{"id":27398,"date":"2026-02-27T12:07:15","date_gmt":"2026-02-27T15:07:15","guid":{"rendered":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27398"},"modified":"2026-02-27T12:07:16","modified_gmt":"2026-02-27T15:07:16","slug":"podcast-economistas-janile-soares-fala-sobre-o-minimalismo-financeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cofecon.org.br\/cofecon\/?p=27398","title":{"rendered":"Podcast Economistas: Janile Soares fala sobre o minimalismo financeiro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Economista explica que o consumo consciente pode gerar liberdade financeira e emocional, al\u00e9m de qualidade de vida e prop\u00f3sito<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7a hoje uma nova temporada do podcast Economistas! Nesta semana o tema abordado \u00e9 um conceito que vem ganhando for\u00e7a e prop\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o mais consciente com o consumo e com o estilo de vida: o minimalismo financeiro. Mas, ao contr\u00e1rio do que muita gente pode imaginar, ele n\u00e3o tem a ver com viver com pouco ou se privar de conforto. \u00c9 sobre viver com sentido. Quem fala a respeito \u00e9 a economista Janile Soares, consultora, educadora financeira, perita judicial e editora do blog A Economista de Batom. H\u00e1 mais de dez anos ela trabalha para ampliar o acesso das mulheres ao conhecimento financeiro e fortalecer a participa\u00e7\u00e3o delas na economia. O podcast Economistas pode ser ouvido na sua plataforma favorita ou no player abaixo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: #175- Janile Soares fala sobre o minimalismo financeiro\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/4T9KvC9BlgQVdoQddkzn3t?si=uhvBo-TtTf6FoGENniXQ1Q&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>No mundo contempor\u00e2neo, o ser humano tem uma enorme quantidade de est\u00edmulos ao consumo. Ofertas, promo\u00e7\u00f5es, parcelamentos, cr\u00e9dito f\u00e1cil, compras com um clique: nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil gastar. Ao mesmo tempo, \u00e9 dif\u00edcil parar e pensar por que \u00e9 que estamos gastando. Quando se fala em corte de gastos, muita gente associa a priva\u00e7\u00e3o, sofrimento, restri\u00e7\u00f5es e abrir m\u00e3o de tudo. \u00c9 neste contexto que surge o minimalismo financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O minimalismo financeiro \u00e9 um conceito que procura alinhar o uso dos recursos com os valores, sejam eles pessoais ou familiares. Desta forma, o dinheiro passa a ser uma ferramenta para servir \u00e0 vida que voc\u00ea quer construir, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. A acumula\u00e7\u00e3o de coisas \u00e9 substitu\u00edda pelo investimento em bem-estar, seguran\u00e7a, experi\u00eancias e qualidade de vida. Dentro desta l\u00f3gica, liberdade, prop\u00f3sito e tranquilidade financeira caminham juntos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO foco \u00e9 viver com menos coisas e com mais prop\u00f3sito, eliminando o excesso para dar mais import\u00e2ncia ao que \u00e9 essencial\u201d, explica a economista Janile Soares. \u201cO minimalismo financeiro foca na simplifica\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o do dinheiro, eliminando gastos sup\u00e9rfluos para priorizar o que realmente agrega valor \u00e0 vida, como experi\u00eancias, seguran\u00e7a e bem-estar. N\u00e3o se trata s\u00f3 de viver com o m\u00ednimo, mas fazer escolhas conscientes, alinhadas aos seus valores, usando o dinheiro como ferramenta e reduzindo o estresse financeiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando falamos de cortar gastos, h\u00e1 uma conota\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o. O minimalismo tem uma ess\u00eancia que \u00e9 o contr\u00e1rio: prop\u00f3sito e liberdade financeira. N\u00e3o \u00e9 gastar menos como objetivo m si mesmo, mas gastar melhor, de forma alinhada com os seus valores, com o que traz bem-estar verdadeiro\u201d, menciona a economista. \u201cA ideia \u00e9 distinguir o que \u00e9 realmente necess\u00e1rio do que s\u00e3o desejos passageiros ou gastos por impulso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela menciona que o dinheiro tem duas utilidades: dar tranquilidade e seguran\u00e7a e proporcionar bem-estar e qualidade de vida. \u201cO minimalismo financeiro sugere substituir compras por experi\u00eancias mais significativas. Sair do autom\u00e1tico no consumo e entrar num modo mais consciente\u201d, observa Janile. \u201cPode ser complicado para algumas pessoas, porque nunca tivemos tanto cr\u00e9dito e est\u00edmulo para gastar da forma mais r\u00e1pida poss\u00edvel. Ent\u00e3o o minimalismo \u00e9 uma forma de enxergar o dinheiro como ferramenta de liberdade, e n\u00e3o de aprisionamento ou simples corte de gastos. \u00c9 uma forma de otimizar recursos \u2013 que \u00e9 um conceito central na economia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consumo consciente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando se fala em consumo consciente, muitas pessoas pensam apenas no conceito de poupar dinheiro, mas o impacto vai muito al\u00e9m disso. Consumir de forma consciente muda a forma como as pessoas se relacionam com o mundo. \u201cA liberdade aparece em v\u00e1rias camadas. Primeiro, a financeira, porque a pessoa deixa de ser ref\u00e9m do cart\u00e3o de cr\u00e9dito e das compras por impulso. Depois, vem uma parte igualmente poderosa e importante, que \u00e9 a liberdade emocional\u201d, explica a economista. \u201cVoc\u00ea come\u00e7a a se libertar das compara\u00e7\u00f5es e press\u00f5es sociais e do medo de estar fora de um grupo, uma comunidade, um momento ou uma nova <em>trend<\/em> \u2013 o chamado FOMO (do ingl\u00eas <em>fear of missing out<\/em>, medo de ficar de fora), que \u00e9 um vi\u00e9s cognitivo que distorce o julgamento e a tomada de decis\u00f5es. As pessoas superestimam o valor das experi\u00eancias dos outros e subestimam as pr\u00f3prias, o que gera um sentimento de priva\u00e7\u00e3o\u201d.<br><br>\u201cAbra\u00e7ar o consumo consciente abre espa\u00e7o para um estilo de vida mais leve, onde o dinheiro \u00e9 uma ferramenta de realiza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de ansiedade. Um estilo de vida mais frugal nos ensina a diferenciar o que \u00e9 necessidade real daquilo que \u00e9 desejo passageiro\u201d, observa Janile. \u201cQuando algu\u00e9m entende esta diferen\u00e7a, descobre que viver com menos n\u00e3o \u00e9 perder, \u00e9 ganhar tempo, presen\u00e7a, clareza, autonomia e experi\u00eancias. \u00c9 a liberdade que o dinheiro, sozinho, n\u00e3o compra, mas que uma boa rela\u00e7\u00e3o com ele te proporciona\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista econ\u00f4mico, consumir menos reduz o custo de oportunidade. \u201cO que voc\u00ea deixa de gastar pode ser usado em investimentos, reservas de emerg\u00eancia ou experi\u00eancias que aumentam teu capital humano e social. Isso gera liberdade financeira e abre espa\u00e7o para escolhas mais estrat\u00e9gicas, que \u00e9 o que a economia chama de maximiza\u00e7\u00e3o da utilidade\u201d, aponta a consultora. \u201cAl\u00e9m disso, evita a armadilha do consumo e o endividamento, problemas que a teoria econ\u00f4mica relaciona diretamente \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do bem-estar no longo prazo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem todo desafio financeiro come\u00e7a no bolso. Muitos come\u00e7am no emocional. Numa sociedade na qual o consumo \u00e9 s\u00edmbolo de status, as redes sociais amplificam esse modelo. \u201c\u00c9 um desafio emocional desapegar da ideia de que o consumo e o ter muitas coisas \u00e9 sin\u00f4nimo de sucesso. Se abrirmos v\u00eddeos de influenciadores, veremos casas que parecem im\u00f3veis decorados para venda ou arm\u00e1rios com muitos sapatos e bolsas. Essa n\u00e3o \u00e9 a realidade da maioria das pessoas, mas faz com que muita gente deseje isso\u201d, questiona Janile. \u201cCulturalmente, fomos ensinados a medir o valor n\u00e3o pelo que somos, mas pelo que temos \u2013 como o carro ou o smartphone. Adotar um estilo de vida mais simples \u00e9 ir contra essa corrente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista psicol\u00f3gico, o consumo tamb\u00e9m tem papel de compensa\u00e7\u00e3o emocional e v\u00e1lvula de escape. Por isso, minimalismo financeiro n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre dinheiro em si, \u00e9 sobre autoconhecimento\u201d, pontua a economista. \u201c\u00c9 sobre entender o que est\u00e1 por tr\u00e1s dos h\u00e1bitos de consumo e ressignificar o prazer que vem de comprar para um prazer que vem de viver de forma coerente com o que eu acredito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cuidados com o minimalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nem tudo o que \u00e9 simples \u00e9, necessariamente, leve ou libertador. Quando o minimalismo se torna uma regra r\u00edgida ou uma autoexig\u00eancia permanente, ele perde o sentido. Cuidar das finan\u00e7as deixa de ser um ato de consci\u00eancia e passa a ser um sacrif\u00edcio, fazendo com que o planejamento se torne uma culpa e a pessoa queira se punir por gastar.<br><br>\u201cA ideia nunca foi viver com culpa por gastar, mas sim gastar com consci\u00eancia que \u00e9 justamente o contr\u00e1rio disso. A palavra-chave aqui \u00e9 objetivo\u201d, conta Janile. \u201c\u00c9 importante ter objetivos de vida que v\u00e3o guiar nossa estrutura financeira e a cria\u00e7\u00e3o de um or\u00e7amento com mais prop\u00f3sito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando se trata de objetivos, a economista afirma que n\u00e3o h\u00e1 certo ou errado, mas sim o que faz sentido para cada um. \u201cPara algumas pessoas, \u00e9 essencial morar num espa\u00e7o pequeno e simples; para outras, um espa\u00e7o maior, com mais lazer; h\u00e1 pessoas que preferem investir em viagens, uma boa refei\u00e7\u00e3o, um curso que alargue horizontes. Tudo depende do momento de vida, do or\u00e7amento dispon\u00edvel, das estrat\u00e9gias e dos objetivos\u201d, afirma Janile. \u201cE isso \u00e9 importante porque h\u00e1 pessoas que come\u00e7am a cortar gastos e acabam exagerando e se perdendo nisso. O que parece restri\u00e7\u00e3o deve vir com consci\u00eancia e liberdade de escolha, e n\u00e3o como uma puni\u00e7\u00e3o. O dinheiro e o prazer podem coexistir, desde que este prazer n\u00e3o custe a tua paz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cinco passos para a transforma\u00e7\u00e3o financeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o come\u00e7a com f\u00f3rmulas prontas de como cortar gastos. Ela come\u00e7a com consci\u00eancia. Antes de qualquer planilha ou estrat\u00e9gia, h\u00e1 um passo fundamental, que \u00e9 o autoconhecimento. Cada pessoa tem seus pr\u00f3prios gatilhos e padr\u00f5es. Por isso mesmo, n\u00e3o existe uma receita \u00fanica que sirva para todos. Mas existem passos que podem ser seguidos para quem quer alcan\u00e7ar seus objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO primeiro \u00e9 o autoconhecimento financeiro. Entender para onde o dinheiro est\u00e1 indo. Fazer um diagn\u00f3stico, mas sem querer encontrar culpados\u201d, explica Janile. \u201cH\u00e1 pessoas que simplesmente n\u00e3o podem ter cart\u00e3o de cr\u00e9dito; outras n\u00e3o conseguem lidar com o limite do cheque especial; outras possuem recursos financeiros, mas t\u00eam medo de gastar. Esse autoconhecimento \u00e9 essencial\u201d, menciona a economista. \u201cUm segundo passo \u00e9 a clareza de valores. Saber o que realmente importa, o que tem trazido satisfa\u00e7\u00e3o genu\u00edna e o que traz a seguran\u00e7a financeira. Quando os gastos refletem esses valores e conseguimos responder a estas perguntas, as escolhas referentes a dinheiro come\u00e7am a fluir de forma mais leve\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro passo \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. \u201c\u00c9 entender o que \u00e9 essencial e o que \u00e9 sup\u00e9rfluo, criar metas simples de organiza\u00e7\u00e3o financeira, revisar gastos e simplificar escolhas, como automatizar boletos. Funciona tamb\u00e9m com a aplica\u00e7\u00e3o financeira: muitas pessoas n\u00e3o conseguem investir porque n\u00e3o sobra, ent\u00e3o \u00e9 preciso automatizar\u201d, aponta Janile. \u201cOutra quest\u00e3o \u00e9 olhar para poss\u00edveis riscos financeiros e planejar os pr\u00f3ximos per\u00edodos. Se acontecer alguma coisa, voc\u00ea est\u00e1 preparado?\u201d, pergunta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTamb\u00e9m \u00e9 importante ter metas de vida e acompanh\u00e1-las ao longo do tempo, aplicando um planejamento intertemporal. Assim \u00e9 poss\u00edvel enxergar os custos e benef\u00edcios ao longo do tempo \u2013 o que tamb\u00e9m \u00e9 importante para equilibrar consumo presente e planejamento futuro\u201d, observa a economista. \u201cO quinto passo \u00e9 a consist\u00eancia \u2013 o que inclui revisitar as escolhas financeiras continuamente, para otimizar as decis\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a que acontece do dia para a noite, mas um processo\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economista explica que o consumo consciente pode gerar liberdade financeira e emocional, al\u00e9m de qualidade de vida e prop\u00f3sito Come\u00e7a hoje uma nova temporada do podcast Economistas! 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