{"id":27429,"date":"2026-03-04T17:27:35","date_gmt":"2026-03-04T20:27:35","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27429"},"modified":"2026-03-04T17:27:36","modified_gmt":"2026-03-04T20:27:36","slug":"conselheiros-analisam-crescimento-do-pib-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27429","title":{"rendered":"Conselheiros analisam crescimento do PIB em 2025\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Alta foi de 2,3%. Presidenta Tania Cristina Teixeira e conselheiros Ana Cl\u00e1udia Arruda,\u00a0Antonio\u00a0Corr\u00eaa de Lacerda\u00a0e Gustavo Casseb\u00a0Pessoti\u00a0abordaram v\u00e1rios aspectos\u00a0do indicador<\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, e os conselheiros federais Ana Cl\u00e1udia Arruda,&nbsp;Antonio&nbsp;Corr\u00eaa de Lacerda e Gustavo Casseb&nbsp;Pessoti&nbsp;analisaram o&nbsp;resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).&nbsp;Para os economistas, o desempenho mostra que a atividade econ\u00f4mica continua em expans\u00e3o, mesmo dentro de um cen\u00e1rio marcado por uma pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva e incertezas externas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, o resultado do PIB mant\u00e9m a economia brasileira numa trajet\u00f3ria de&nbsp;crescimento&nbsp;\u2013 e, nesta trajet\u00f3ria, os resultados est\u00e3o chegando \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;\u201cO \u00cdndice de Gini da renda domiciliar per capita caiu para 0,504, o menor patamar da s\u00e9rie recente, e a renda dos 10% mais pobres cresceu 13,2% em 2024. A popula\u00e7\u00e3o ocupada atingiu 103 milh\u00f5es de pessoas, um recorde, e a taxa de desemprego de 2025 foi de 5,6%, o melhor resultado desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da PNAD Cont\u00ednua\u201d, destacou.&nbsp;\u201cEstes\u202fresultados foram\u202fpotencializados\u202fpor programas sociais que t\u00eam permitido ao Brasil transformar este crescimento\u202fdo PIB\u202fem uma melhoria efetiva das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro&nbsp;Antonio&nbsp;Corr\u00eaa de Lacerda ressalta que o desempenho \u00e9 positivo.&nbsp;\u201cA infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 na m\u00e9dia, o desemprego \u00e9 o mais baixo desde 2014 e houve recupera\u00e7\u00e3o da renda m\u00e9dia, al\u00e9m de avan\u00e7os na distribui\u00e7\u00e3o de renda\u201d, observou. Ele tamb\u00e9m atribui parte do resultado \u00e0 retomada de programas sociais de grande impacto.&nbsp;\u201cContribuiu&nbsp;para o desempenho favor\u00e1vel&nbsp;a retomada de programas sociais de elevado impacto,&nbsp;como o Bolsa Fam\u00edlia, Minha Casa Minha Vida, o Farm\u00e1cia Popular, o P\u00e9 de Meia na educa\u00e7\u00e3o,&nbsp;para citar os principais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Ana Cl\u00e1udia Arruda, por sua vez, ressaltou que a taxa de 2,3% era esperada pelos analistas econ\u00f4micos. \u201c\u00c9 um n\u00famero positivo, significa que o Brasil continua crescendo, mesmo diante das adversidades externas e internas e de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva\u201d, analisou a economista. \u201cO Brasil precisa crescer num ritmo cont\u00ednuo acima de 3% para enfrentar seus problemas estruturais e recuperar o tempo perdido\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crescimento por setores&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00f3tica setorial, a agropecu\u00e1ria apresentou crescimento de 11,7%, com destaque para a produ\u00e7\u00e3o de milho (alta de 23,6%) e soja (14,6%). No setor industrial&nbsp;(1,4%), a maior alta veio das ind\u00fastrias extrativas&nbsp;(8,6%), enquanto a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o registrou varia\u00e7\u00e3o negativa (-0,2%). J\u00e1 o setor de servi\u00e7os (1,8%) teve alta em todas as atividades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA agropecu\u00e1ria atuou como o principal motor do crescimento em 2025. Apesar de representar apenas 6% do PIB, o setor contribuiu com quase um ter\u00e7o do crescimento total\u201d, observa o conselheiro federal Gustavo Casseb&nbsp;Pessoti. \u201cO setor de servi\u00e7os sustentou a expans\u00e3o, com um crescimento moderado, refletindo um consumo ainda contido e o impacto das condi\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias restritivas. Condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito mais dif\u00edceis e taxas de juros mais altas contribuem para um menor ritmo de eleva\u00e7\u00e3o do consumo, mesmo com a melhora observada no mercado de trabalho brasileiro em 2025\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento industrial teve um impulso relevante da ind\u00fastria extrativa, especialmente nos setores de extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s. \u201cCumpre destacar que o Brasil j\u00e1 produz cerca de 3,7 milh\u00f5es de barris por dia, consolidando-se como o maior produtor da Am\u00e9rica Latina\u201d, observa Ana Cl\u00e1udia.&nbsp;\u201cDo ponto de vista da demanda, o destaque ficou com as exporta\u00e7\u00f5es (alta de&nbsp;6,4%),&nbsp;resultado do excelente desempenho do&nbsp;setor agropecu\u00e1rio&nbsp;e da ind\u00fastria extrativa mineral\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00edmulo aos investimentos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de investimentos foi de 16,8% do PIB em 2025.&nbsp;A eleva\u00e7\u00e3o dessa taxa, observa a presidenta do Cofecon, depende de uma combina\u00e7\u00e3o entre o investimento p\u00fablico estrat\u00e9gico e o est\u00edmulo ao investimento privado. \u201cNeste contexto, programas estruturantes&nbsp;como o Nova Ind\u00fastria Brasil (NIB) e o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (Novo PAC) incentivam esta combina\u00e7\u00e3o\u201d, menciona Tania Teixeira.&nbsp;\u201cO uso de ferramentas como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (cujos desembolsos atingiram cerca de 1,3% do PIB em 2025) tem sido \u00fatil para impulsionar os investimentos e a inova\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lacerda aponta que, apesar da taxa abaixo de padr\u00f5es internacionais, \u201ch\u00e1 um movimento em curso.&nbsp;Os desembolsos do NIB j\u00e1 somam R$ 300 bilh\u00f5es e devem atingir R$ 370 bilh\u00f5es at\u00e9 o final de 2026\u201d, cita o conselheiro.&nbsp;\u201cOs investimentos totais em infraestrutura,&nbsp;incluindo&nbsp;os&nbsp;setores&nbsp;p\u00fablico e privado,&nbsp;t\u00eam atingido n\u00edveis recorde e devem chegar a\u202fR$ 1 trilh\u00e3o no acumulado do per\u00edodo 2023-2026. Cerca de 30% deste montante foi financiado pelo BNDES, destacando-se&nbsp;ainda o papel do banco na estrutura\u00e7\u00e3o do financiamento de projetos privados\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto dos juros<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As altas taxas de juros definidas pelo Banco Central do Brasil s\u00e3o um fator que teve impacto negativo sobre&nbsp;o investimento e&nbsp;a atividade econ\u00f4mica&nbsp;como um todo&nbsp;no ano de 2025. Desde o m\u00eas de junho a Selic encontra-se no patamar de 15%&nbsp;e, neste per\u00edodo, o presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, defendeu a redu\u00e7\u00e3o dos juros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA desacelera\u00e7\u00e3o&nbsp;na forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo, que cresceu&nbsp;6,9% em 2024 e 2,9% em 2025,&nbsp;est\u00e1 diretamente relacionada&nbsp;aos efeitos dram\u00e1ticos e desconcertantes da pol\u00edtica&nbsp;monet\u00e1ria&nbsp;de juros altos de 15%\u201d, citou Ana Cl\u00e1udia Arruda.&nbsp;\u201cO encarecimento do cr\u00e9dito ao consumidor tamb\u00e9m impactou o poder de compra das fam\u00edlias (alta de 1,3%)\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste a expectativa de que, na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom, nos dias 17 e 18 de mar\u00e7o, tenhamos o primeiro movimento de um ciclo de quedas da Selic, inclusive porque o pr\u00f3prio Copom trouxe esta sinaliza\u00e7\u00e3o em sua ata mais recente\u201d,&nbsp;menciona&nbsp;a presidenta do Cofecon. Ela alerta, entretanto, que a guerra entre Ir\u00e3 e Estados Unidos tamb\u00e9m pode afetar os pre\u00e7os internacionais, trazendo impactos no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lacerda tamb\u00e9m menciona que juros altos por um longo per\u00edodo geram enormes distor\u00e7\u00f5es: \u201cRepresentam um pr\u00eamio ao \u00f3cio, na medida em que, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, o retorno esperado de qualquer outro empreendimento dificilmente superaria o \u2018custo de oportunidade\u2019 representado pelos juros\u201d, observa o economista. \u201cElas tamb\u00e9m pressionam o custo do cr\u00e9dito e do financiamento,&nbsp;dificultando o&nbsp;<em>funding<\/em>&nbsp;para empreendimentos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para 2026, o desafio&nbsp;ser\u00e1 equilibrar estabilidade macroecon\u00f4mica, redu\u00e7\u00e3o de juros, expans\u00e3o do investimento e manuten\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os sociais \u2014 em um ambiente de incerteza internacional.&nbsp;Este objetivo exige uma coordena\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas macroecon\u00f4micas.&nbsp;\u201cPara aumentar o potencial de crescimento do Brasil, \u00e9 preciso elevar a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e da forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo, o que ser\u00e1 imposs\u00edvel sem uma redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel nas taxas de juros &#8211;&nbsp;tanto a Selic, quanto as taxas de cr\u00e9dito e financiamentos banc\u00e1rios\u201d,&nbsp;finalizou&nbsp;Pessoti.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alta foi de 2,3%. 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