S\u00e3o Paulo por dois mandatos. \u00c9 autor do livro Or\u00e7amento P\u00fablico e Cidadania e conselheiro do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Roberto Piscitelli \u00e9 consultor legislativo na C\u00e2mara dos Deputados e professor da Universidade de Bras\u00edlia.&nbsp;Integrante da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Cofecon.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Movimento foi considerado cauteloso diante do cen\u00e1rio internacional. 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